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Edomir de Oliveira e mais um conto incrível. No casamento, um réptil é que entrega as aliança aos noivos.

Isso foi realmente um fato inusitado. Vale ler.

23/07/2021 10h21 Atualizada há 2 meses
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Por: Mhario Lincoln Fonte: Edomir Martins de Oliveira
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Do Livro: FINALMENTE A NOIVA CHEGOU – Parte II

Edomir Martins de Oliveira

Vice-Presidente Nacional da ACADEMIA POÉTICA BRASILEIRA – APB

 CASAMENTO EM UM ZOOLÓGICO

Lucas 14:5 – A seguir, lhes perguntou, qual de vós, se o filho ou o boi, cair no poço, não o tirará logo, mesmo em um dia de sábado?

Provérbios 12:10 – Os bons cuidam bem dos seus animais, porém, o coração dos maus é cruel.

  Ele era tratador de animais no jardim zoológico. Era quem lhes levava alimentação, acompanhando-os com extremado zelo, para que a saúde deles fosse preservada; via a época própria do cio dos animais e os trabalhos da espécie relacionados a todos eles. Paralelamente, além de cuidar dos animais procurava instruir pessoas, quando indagado de alguma coisa referente aos mesmos.

Foi nesse contato dispensado aos visitantes, que ele a conheceu e causou-lhe profunda impressão, logo à primeira vista. Sua gentileza no trato com seus semelhantes e com ele particularmente, e o amor demonstrado para com os animais impressionou-o muito. Ela, por sua vez, mostrou-se interessada em dialogar com ele, e indagar se aqueles cuidados eram com todos os animais do zoológico, desde os mais mansos até os mais selvagens. E a cada resposta sua, era outra pergunta provocada. Por fim, mostrou-se interessada na alimentação dos animais, e como já estava findando a hora das visitas, prometeu-lhe que voltaria no outro dia para obter mais algumas informações.

Ela estava fazendo um Trabalho de Conclusão de Curso na Universidade, no Curso de Zootecnia, tratando especificamente da Fisiologia Animal e precisava se enriquecer com outros conhecimentos que muito viriam a colaborar para seu trabalho. Para isso precisava conversar mais proximamente com pessoas, que no dia a dia, entendessem muito bem de animais, desde sua alimentação, reprodução da espécie, até o repouso. O tratador prometeu, então, ajudá-la, no que estivesse ao seu alcance. Estava fazendo o curso de Veterinária exatamente porque gostava muito de lidar e tratar de animais. 

De repente, ela viu que uma cobra enorme, enquanto conversavam, vinha na direção dos dois; espantou-se, deu um grito e quis sair correndo. Ele a conteve e disse-lhe que era seu animal de estimação, a Jiji, que ela não se assustasse, pois era famosa por saber obedecer às ordens dele, embora não fosse encantador de serpentes, ele disse; não era venenosa, era muito mansinha. Ela encorajada se conteve. A cobra veio, enroscou-se nele, dando-lhe uma espécie de abraço e depois foi embora, o que causou na moça muito espanto, ao mesmo tempo em que teve medo que ela a atacasse, ficando, contudo, a admiração pelo tratador. 

Ele então lhe perguntou se aceitaria fazer um carinho nela, ao que a moça lhe disse que agradecia muito, mas que preferia manter distância, no que ele achou muita graça. 

As visitas ao Zoológico foram se sucedendo, e já na terceira visita, era ele quem estava querendo saber o endereço dela, o telefone, seu WhatsApp, etc. Convidou-a para tomar um cafezinho com ele, o que ela aceitou. Marcaram encontro e à noite, na hora combinada, lá estavam os dois se encontrando.

Assim, entre uma conversa e outra, os contatos foram se tornando sempre necessários ao ponto de que, quando não se encontravam sentiam falta um do outro. Foram a cada dia mais se aproximando, e quando deram por si não podiam mais deixar de se encontrar. Não havia mais motivos para justificar a ida da moça ao Zoo. Ela confessou-lhe que dizia estar indo lá com a desculpa de aprender mais alguma coisa sobre os animais, quando na verdade estava era apaixonada por ele. Estavam, eles, sem dúvidas, apaixonados um pelo outro. 

autor.

Iniciaram, então, um romântico e doce namoro. Mais à frente, depois de sentirem o namoro solidamente alicerçado, resolveram noivar, já com vistas a um casamento futuro, tão logo se formassem.

É impressionante como o ser humano tem facilidade de se apaixonar. E isto acontece para felicidade da humanidade, vindo desde a criação do mundo quando Deus criou Adão e Eva. “Ela se chamará varoa, pois do varão foi tirada”, disse o poeta Adão.

Visitou-a preliminarmente, conheceu sua família, ele também a levou para conhecer seus pais e foram ambos aprovados pelas respectivas famílias.  Quando resolveram noivar, ele a levou até à sua cobra de estimação para que fosse cumprimentada por ela, tendo lhe dito a noiva, que tivesse muito cuidado, para que não ficasse viúvo antes do tempo. Mas o animal veio, se enroscou nele, e a uma ordem sua, foi para o corpo da noiva, tendo ela se encolhido toda para receber o abraço. Depois do abraço a cobra voltou aos braços do zelador, que após acariciá-la deu-lhe ordem para que retornasse ao seu repouso no ninho, e ela obedeceu. A amizade com sua noiva estava feita.

Combinaram que a cerimônia do casamento seria celebrada ali mesmo no zoológico. Já pedira a autorização para o Diretor do Zoo que concordou, ainda se propondo a oferecer salgadinhos e bolo de noiva e um espumante para o brinde dos noivos, por ser o jovem excelente profissional e dedicadíssimo aos seus animais. Seria na capela, com espaço para os familiares, colegas do Zoo e poucos amigos. Estariam cercados dos animais que tanto gostavam. 

No dia do casamento, os dois, profundamente felizes, espargiam amor para quem os visse.

O noivo trajando sua roupa própria de zelador, por opção, bem lavadinha e engomada, e ainda bem perfumado, perfilou-se ao lado de sua mãe, para receber sua noiva, que veio com seu pai, vestida de noiva, simples, porém, elegante.

Quando o Celebrante pediu as alianças, a Jiji, que estava em um cesto bem ao lado do noivo, recebeu um comando de voz para que as trouxesse; e acostumado a ver daminha ou pajem conduzir as alianças dos noivos, espantou-se quando viu uma cobra saindo de um cesto próximo ao noivo, e entre atônito e perplexo, gritou: - Uma cobra, cuidado noivos! E deu meia volta, pensando em correr, quando foi tranquilizado pelo noivo, que o acalmou dizendo tratar-se da Jiji uma cobra pela qual tinha muita estima que conduzia as alianças. Era mansa por natureza.

Mas o Celebrante, ainda assustado com a cobra, quando a viu conduzindo uma sacolinha no pescoço, nunca imaginara que ali estavam as alianças, tendo o noivo recebido dela o saquinho cor-de-rosa, aberto, e as entregue.

 O Ajudante de Altar exclamou então : - Valei-me meu Jesus. Protegei os noivos e a todos nós,- e   ensaiou dar uma de valente para expulsar o réptil com as próprias mãos, mas três coisas o contiveram: primeiro o amor que nutria pelos animais, segundo, estaria correndo o risco de acidentar não só o animal, e terceiro, estaria se sujeitando a sanções penais por crime ambiental para com aquele réptil. Mais assustado ainda ficou, quando a viu, dar-lhe como que um abraço, o mesmo fazendo para com a noiva, ficando a pensar, em vendo os dois a se manterem quietos, que eles estavam hipnotizados e aquele era o abraço final. E preferiu sair de perto. 

 Felizmente escutou o noivo dizer que se tratava de animal muito dócil, manso por natureza. Foi assim que ante essa afirmativa do noivo, passou a ter outra visão do momento, acalmando-se e concluindo mesmo que se não fosse assim, ela já teria atacado os noivos. E passou até a esboçar algum sorriso ante sua insensatez.

Colegas de serviço começaram então a viver a festa do casamento. Trouxeram violão, pandeiro e outros instrumentos e começaram a fazer a alegria do momento.

 O Sacerdote ainda chegou a pensar que ela mataria os noivos. Mas também se lembrou do que dissera o noivo de que era dócil por natureza e confessou a todos os presentes que fossem sensatos porque se houvesse algum dano por ser feito pelo animal, já teria ocorrido. Que mantivessem a calma. Era apenas um momento diferente que estavam vivendo. Os poucos convidados que presenciaram a cena ficaram mais calmos. Um dos mais amedrontados pediu apenas a proteção de Deus e de todos os Santos, para que todos vivessem a cerimônia com alegria. Era um casamento diferente.

O Celebrante mais calmo, fez uma bela homilia, os declarou casados ao pronunciarem o famoso SIM e dando as bênçãos sacerdotais ao casal concitou-lhes a cumprirem fielmente as leis do Senhor observando a Bíblia Sagrada no livro de dos Provérbios 5:1 – “Filho meu, atende à minha sabedoria; inclina teu ouvido à minha prudência...”

 

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Edomir Martins de Oliveira
Sobre Edomir Martins de Oliveira
Cronista do Cotidiano. Escreve todas as semanas, com exclusividade. Assuntos variados.
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