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Filófoso Rogério Rocha indica texto de ensaísta angolano: "As Pedras de Drummond"

" Os erros do passado são como pedras no meio do caminho, e o que fazemos com elas é o que nos define..."

24/08/2021 16h07 Atualizada há 4 semanas
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Por: Mhario Lincoln Fonte: Osvânio Nobel
Osvânio Nobel
Osvânio Nobel

Nota do Editor: o imortal APB, filósofo Rogério Rocha, tem empreendido caminhadas literárias e descoberto muitos valores ao longo de suas pesquisas e andanças, como este escritor Osvânio Nobel, pseudônimo de OSVALDO FILIPE CASSULE, nascido em Luanda (Angola). Destarte, é com imenso prazer que, à pedido de nosso confrade, reproduzimos, aqui, este belo ensio sobre Drummond.

A pedras de Drummond

 

Textos escolhidos: de Osvânio Nobel

"No meio do caminho tinha uma pedra". No meio do caminho sempre houve e sempre haverá pedras que dar-nos-ão duras quedas. 

Ó, Drummond! Não sei o que fizeras com as pedras que encontraste no meio do caminho. Todavia, todo caminho é feito de pedras e as pedras fazem parte de um todo caminho (percurso). O que seria dos caminhos, se no meio destes não houvessem pedras? Provavelmente o alpinista Edmund não aprendesse com as derrotas. 

As pedras no meio do caminho servem para nos impulsionar a abrandar os passos e para nos mostrarem que somos meros mortais. 

O que seria dos caminhos, se no meio destes não houvessem pedras? Provavelmente iriámos nos atropelar uns aos outros. Se ainda com as pedras o fazemos, imagina sem elas.

 Os erros do passado são como pedras no meio do caminho, e o que fazemos com elas é o que nos define agora e nos definirá futuramente. Por isso, não fazer caso delas é viver inutilmente e futilmente. Porque elas continuarão no meio do caminho e ninguém as tirará por nós, porque no meio do caminho há pedras de todo tipo e para todo tipo de pessoa. 

Todo um caminho tem sua própria pedra. Os erros do passado repercutem-se no nosso presente e no nosso futuro. Isso é cármico. O nosso presente é um reflexo perfeito do nosso futuro.

 Porém, no meio do caminho há uma pedra que é o denominador comum de todos os caminhantes: a morte. Ela é uma pedra que no qual nenhum mortal passa sem se debandar (tropeçar) nela. 

Qualquer dia nos confrontamos com ela no meio do caminho e por fim terminamos a nossa fatigante caminhada. E deixamos pros nossos sucessores o que os nossos antepassados também nos deixaram: pedras sobre pedras. 

As saudades, as lembranças, as ansiedades, as promessas, as ilusões, as desilusões, as fantasias, as agonias, os amores que tiveram prazos de validades e os beijos em atrasos por vaidades são como pedras no meio do caminho… nas quais a meta almejada é a sublime felicidade. Mas como Gandhi disse, o caminho não é a felicidade, a felicidade é o caminho.

Recolhi as pedras que estavam no meio do caminho e construi castelos. As pedras sempre existirão no meio do caminho!

SOBRE O AUTOR: 

Osvânio Nobel, pseudônimo de OSVALDO FILIPE CASSULE. Nascido aos 10/07/1998 em Luanda (Angola), Bairro da Samba, rua da Cerâmica da Samba. Fora entregue aos cuidados dos avós aos 3 anos de idade, devido às vicissitudes da vida. Um jovem autodidata que não concluíra os estudos básicos. Como a maioria das pessoas nascidas em "aglomerados" de habitações dentro de uma povoação, teve uma infância difícil e tempestuosa. Desde tenra idade que descarrega em livros suas frustrações, suas saudades dos pais ausentes, suas lágrimas jamais choradas. Fez deles (e neles) o depósito de suas ansiedades e incertezas, preferindo conversar com o ''Mestre mudo'' por esse meio. Já escreveu 5 ´livros em formato digital´, 1 de poemas, outro que não comporta classificação literária precisa, devido a sua ambiguidade,  dando-lhe, por isso, apenas o nome de “O DIÁRIO” e 3 romances: “AS ALMAS SÃO COMO AS FOLHAS CADUCAS DAS MACIEIRAS”, " AS CRÔNICAS DE UM EX-PRISIONEIRO”  e “O POETA E O ESCRITOR”. Este último, escrito em apenas três meses, por incentivo do seu amigo Maxímino dos Santos. 

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Eis aqui um jovem mui talentoso, que bem representa a literatura de Angola, nosso país irmão, e que o Brasil precisa conhecer. 

Rogério Rocha. 

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