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Do Livro: “Finalmente a Noiva Chegou" – Parte II Edomir Martins de Oliveira, vice-presidente da APB

Autorizado a publicação dos capítulos pelo autor.

26/11/2021 às 09h22 Atualizada em 29/11/2021 às 12h17
Por: Mhario Lincoln Fonte: Edomir Martins de Oliveira
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Ilustração ML
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IN VINO, AMOR VERUS

(No vinho, o amor verdadeiro)

Provérbios 25:11: “Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo”. 

O Supervisor daquele Supermercado da cidade, há vários meses, vinha observando o trabalho daquela operadora de caixa.

Ao final do expediente, quando seu caixa era balanceado, estava tudo certinho. Ele não entendia por que a preferência dos clientes pelo atendimento dela. Faziam fila! Se alguém se aproximasse para lembrar que havia outro caixa desocupado, as pessoas agradeciam, mas continuavam nele.

O Supervisor entendia que a preferência dos clientes só podia ser porque o caixa que ela trabalhava era de número 7, número considerado da perfeição. Mas aquela preferência o estava incomodando. Resolveu mudá-la para o guiché de atendimento número 13, que dizia ser o oposto do 7. E então este passou a ser o mais procurado.

Na reunião de avaliação do desempenho dos funcionários, o Supervisor pediu à operadora, que agora trabalhava no caixa 13, que desse seu depoimento aos colegas sobre como fazia para atrair tantos clientes ao seu caixa. Ela, então, explicou que não lhe custava nada cativar seu cliente, rapidamente: com um sorriso, um bom dia, boa tarde ou boa noite, dependendo da hora; se fosse uma idosa elogiava os cabelos brancos que a faziam mais bonita; se ela não tivesse cabelos brancos, elogiava a roupa a fazia mais jovem. Sempre havia uma palavra de estímulo para cada um.

O Supervisor informou-lhe que ela iria trabalhar com vinhos e bebidas de um modo geral, pois seu currículo dizia que tinha feito, além do curso de operadora de caixa, um de pequena duração, sobre vinhos e bebidas. Por ser função de confiança, teria uma gratificação especial. Queria saber se ela aceitava. Ela aceitou de pronto.

Contudo, a ex-caixa agora promovida, disse ao Supervisor que entendia pouco de vinhos, pois o curso que fez foi superficial. Ele então disse-lhe que ela iria receber um treinamento com um Sommelier bem-conceituado que vinha periodicamente dar curso na empresa sobre os vinhos e sua harmonização com os alimentos. Feito o curso, em pouco tempo estava dominando as diversas marcas de vinhos, pois continuou estudando on line sobre o assunto. Apesar de mudar de função, nunca esquecia os elogios a quem procurava aquela seção.

Se o cliente vinha para comprar determinado vinho, elogiava o seu bom gosto, e assim o setor de vinhos crescia nas vendas cada vez mais. Ela era uma competente profissional. A escolha fora acertada. Na maioria das vezes, o vinho oferecido por ela eram os importados, de sabores requintados. Se o cliente achava um muito caro, ela oferecia outra opção, também de boa qualidade, dentro do preço que o satisfizesse. E tal era seu poder de convencimento que o cliente acabava comprando, e o que é melhor, voltava para dizer que tinha sido muito feliz na indicação do produto.

Em suas férias, ia visitar viniculturas e voltava mais rica em informações e conhecimentos. E assim, as vendas aumentavam consideravelmente!

Foi em um dessas férias que ela se encontrou com um jovem em uma vinícola no Sul, interessado em vinhos. Ele também estava de férias. Logo se irmanaram e ele disse-lhe que era universitário do Curso Superior de Tecnologia em Viticultura e Enologia, que havia sido aprovado em seleção do ENEM. Sugeriu-lhe que fizesse também. Seu pai tinha vinhedos e uma vinícola que ele queria ampliá-la. Desde a infância, sendo filho único, acompanhando o pai aprendeu todo o processo até ver a transformação das uvas em vinhos.

As férias estavam terminando. Eles aproveitaram para visitar outras vinícolas da região. Como estavam sempre juntos, começaram a sentir a dor da separação. Ela voltaria para a cidade onde trabalhava e ele para a sua Faculdade. Combinaram que manteriam constantes contatos. Entre eles estava plantada a semente do amor, que daria excelentes frutos, a exemplo dos parreirais. Mas o jovem não queria esperar muito tempo para reencontrá-la, pois sabia que sofreria muitas saudades. Enquanto isso, falavam-se diariamente pelo WhatsApp. E assim ficaram vários meses.

Com o universo compactuando com os dois, o pai dele, em reunião, disse-lhe que procurasse compradores em alguns novos supermercados de outras regiões, pois estava chegando a época de final de ano, quando cresciam muito as vendas. O pai sabia do potencial do filho. Mandou-o viajar com esse intento, o que ele fez de imediato, iniciando pela cidade e a Rede de Supermercado na qual a amada trabalhava.

Fez um encontro de trabalho inicialmente com o Gerente, que mandou o Supervisor levá-lo até à moça do Departamento de Vinhos, que poderia apresentar importantes opiniões. Ela se espantou quando viu o rapaz com aquele sorriso de felicidade estampado no rosto, fazendo-lhe grande surpresa. Gentilmente, o cumprimentou e entendeu também que aquela visita muito tinha a ver com ela. –“Será que ele veio para me visitar? ”- Desejava mesmo era abraçá-lo, porém não devia. O coração pulsou mais acelerado; ela deu as respostas que o Supervisor e visitante desejavam, o que foi fácil porque já conhecia a qualidade desses vinhos, quando de suas viagens.

Em pouco tempo, o negócio foi fechado com toda essa Rede de Supermercados. Estava tendo sorte, que creditava à sua amada, pois além da ótima venda, ele passara a ser excelente e bem-sucedido representante comercial dos seus vinhos.

O Autor: selo expertise de acessos.

Após assinarem contrato, contendo prazo de entrega e forma de pagamento, apertaram-se as mãos, e se despediram. Ele agora estava livre para conversar com a namorada, pois sabia que sua atenção era prioritariamente para a loja. À noite, quando terminasse o expediente, sairiam para jantar e conversariam. Quando ela saiu, ele estava esperando-a.

Deram-se as mãos, abraçaram-se, demonstrando todo o amor e estima que nutriam um pelo outro. Esse encontro foi de muito enlevo! Depois do jantar, perguntou-lhe se ela aceitaria ser sua noiva, obtendo como resposta um “sim” imediatamente. Conversaram muito, mas precisava voltar para casa, pois no outro dia teria que estar trabalhando cedo.

Convidou-o a ir até sua casa no outro dia, pois queria dar a notícia para seus pais de que iria noivar. Ele disse mesmo que precisava muito daquela conversa. Até trouxera um par de alianças consigo. Amava-a sem poder descrever o tamanho desse amor e não poderia esperar muito tempo para casar. Ela valeu-se do choro, para aliviar suas tensões. Disse-lhe que o amava muito. Na presença dos seus pais, ele pediu-lhe em casamento.

A avó, que presenciara tudo, apressou-se em dizer: - “Minha neta, quem vem de tão longe, como ele veio, para noivar, demonstra muito amor”. - Ele colocou a aliança no dedo dela e pediu-lhe que colocasse a outra em seu dedo. Os pais dela ficaram felizes. No aniversário dela, daí a 8 meses, casariam. A euforia dos pais e da avó foi grande. Em casa agora só se falava em enxoval e cerimonial para o casamento.

Para recepção aos convidados, o noivo traria os vinhos. Depois de casados iriam para lua de mel e em seguida para a sua cidade onde tinha providenciado casa para eles, o que a avó aplaudiu dizendo: “Isso mesmo meu neto; quem quer casar, tem que ir para sua casa, para poder viver sua vida”. O rapaz riu do que disse a avó. Faria a jovem feliz.

A noiva, no tempo certo, ofereceu o aviso prévio para seu Supervisor anunciando que ia casar; ele, desejando felicidades, não teve outro modo senão aceitar o pedido.

Dias antes da data do casamento, o noivo, seu pai e sua mãe se fizeram presentes. Hospedaram-se em bom hotel. Em seguida, à noite, foram visitar sua noiva e seus pais. Seria um modo de iniciarem um entrosamento familiar, o que realmente aconteceu. Gostaram muito da futura nora e sua família.

Os vinhos vieram, como o noivo prometera. Os pais da noiva contrataram um Cerimonial, esclarecendo que eles cuidariam de tudo, com exceção dos vinhos que seriam oferecidos pelos noivos. A noiva possuía umas economias, e ajudou os pais nas despesas.

No dia do casamento, a sua avó, simpática senhora, viúva, de 65 anos, desabara em prantos, e dizia: - “Tenho a certeza de que vou chorar muito de saudades, minha neta querida, pois vais casar e seguindo para morar com teu marido em outro Estado. Mas o importante é a tua felicidade. ”-. A neta encorajou-a dizendo: -“Vó, você ainda vai carregar nos braços meus filhos e acalentá-los. Você é jovem ainda; é muito saudável, graças a Deus. Lembre-se de que você é bonita, elegante, e vai entrar comigo e papai na Igreja, levando as nossas alianças. ”

Deu-lhe um chá de camomila, para acalmá-la. Amava-a muito. E quando a avó entrou na Igreja levando as alianças, todos os convidados ficaram encantados. Especialmente, um padrinho e tio do noivo, de cabelos grisalhos, médico, que tinha vindo do Sul especialmente para o casamento.

A Cerimônia foi de rara beleza! O Sacerdote encantou os noivos e os convidados com sua homilia lembrando-lhes que a felicidade conjugal dependia deles. É Dádiva de Deus. Baseou-se no Evangelho de Mateus 19:6 – “Assim, eles já não são dois, mas sim uma só carne. Portanto o que Deus uniu, ninguém separe”, e Provérbios 18:22 "Quem encontra uma esposa encontra algo excelente; recebeu uma bênção do Senhor.

Seguiu-se, em salão próprio, a recepção aos convidados, destacando-se a avó que era viúva, e dançou e conversou a noite toda com o tio/padrinho grisalho do noivo, que ela o achara muito elegante e charmoso. A sintonia dos dois era visível e foi outro ponto alto da recepção. Estaria para nascer um outro romance? Estaria a avó também de mudança dentro em breve de cidade?

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