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Que tal ler sobre um casamento olímpico? É a crônica do professor Edomir Martins de Oliveira

"Ao lado do profissionalismo médico, surgiu o desenvolvimento do amor, que estava hibernado, conforme houveram declarado mutuamente".

13/08/2021 10h34 Atualizada há 1 mês
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Por: Mhario Lincoln Fonte: Edomir de Oliveira
Mont. ML/Canva
Mont. ML/Canva

Do Livro: “Finalmente a Noiva Chegou" II

Edomir Martins de Oliveira, vice-Presidente Nacional da APB 

CASAMENTO EM ÉPOCA DE OLIMPÍADA

          I Coríntios 9: – 24 -. Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. 25 –Todo atleta em tudo se domina; aqueles, para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível.

Era época das Olimpíadas. Vários países do mundo estavam registrando suas presenças na sede onde seriam realizados os jogos. O desfile de abertura estava reunindo atletas participantes das olimpíadas, que seriam disputadas nas suas diversas modalidades. Finalmente, um atleta acende a Pira Olímpica, que é a chama simbólica de paz e amizade. Com a chama acesa, dá-se início aos jogos da Olimpíada.

Ele era um médico, que desta feita estava participando não como atleta, que o fora anteriormente, mas como profissional que estava dando sua contribuição àqueles que precisassem de assistência médica. O seu arguto olhar acompanhava momentos em que atletas dos seus serviços precisassem. Embora desejasse ardentemente um encontro com uma certa atleta do time feminino de voleibol, pela qual vivia apaixonado, era cuidadoso no seu comportamento para que a medicina fosse colocada em primeiro lugar. O encontro desejado viria no momento certo.

Nos seus tempos de atleta praticava o voleibol. Era um apaixonado por esse esporte. Onde houvesse um jogo dessa modalidade, estava presente. Agora como profissional prestava assistência médica aos atletas do seu país. 

Em certa oportunidade, em que seu país disputava uma partida de voleibol por sua equipe feminina, uma atleta se acidentou e o seu olhar de médico percebeu que se tratou de uma torção de tornozelo, logo daquela atleta que era destaque na equipe. 

Se era para bater um saque, ela o fazia com tanta velocidade que descontrolava a recepção da adversária, tal a sua potência. Quando levantavam bola para ela, era quase sempre ponto certo, pois os bloqueios não conseguiam pará-la. Se era para atacar, o fazia muito bem, e se era para defender, igualmente o fazia. Não ser destra, surpreendia e descontrolava a adversária. Era atacante de ponta.

O médico quando viu a atleta caída, que era a moça dos seus sonhos, pela qual tinha profunda admiração, contorcendo-se em dores, após um bloqueio, logo correu para prestar-lhe assistência como era sua obrigação fazer, para diagnóstico preliminar e primeiros socorros. Ela, quando viu a assistência que lhe estava sendo prestada, após horas de tratamento intensivo, movida pelo seu psicológico logo teve minimizada a profunda dor inicial. 

 Com a dor sob controle, e a assistência médica integral do seu competente médico, ela olhando nos seus olhos deu-lhe um sorriso e disse-lhe, a tom de gracejo, que se ele a colocasse em condição de jogo, ela daria a oportunidade dele corteja-la para um namoro. Já o tinha visto por diversas vezes, mas ele preocupado com suas responsabilidades profissionais, não tinha ainda podido lhe dar atenção. O médico sorrindo, exultante, respondeu que este seria o melhor presente que estaria recebendo. De há muito, já a vinha observando e dela se enamorara. Ainda não tinha tido um modo de fazer esta declaração. Se ela o aceitasse como namorado ficaria profundamente feliz.

Ao lado do profissionalismo médico, surgiu o desenvolvimento do amor, que estava hibernado, conforme houveram declarado mutuamente.

Feitos os exames clínicos e de imagens, o diagnóstico era animador. Tratava-se de uma entorse sem maiores complicações. Não houveram outros comprometimentos. Ela perguntou ao médico se iria poder participar da próxima partida que seria realizada, tendo então a informação que tanto desejava ouvir, de que os prognósticos indicavam que sim, talvez para as quartas de final. Ela vibrou de alegria e reafirmou ainda, o que houvera dito. Era candidata a sua namorada. Participou da partida que desejava, jogou muito bem, superando-se, e ao final foi surpreendida com dupla alegria: a da equipe vitoriosa, e a do médico que, eufórico pelo sucesso das suas atenções profissionais, indagou-lhe, com muita euforia: -Você aceita namorar comigo? – Ela então, na presença das suas colegas, deu-lhe o esperado sim. Foi um coro de palmas, das colegas da equipe.

O namoro prosseguiu; no tempo que lhes sobrava sempre levavam uma boa conversinha. Os jogos prosseguiram e ao final das Olimpíadas, na modalidade voleibol feminina, a equipe ganhou a competição e recebeu a medalha de ouro. 

Surpreendentemente, o jovem médico depois das premiações respectivas, pediu a campeã em casamento, utilizando o velho chavão: -Meu amor, casa comigo! Ela então respondeu: - Aceito sua proposta de casamento, meu amor, de muitos anos guardados em meu coração.

Nesse noivado di.gno de muitos aplausos, havia mesmo quem dissesse que deveria ser dada também ao noivo uma medalha, pela conquista da jovem atleta. 

E naquele momento, o jovem médico ofereceu-lhe um anel que simbolizava o seu compromisso para com ela. 

Como sempre, surgem comentários maldosos. Duas amigas já conversavam insinuando que o médico se aproveitara da fragilidade da atleta, quando acidentada, caíra contorcendo-se de dores. Fingindo-se grande amigo levara a atleta a prometer ser sua namorada, e dela cobrou a promessa. Quando depois de um jogo, em que a jovem participara com vitória, após a partida, ajoelhando-se teatralmente, perguntou se ela aceitaria ser sua noiva. –Coitadinha, não lhe restou outra opção senão concordar com o que prometera!!-

Enquanto isso a outra amiga já lhe dizia: - Quão audacioso ele é, pois teve o desplante de oferecer-lhe um anel de compromisso, logo após no momento em que ela recebera medalha de ouro!! – 

Ela, na euforia do recebimento da medalha, atraída pela aliança que ele lhe exibia mesmo de longe, eufórica, não via o momento de descer do pódio, e receber o anel de noivado.-

Várias outras companheiras de equipe, comentavam alegremente que se fosse para saírem noivas de Olimpíada, eram candidatas a uma torção de pé ou outro acidente qualquer. Uma colega brincalhona disse: -O meu ombro amanhã vai amanhecer doendo e vou precisar do atendimento daquele fisioterapeuta que é mais bonito do que o teu médico -. Riu em seguida.-

Com o fim dos jogos e o retorno ao país onde os dois residiam, na mesma cidade, o noivado prosseguiu firme.  Marcaram a data do casamento, que ocorreu meses depois, com festa de excelente qualidade, muita alegria, incluindo uma bela orquestra que não poupou esforços, para que noivos e convidados pudessem dançar à vontade. Não faltaram muitos atletas, técnicos e amigos do casal seus convidados. Tudo era só felicidade.

Foi então que a jovem esposa, advertiu seu marido, que doravante ele só seria médico de times masculinos.

As mesmas amigas maldosas, foram ao casamento e se divertiram muito contagiadas pelo momento de alegria. Um dos casais, padrinhos do casamento, foi exatamente a colega da “dor do ombro” e o fisioterapeuta, pois eles estavam namorando firmes.  Mas a felicidade não residia na fama que a atleta ganhara, nem prestígio, residia mesmo era no amor que existia entre o casal. Quando o Celebrante fez sua homilia, tiveram a certeza de que o Senhor Deus os destinara um ao outro. A homilia alertava que eles observassem o contido em Efésios 4:2-3 – “Com toda humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz.

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Edomir Martins de Oliveira
Sobre Edomir Martins de Oliveira
Cronista do Cotidiano. Escreve todas as semanas, com exclusividade. Assuntos variados.
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