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Edomir Martins de Oliveira conta mais uma história envolvendo atrasos e amor aos animais

O facetubes recebeu autorização do autor para esta publicação.

19/11/2021 às 11h02 Atualizada em 23/11/2021 às 21h23
Por: Mhario Lincoln Fonte: Edomir Martins de Oliveira
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Ilustração: ML
Ilustração: ML

Do Livro: “Finalmente a Noiva Chegou" – Parte II

Edomir Martins de Oliveira

(Vice-Presidente Nacional da APB) 

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O VETERINÁRIO E A DONA DO PET SHOP

Provérbios 12:10 - O justo olha pela vida dos seus animais, mas as misericórdias dos ímpios são cruéis.

Ela recebeu um casal de filhotes caninos da raça Pug. Havia comprado para minimizar sua solidão. Comprara os animaizinhos em um canil especializado em venda de cães de raça que só os entregava após as vacinas já aplicadas, junto com certificado e pedigree. Quando viu os dois filhotinhos, os amou logo.

  No dia imediato à chegada dos animais, os levou ao novo veterinário que tinha chegado na cidade. Eram feitas as melhores referências ao novo profissional, que logo adquiriu fama pela sua competência e pelo fino tratamento dedicado aos clientes que portavam seus animais para consulta.   Explicou-lhe sobre a compra dos animais, e contou-lhe que eles chegaram de avião em viagem demorada, de mais de 6 horas. Exibiu-lhe o comprovante de que estavam vacinados e o certificado de pedigree. 

O veterinário chamou sua secretária e logo mandou fazer o cadastro dos dois como seus mais novos clientes. A dona dos animaizinhos gostaria de saber se precisava aplicar neles algum tranquilizante ou outra qualquer medicação para minimizar os traumas da viagem, pois vieram acomodados em um pequeno transporte de animais no bagageiro do avião.

A dona dos pets, feitas a consultas que desejava, e obtido as informações necessárias para o trato dos filhotes, pagou o que era devido, agradeceu as atenções e foi para casa, muito feliz. No caminho foi pensando nas atenções recebidas do novo veterinário que além de muito bonito, era agradável e cheio de sorrisos e amabilidades. 

Logo nos primeiros dias, viu com muita alegria como era divertida a fase lúdica dos pets. Apaixonou-se por eles! A partir daí, resolveu iniciar sua vida de empresária, abrindo uma lojinha especializada em produtos para pets muito bem equipada.  Sua dedicação e zelo para com os animais e sua maneira afável no atendimento aos seus donos, logo a fez ganhar fama e ter muito sucesso.

Brincava muito com eles. Sua solidão acabara. Tinha em sua loja ossinhos para cães, e petiscos, que eles adoravam, além de cordas próprias para fazer “cabo de guerra” com eles, e assim se distraia muito.

Um certo dia, passou momentos de preocupações enormes com eles, pois, se perderam em um passeio que fizeram com ela, por um descuido. Ela se distraíra querendo ajudar uma criança, que na praça onde estava dera uma queda. Ao concentrar-se momentaneamente na criança, soltara os cãezinhos, que saíram correndo e ela os perdera de vista. A felicidade é que eram filhotes que andavam de coleira que os identificava, contendo o nome do animal e telefone de contato em caso de extravio deles. Logo recebeu um telefonema de uma jovem que dizia ter encontrado os dois animaizinhos, brincando com algumas crianças. Que alivio! Ela os recebeu com muita alegria e agradeceu à bendita salvadora.

Na semana seguinte, recebeu um telefonema do veterinário que desejava saber como eles estavam passando. Nessa oportunidade, trocaram amenidades sobre animais, tendo ela ao final prometido voltar ao consultório para os acompanhamentos de praxe. Ela, dando-lhe o endereço de sua loja, o convidou para uma visita, pois sabia que era novo na cidade e não conhecia sua lojinha, nem sabia que era empresária do ramo, não tendo seu endereço comercial. 

Se fosse visitá-la, prometeu-lhe um bom cafezinho com uns biscoitinhos caseiros feitos por sua mãe, que levava sempre para seu lanche e para os clientes. Ele, então, disse-lhe que iria com muita alegria, pois sua visita ao seu consultório tinha-lhe feito muito bem. Tinha pensado muito nela. Ela agradeceu a gentileza da comunicação por este diálogo, que lhe pareceu franco e sincero.

Verdade é que ela também estava se mostrando muito feliz com aquela oportunidade de conversa entre eles. Desde a visita à sua clínica, ele estava sempre em sua mente. 

Alguns dias depois, o veterinário voltou a telefonar perguntando se ao finalzinho da tarde ela poderia recebê-lo, pois ele pretendia fazer-lhe uma visita de cortesia. Foi com incomum alegria que ela se propôs recebê-lo, acrescentando-lhe com incontida euforia, que uma visita como ele, na verdade, nem precisava marcar horário. Era chegar e entrar. 

O veterinário que se encantara com ela desde a primeira visita feita ao seu consultório, aguardou o momento com certa inquietude. Parece que as horas estavam custando a passar. Quando ele já se preparava para sair, eis que chega um garotinho chorando pedindo que ele atendesse seu cachorrinho, Fox Paulistinha, que dera uma queda em sua casa vindo rolando do segundo andar até embaixo, estando muito triste. Com o dever profissional à frente, o veterinário teve que examinar o animal constatando que ele não estava com nenhuma fratura, estando tão somente ainda assustado. 

Só depois desse atendimento, telefonou para a jovem empresária contando o porquê do atraso. Dentro de mais alguns minutos estaria visitando-a. A moça que já estava feliz com a justificativa, disse-lhe que o aguardava com muito prazer e ansiedade.

O autor: selo expertise Facetubes.

Feita a visita e tomado o cafezinho com os docinhos caseiros prometidos, o veterinário disse-lhe que era de uma sogra assim que estava precisando para mimá-lo bastante. Ela deu uns sorrisos de alegria. Aquele comentário foi o início de um grande romance. Ambos eram descompromissados. Ele a convidou para irem a um cinema no fim de semana e ela aceitou. Depois da sessão cinematográfica, ainda fizeram um lanche juntos, e outros encontros se sucederam sempre com muita afetividade. O amor desabrochara entre eles. O botão que era, transformou-se em uma linda flor, colorida e perfumada no jardim de suas vidas. O amor, que no início era pequeno como um riacho, logo se transformou em um rio caudaloso a desaguar em um mar de muitas felicidades.

Noivaram no dia do aniversário dele, em clima de muita paz e grande romantismo. Ela era o maior e melhor presente que ele tanto desejava. Esse foi um acontecimento marcante na vida do casal. O noivo dizia à sua futura sogra que ela ganharia um genro que amava muito a sua filha. 

Chegado o dia para celebração do casamento, o noivo e sua mãe na Igreja para receber a sua noiva, diante da demora dela chegar, começou a ficar angustiado com o seu considerável atraso.

Ela, toda preparada, conduzida pelo seu pai, tendo ao seu lado a presença dos seus pugs “Rififi” e “Mel”, todos trajando roupas de festa, na porta de casa, deparou-se com um dos seus bons clientes que lhe pedia até pelo amor de Deus que fosse a sua loja para um atendimento de emergência pois só ela poderia tirá-lo do sufoco em que se encontravam, ele, sua esposa e filha. Que a filha de 15 anos e sua esposa, já a estavam esperando na porta da loja. Era um feriado nacional, hora do seu casamento e aquele pedido inusitado tinha vindo em uma hora muito infeliz. Mas era uma profissional, tinha que atender ao apelo do cliente. Foi imediatamente, mesmo trajada de noiva.

 Lá chegando, a emergência se tratava da compra de um transporte para sua cadelinha, pois a empresa aérea não estava querendo embarcá-la, alegando que as medidas do seu transporte eram inadequadas. Ele sempre ia para o aeroporto com muitas horas de antecedência para o embarque, para prevenir incidentes. Viajaria com sua esposa e sua filha, que não quisera festa pelos seus 15 anos, mas sim uma viagem levando sua cadelinha Mel, que iria participar de um desfile de cães, na cidade onde iam. No aeroporto mesmo, informaram-lhe que só nessa loja encontraria transportes para cães com as medidas certas. Se não chegassem a tempo para o embarque perderiam a viagem. A filha nervosa chorava. Sua mãe a acompanhava no choro. 

A noiva atendeu ao pedido. O pai eufórico, dizia para elas que ainda chegariam a tempo para viajar. Agradeceu muitíssimo a gentileza e desprendimento dela para atender, na hora do seu casamento, uma família, “à beira de um ataque de nervos” com medo de perder a viagem de 15 anos de sua filha. Atendido o cliente, todos se retiraram imediatamente. O pai da noiva já estava angustiado e suava por todos os poros. Partiram, ela e seu pai, imediatamente para a Igreja onde o noivo a esperava impaciente, tendo ao seu lado seus animais.

O Celebrante tinha ido trocar duas vezes as vestes sacerdotais, ante a agonia da espera da noiva, e quando ela chega, próximo a duas horas de atraso, ele eleva as mãos aos céus dando graças a Deus.

Convidados em pré-julgamento pelo atraso da noiva, comentavam que aquilo era uma falta de respeito para com eles. Ela dava sinais de que iria ser uma esposa altamente irresponsável. Era o considerável atraso, um desrespeito para com seu noivo e sua mãe, o Celebrante e os convidados.

Após dizerem o sim, declarados casados, a noiva usando o microfone do padre, faz um pedido de desculpas ao noivo, ao Celebrante e aos convidados, explicando o porquê do seu atraso. - Que todos a perdoassem, pois, fora atender a um pedido de um cliente aflito, envolvendo sua esposa e filha. 

O próprio Celebrante, após a justificativa do atraso da noiva, entendeu que ela foi muito sensível, atendendo ao apelo de uma família aflita. Prestara um excelente serviço, pois a Bíblia ensina em: Romanos 12:15 – “Alegrai-vos com os que se alegram; e chorai com os que choram”. O noivo a acompanha ante suas declarações e compreendeu que ela fizera uma família feliz. Demonstrava com isso sua sensibilidade e excelente coração. Era seu casamento, e ele teria que acompanhar as preocupações dela e suas alegrias. Os convidados se solidarizaram com as justificativas da noiva, esquecendo o atraso e todos se juntaram às comemorações do casal. 

Terminada a cerimônia, os noivos e seus convidados se deslocaram para o local muito bem ornamentado, onde o Cerimonial preparara uma bela recepção em clima de muita harmonia e felicidade.

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