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Edomir Martins de Oliveira: mais uma história de amor, em casamento inusitado.

entretenimento

03/09/2021 10h15 Atualizada há 2 semanas
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Por: Mhario Lincoln Fonte: Edomir de Oliveira
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Do Livro: “Finalmente a Noiva Chegou" II

Edomir Martins de Oliveira, vice-Presidente Nacional da APB

A TIA BABÁ CASOU COM O PAI DA CRIANÇA

Em seu coração
o homem planeja o seu caminho,
mas o Senhor determina
os seus passos.
Provérbios 16:9

Eles casaram muito jovens. Ela com 23 e ele com 28 anos. No ano seguinte, já estavam sendo pais. Nasceu-lhes uma linda menina que foi recebida com alegria, trazendo muita felicidade ao casal. Mas as exigências profissionais exigiam muito deles para mantença da casa e criação da filhinha. Ele era médico e ela dentista. Estranharam muito, porque tiveram que abrir mãos das festinhas sociais que tanto gostavam, dos passeios e dos restaurantes também.

Contrataram então uma babá, indicada por pessoas amigas. Quando nela adquiriram confiança, iam para suas saídas noturnas, pagavam-lhe horas extras para tomar conta da nenê. E tudo dava certinho.

Mas, ó mundo cruel!!! De certa feita, o casal hospedou um amigo, colega de residência médica do marido, que veio a serviço por 30 dias. Quando terminou o seu trabalho, levou consigo a esposa do colega. E agora veio a situação mais complicada. A criança precisava ser assistida de dia e de noite. Foi então que ele perguntou à babá se ela não gostaria de se mudar para a casa dele, pois assim poderia dar mais assistência à nenê.

Ela concordou, embora tivesse recebido proposta para lecionar em uma escola particular para a qual tinha enviado seu currículo. Ele disse que pagaria o dobro que a escola iria pagar, pois a criança já estava muito afeiçoada a ela. Muitas amigas, pensou ela, ganhavam muito mais como babás do que como professora. Ele a conscientizou de que respeitaria todos os direitos trabalhistas que a lei determinava. Ela aceitou a proposta, porque gostava muito da criança.

A jovem babá, empolgada com o ganhar mais, estava feliz. Era moça de família humilde, porém honesta, de princípios morais sólidos e com excelente formação religiosa. Aceitou ser babá, profissão que exerceria com todo amor, pois gostava muito de lidar com crianças e adquirira muita experiência com seus sobrinhos, a quem sempre deu muita assistência.

Quando o pai da criança tomou conhecimento de que ela podia desempenhar o magistério, começou a olhá-la com outros olhos. Começou a pensar que sua filha estaria bem assistida na idade própria para alfabetização, com uma pessoa assim qualificada.

A babá era jovem, de boa aparência, elegante, educada e comunicava-se muito bem. Era extremamente zelosa, dedicada e paciente com a criança aos seus cuidados. Brincava com ela e educava dentro do que lhe parecia melhor para a sua formação. Verdade é que o pai não escutava a criança chorar.

Da sua esposa, mãe da criança, a única notícia que tivera foi em dado momento, quando ela telefonara dizendo-lhe que fora uma louca. Estava arrependida. E queria que ele perdoasse o erro que cometera. Queria uma reconciliação. Ele disse que a perdoava, mas que não insistisse nessa reconciliação, porque a vida dele estava entrando em normalidade, havendo superado o trauma sofrido, e não queria mais novo desequilíbrio. Como entre eles existia uma filha, ela poderia visitá-la quando quisesse.

Ela que se encontrava em outra cidade, a essas alturas, decidiu ficar mesmo onde se encontrava e tratar de construir uma nova vida. O médico, colega do seu marido, era um Don Juan, que gostava de seduzir várias mulheres, não respeitando nem mesmo a que estivesse em sua companhia. Ela fora uma vítima dele. Aprendera uma dura lição. O marido já lhe propusera o divórcio. Ela também precisava tratar da vida que gostaria de construir. Iria visitar a filhinha quando lhe fosse possível. Pugnaria por um divórcio amigável. E assim foi feito. Divorciaram-se.

Foi, então, que as atenções do divorciado se voltaram mais intensamente para a babá. Já estava se enamorando dela. Ela, por sua vez, se surpreendera orando para que não se apaixonasse pelo seu patrão, pois isso já lhe parecia que iria acontecer, porque ele acompanhava seus pensamentos o dia todo, o que procurava afastar, pois precisava mesmo era dar atenção à criança. Foi, de repente, surpreendida pelo patrão, propondo-lhe namoro.

Ele já estava divorciado e se ela estivesse de acordo, iriam à casa dos seus pais, e lhes comunicariam que iriam se casar. Ela aceitou, com o coração ardendo de alegria, dizendo que já se conheciam bem, já sabia seus hábitos, e estava acreditando que podia fazê-lo feliz juntamente com a criança. Amava-o muito, acabou confessando. Foram visitar seus pais, que lhes lembraram que não esquecessem de que ela iria casar com um homem que socialmente estava em situação muito à frente deles, ao que ele retrucou que eles se amavam muito e isso era assunto superado. Ele faria de tudo para propiciar-lhe muita felicidade.

A criança a chamava de tia Babá, o que ela gostava muito. Ela, por seu turno, queria aquela criança como se sua filha fosse. O médico dissera que após o casamento ela iria chamá-la de mamãe, ao que a babá retrucou que quanto a isso não se preocupasse, pois gostava muito de ser chamada “Tia Babá”; que deixasse a criança decidir para não gerar conflitos.

Com linguagem romântica, começaram a conversar sobre suas intenções, traçar novos planos para a vida de casados que teriam, e o que desejavam um do outro.

 

O autor: Selo Expertise de qualidade

A babá, em brincadeiras com a criança, sempre citava a sua mamãe, e dizia que ela estava viajando. E quando marcaram data para o casamento, a criança começou a indagar: -Pai, você vai casar com a tia Babá? E minha mãe quando voltar? - Mas a tia Babá contornava tudo, distraindo a sua atenção, mudando de assunto. Disse-lhe que ela iria ser a daminha de honra; levaria as alianças e que já havia mandado fazer um vestidinho que lembrava bem o seu vestido de noiva. A criança ficou muito feliz com o prometido vestido novo.

Habilitados para o casamento, foi ele realizado por um Celebrante amigo da família do noivo, que fez uma bela homilia. A família dele a acolheu muito bem, pois via que era uma jovem de boa índole, educada e tratava muito bem dele e da criança.

Com o “sim” dos noivos, uma amiga disse para sua companheira ao lado: -Foi-se o meu sonho. Pensava que iria ser eu a noiva. Perdi o homem que eu queria para marido. –: - Esta noiva está querendo imitar a protagonista do filme “A Noviça Rebelde”, que vai trabalhar como governanta na casa do Capitão Von Trapp e casa com ele. Certamente ela se insinuou demais para ele. Ela devia se lembrar que estava no Brasil e não nos Alpes Suíços. - A amiga, ao lado, disse-lhe que ela estava mesmo era com dor de cotovelo e que ela estava sendo muito infeliz nesse julgamento, pois ele tinha somente uma filha, diferente do Capitão que tinha sete filhos. Ela estava era com ciúme ou com inveja. Que deixasse a maldade de lado, logo ela que se dizia tão “amiga” do casal.-

Durante a cerimônia, na Igreja, via-se uma jovem mulher de cabeça baixa, chorando, com as duas mãos segurando a testa. Tratava-se da ex-esposa do noivo que confessava a uma amiga que estava ao seu lado: -Fui uma louca. Perdi um marido, que vejo agora que o amo, pelo espirito de aventura, deixando-me empolgar como uma adolescente, e contagiando-me por uma paixão desenfreada, como um vendaval forte que destruiu minha vida. Vim a este casamento apenas para rever minha filha. Vi que ela está linda e feliz, ao lado do seu pai e da madrasta. - Saiu discretamente antes da cerimônia terminar.

Fez parte da homilia sacerdotal o texto contido em Colossenses 3:13 e 14 – Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós. Acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição.

A pedido da noiva, o casamento foi celebrado em cerimônia simples, com a presença dos familiares de ambos, e alguns amigos, ao som de um grupo coral sacro, que a irmã da noiva regia na Igreja, e que se fez presente a seu convite, entoando lindas músicas!!!

Quando a noiva jogou o buquê, quem o pegou foi uma cunhada, irmã do noivo, que se dizendo muito feliz, já informava que ela seria a próxima a casar. Tudo era muita alegria!

Aos convidados, o bufê serviu antepastos, excelente jantar, e após o brinde do casal, o bolo de noiva, acompanhado de bons espumantes, refrigerantes e sucos naturais. Todos os presentes se divertiram no salão de festas, ao som de belas músicas. A daminha, muito empolgada, não se afastava da noiva, e dizia ao pai e convidados: - Olhem como estou muito bonita, parecendo com a tia Babá!!! A felicidade do casal era contagiante.

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Sobre Edomir Martins de Oliveira
Cronista do Cotidiano. Escreve todas as semanas, com exclusividade. Assuntos variados.
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