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Mestre Edomir de Oliveira, homenageado por sua anfitriã quando da posse no IHGM

Documento histórico

06/08/2021 12h58 Atualizada há 1 mês
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Por: Mhario Lincoln Fonte: EMO
Prof. Edomir Martins de Oliveira, ex-presidente do IHGM, quando recebia Medalha e Placa de Reconhecimento pelos longos anos de atividades na Instituição.
Prof. Edomir Martins de Oliveira, ex-presidente do IHGM, quando recebia Medalha e Placa de Reconhecimento pelos longos anos de atividades na Instituição.

COMUNICADO

A Editoria do Facetubes.com.br, considerando que o nosso cronista/contista Edomir Martins de Oliveira, estará de férias por duas semanas, a partir de 27.07, indo desfrutá-las em São Paulo - SP, publicará durante sua ausência duas saudações que lhe fez a imortal Ilzé Vieira de Melo Cordeiro, sócia do Sodalício, por ocasião de sua posse no Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão – IHGM, e do lançamento do seu livro, “A Águia e o Rouxinol”, no auditório do próprio Instituto. Acreditamos que estas duas publicações irão preencher as lacunas deixadas nestas duas semanas. A imortal Ilzé Vieira de Melo Cordeiro, é uma homenagem póstuma, pois vítima de um câncer já não está mais entre nós, tendo deixado sua presença através dos seus livros, discursos, saudações e homenagens que fez, impregnadas do seu invulgar talento tão poético. Após as férias do cronista/contista, ele retornará com a mesma pauta de publicações, no mesmo estilo. (O Editor).

DOUTORA ILZÉ DE MELO CORDEIRO SAÚDA EDOMIR MARTINS DE OLIVEIRA PELO INGRESSO MO IHGM EM 29.10.1980

Exmo. Sr. Presidente do IHGM

Ilustres Confrades e Confreiras 

Meus Senhores e Minhas Senhoras

 

*Ilzé de Melo Cordeiro – cad.nº30

Auditório do IHGM em 29.10.1980, São Luis -MA.

Fonte – “14 MOMENTOS” – Livro do Autor.

       É com imensa alegria que, escolhida pela Diretoria do Instituo, para saudar o confrade Edomir Martins de Oliveira, por ocasião de sua posse, hoje, dia 29.10 980, neste Sodalício, faço-o com imenso prazer.

Inicialmente quero trazer s palavras de Antoine de Saint Exupéry quando diz: ”tu te tornas responsável, por tudo aquilo que tu cativas”.

Com Edomir acontece exatamente isso. Ele, pelo seu modo cortês e ducado no trato com as pessoas e particularmente com os colegas e amigos, me autoriza dizer que agora é responsável por mim particularmente, porque me cativou desde os bancos escolares em nossa tradicional Faculdade de Direito.

Identificamo-nos desde os contatos iniciais, quando detectei nele o aluno estudioso e de futuro promissor. Com ele discuti assuntos de interesses recíprocos, quer no campo da língua pátria, quer no terreno da literatura, onde na poesia principalmente, ele sempre mostrava o seu encanto particular.

Aluno estudioso deixava claro o que seria em dias futuros. Foi assim que a cada dia regando a planta da amizade existente entre nós, vimo-la florescer, e ser árvore frondosa, ao abrigo da qual nos sentíamos reconfortados e constantemente alimentados.

Por essa razão foi com imensa alegria que quando a oportunidade se apresentou, indiquei-o para a cadeira 51 do quadro do IHGM, que tem como Patrono Ruben Ribeiro de Almeida, ilustre Professor da Língua Portuguesa, nome que ultrapassou as fronteiras do Maranhão, de quem Edomir foi aluno, no tradicional Liceu Maranhense, com a certeza de que ele seria um nome que iria colaborar para o enriquecimento da Casa de Antônio Lopes.

Ao fazer a indicação fui secundada por Aryceia Moreira Lima e José Ribamar Seguins, valorosos companheiros do Sodalício, que conhecem o indicado e sabem que ele como estudioso das coisas do Maranhão, sem dúvida é um nome que engrandecerá e honrará nosso quadro de sócios.

É, pois, com incomum prazer que apresento aos imortais desta Casa, e com orgulho o declaro como meu afilhado que aqui chega, para colaborar conosco na árdua tarefa de fazer resplandecer as letras do Maranhão e em particular deste Sodalício.

Sei do seu potencial como pesquisador inclusive, e é por isso que tenho absoluta certeza de que os ventos e as tempestades que nunca o quebraram até hoje, açoitam-no por vezes, mas passada a borrasca ele logo se volta para a posição verticalizada como que agradecendo a Deus pela vida, pela saúde, pela paz, pela inteligência que Deus lhe deu, e pelo que Ele tem sempre feito em sua vida.

Tu, que por força de consanguinidade estás ligado a Graça Aranha, nome dos mais festejados nas letras maranhenses, sem dúvidas darás preciosa colaboração para fazer resplandecer ainda mais o nome desta nossa Atenas Brasileira.

Quem visita a Fonte do Ribeirão, sai dali sempre extasiado. Vê-se jorrar da fonte, água potável cristalina, de carrancas, caras que embora disformes, ornam bicas de chafarizes ali existentes. E essa água tem saciado a sede de muitos sedentos.

Vemos em ti a água que haverá de nutrir a sede de muitos ansiosos, pelas revelações de descobertas que o teu espírito de pesquisador haverá de fazer.

Nós todos estamos ansiosos por essa água. Vem, dá-nos tua contribuição. Haverás de ser muito feliz ao nosso lado.

Tendo começado esta oração com Exupéry, haverei de com ele concluir, valendo-me do que Antoine nos acrescenta no Pequeno Príncipe: “se tu vens às quatro, desde as três eu começo a ser feliz”.

Edomir, meu querido confrade, as nossas reuniões são as 17 horas. E como temos a certeza de que contaremos sempre com a tua frequência, desde as 16 horas nós começaremos a ser felizes.

Adentra Edomir, nesta Casa. Ela é tua também a partir de agora e que Deus continue a estar presente diuturnamente em tua vida. Nós te acolhemos de braços abertos para o amplexo da amizade e da confiança que em teu trabalho depositamos.

Nossos corações estarão sempre felizes para te receber.

Toma assento nesta Casa. Tu agora és um dos nossos. Trabalharás ao lado de ilustres nomes representativos da cultura maranhense. Tu te sentirás feliz com absoluta certeza. Muito obrigada. (lzé de Melo Cordeiro ).

 

DOUTORA ILZÉ DE MELO CORDEIRO SAÚDA EDOMIR MARTINS DE OLIVEIRA PELO LANÇAMENTO DO SEU LIVRO “A ÁGUIA E O ROUXINOL”

Exmo. Sr. Presidente do IHGM

Ilustres Confrades e Confreiras 

Meus Senhores e Minhas Senhoras

*Ilzé de Melo Cordeiro – cad.nº30

Auditório do IHGM em 29.10.1980

São Luis -MA.

 

CARISSIMOS CONFRADES E CONFREIRAS DO INBSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO MARANHÃO

        Ilustres convidados para esta celebração das boas lembranças dos bons tempos e da saudade, do ente querido mestre maranhense, Prof. Ruben Almeida, tão bem-conceituado e imortalizado, como um dos maiores escritores e grande pedagogo maranhense, que muito honrou e tanto contribuiu para o engrandecimento deste Sodalício.

Na verdade, para garantia do sucesso desta festa, foram bem apropriadas: as escolhas da data, e do local, neste ensolarado final de tarde; como se até a natureza, entusiasmada, quisesse também colaborar, com tão importante evento cultural, dando uma trégua noite a dentro, neste prolongado tempo de chuvas na Ilha “UPAON AÇU”, permitindo os tranquilos deslocamentos, e mais aconchego, para que os amigos e admiradores do poeta que está aqui, juntamente com seus familiares e confrades, de braços abertos, esperando fraternalmente seus seletos e nobres convidados. Com efeito, o que se vê e se percebe, ao olhar o número expressivo, de tantos nobres convidados que compareceram a este evento cultural tão significativo, é a motivação da amizade , mesclada com um certo ar de curiosidade , impulsionando-os a virem aqui, no meio de uma semana , com bastante acúmulo de trabalhos, porém encontrando forças e disposições para chegarem sãos e salvos, ao topo deste velho e acabrunhado prédio, mesmo sabendo que precisariam enfrentar os estafantes degraus  da fama e do sacrifício, mas achando que valeu a pena , ascender ao INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO MARANHÃO, revista do IHGM nº 37, de junho de 2011, pela certeza dos acolhimentos afáveis  por parte dos seus vetustos membros e mais ainda pela rara oportunidade de abraçar o dono da festa, e se conhecer ou relembrar, as belas lições de vida do saudoso mestre maranhense homenageado.

Teremos assim, nesta noite memorável o retorno comovido nas asas dos pensamentos povoados de boas e saudosas lembranças, aos velhos tempos da nossa romântica Capital de outrora, repaginadas pela saudade, revelando agora que a tradição é o grande instrumento protetor da história dos povos, não permitindo que “joias de lei” sejam destruídas, pelo modernismo efêmero e pelas inovações desmemoriadas...

Na verdade os semblantes alegres desta plêiade, amantes das boas leituras, com certeza estão disfarçando suas curiosidades, querendo descobrir a fórmula miraculosa, utilizada pelo poeta EDOMIR, para retratar, preciosas passagens sobre a trajetória singular e sobre a importante obra literária do Prof. RUBEN ALMEIDA, o grande mestre maranhense  indagando perplexos como o autor pôde registrar, com fidelidade, sua forma excêntrica e crítica, de ver e explicar o mundo, relembrando acima, das idiossincrasias de sua personalidade marcante, críticas e defesas de teses inusitadas, como a contestação de que, o homem nunca havia pisado na lua.

O Prof. Ruben Almeida, realmente, muitas vezes, assemelhou-se à águia, pássaro afoito, voando sempre muito alto, na busca do infinito. Mas, em outras tantas revelou-se aos mais íntimos como um ser humano comum: discreto e extremamente modesto, igual ao rouxinol, que também, não tem plumas bonitas e, provavelmente acanhado, sem se dar contas da beleza harmoniosa de sua voz, só vai se empoleirar em uma palmeira, após o anoitecer, porque não quer chamar atenção, nem rivalizar e nem destronar o sabiá. Enfim, os dois, pássaro e homem, preocupados não ofuscar ninguém, até hoje se destacam por seus valores individuais incomparáveis: o trinado de um, e o encanto das belas lições de vida do outro!

Por com seguinte sendo maio simbolicamente, o mais romântico de nosso calendário, por ser o mês das Mães, o mês da Poesia, nada mais apropriado para esta data mariana, bem ao gosto e ao temperamento romântico e sonhador, do escritor maranhense contemporâneo, EDOMIR MARTINS DE OLIVEIRA, para que o mesmo apresente aos amigos, confrades e admiradores, a sua elegia a um dos maiores pedagogos e escritores do Maranhão – Atenas, o prof. Ruben Almeida.

De igual modo, acertado, foi o INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO MARANHÃO, como o local escolhido para o lançamento da “Águia e o Rouxinol”. Muito embora nossa sede seja tão simples para acolher este seleto auditório, representando, porém, aos que aqui cultuam a História, a Geografia e a Literatura maranhense, um verdadeiro TEMPLO SACROSSANTO do saber e do conhecimento, independentemente de sua aparência física, já que pelo critério do afeto, o elegemos com enorme carinho como “território sagrado” que não é acessível a qualquer mortal, só podendo ser pisado e habitado pelos privilegiados que tiveram e têm a sorte de serem consagrados, como seus guardiões e mensageiros: ontem pelos nossos antepassados, hoje, por nós, seus modestos sucessores e amanhã por outros apóstolos igualmente dedicados, todos contaminados pelo vírus da paixão (Revista do IHGM, nº 37, junho de 2011), pelas pesquisas sobre as formas múltiplas e variadas de viver, de sentir e de sonhar, dos maranhenses, produzindo-se aqui, “relíquias imaculadas “ neste espaço físico por nossos ancestrais e por nós mesmo, como legado que, se perpetuarão, intactos e incólumes, se continuarem velados, mercê da corrosão do tempo e da indiferença das memórias fracas.

Por isso estamos sendo agora agraciados prazerosamente com mais uma obra literária, produzida pelo confrade EDOMIR, enfileirando-se em nossa biblioteca com as demais produções de lavra abundante, consolidando seu nome e seus repetidos sucessos, no mercado livreiro do Maranhão, e além-fronteiras do nosso Estado.

Por outro lado, convocada que fui para fazer a apresentação oficial do belo livro, nos chega às mãos com atenção primeira, para sua capa colorida e chamativa, mas principalmente com expetativa positiva sobre seu conteúdo de primeira grandeza, de repente, senti-me compelida a aceitar tão difícil encargo advertida pela consciência sobre o peso da honrosa outorga sabendo-a superior às minhas condições intelectuais. Submissa, porém, à praxe dessa Casa de Antônio Lopes, impondo-me o dever do ofício, recordo que há mais de 20 anos, eu trouxe pelas mãos e tangida pelo coração, com o meu dileto afilhado, Edomir, ajudando-o a transpor os umbrais deste Sodalício, naquela ocasião aparentemente tão tímido e inseguro. No entanto, jamais assaltou-me a ideia equivocada, de que não seria aqui o lugar cero, para vê-lo sem demora ocupar entre nós um lugar de destaque como um verdadeiro astro de primeira grandeza! Brilhando e galgando, exuberante, sem demora, a presidência desta Instituição, conduzido pela democrática consagração unânime de seus confrades e tendo registrado um mandato tão fecundo e produtivo, que até hoje, sonhamos com sua recondução, lamentavelmente sempre recusada.

E agora que o vejo no ápice da glória cultural, já nem sei o que dizer ou acrescentar sobre meu dileto confrade Edomir. Da mesma forma que, difícil a mim, é agora descobrir e explicar o porquê da escolha do título de seu livro “A Águia e o Rouxinol”, como elegia ao saudoso, Prof. Ruben Almeida. 

Por isso em vez de continuar divagando, prefiro apelar para a instigação e para o desafio, exortando a todos os presentes a adquirirem a “Águia e o Rouxinol, certos de que nascido por obra e graça da inspiração e do espírito de justiça do jurista, escritor, poeta, evangélico, Edomir Martins de Oliveira, por certo seu novo livro, representará um agradável retorno histórico ao passado, conhecendo-se com uma leitura leve, pincelada em preto e branco, sobre perfil retilíneo de um homem de bem!

Ao mesmo tempo ter-se-á, mais uma oportunidade de constatar que nos dias hodiernos, o Maranhão, ainda honra seu nome de “Atenas Brasileira”, resguardada por intelectuais maduros, mas não desatualizados, concorrendo com a safra nova, independentemente de suas idades cronológicas, Homens Íntegros, inteligentes sonhadores e maduros, como Edomir, o elegante pai de a “Águia e o Rouxinol”. Um menestrel à moda antiga, tão apaixonado pela vida, que fez da poesia sua poderosa arma contra o envelhecimento, não se cansando de glorificar seu Deus e Senhor, não se deixando dominar pelas decepções com a convivência de seus semelhantes e se nutrindo de uma grande energia, que brota como registra a Revista do IHGM nº 37, junho de 2011, água pura da fonte do seu generoso coração, incansável de proclamar santa e devotadamente, sucessivas confissões de amor à  mulher que escolheu como companheira para ser a mãe dos seus filhos, Elma – “A Musa inspiradora” de seus  versos. 

A nós outros mortais, que temos a felicidade de conhecer de perto o sonhador EDOMIR, só o privilégio de gozar sua amizade é o bastante, porque não se precisa de remédio mais eficaz, do que ler e entender as mensagens do poeta, cantando e decantando sempre o lado bom da vida, fazendo-nos mais crentes e mais retemperados para prosseguir na imprevisível caminhada. 

Evidente que não pretendo aqui fazer apologia imerecida, ao afilhado, pois meu objetivo principal é recomendar aos amigos de uma boa leitura a elegia do poeta Edomir, como justa e oportuna mensagem póstuma ao saudoso Prof. Ruben Almeida. Mas como posso nesta mesma reunião unir o útil ao agradável, quero e devo afirmar a quem não conhece o autor, poeta Edomir, sua similitude simbólica com Ruben Almeida, pois em muitas etapas de suas vidas, ambos serão lembrados pela posteridade, como “ÁGUIA E COMO ROUXINOL”!

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Edomir Martins de Oliveira
Sobre Edomir Martins de Oliveira
Cronista do Cotidiano. Escreve todas as semanas, com exclusividade. Assuntos variados.
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