A Secretaria da Educação do Ceará (Seduc) entende que o sucesso das ações realizadas ao longo do ano letivo está diretamente relacionado ao bom planejamento e ao engajamento coletivo dos profissionais envolvidos no processo de ensino e aprendizagem. Por este motivo, no período que antecede a volta às aulas, em janeiro, são realizadas anualmente, em toda a rede pública estadual, as Jornadas Pedagógicas.
A iniciativa permeia todas as esferas da Seduc, a partir da gestão estadual, que traça diretrizes para todas as escolas, capilarizadas por meio das Coordenadorias Regionais de Desenvolvimento da Educação (Credes) e Superintendência das Escolas Estaduais de Fortaleza (Sefor).
A ideia é que cada unidade de ensino realize o seu próprio momento de reflexão e troca de experiências entre educadores, avaliando tanto aspectos pedagógicos, como questões administrativas e financeiras, visando o melhor atendimento para os estudantes.
A secretária executiva do Ensino Médio e Profissional, Jucineide Fernandes, enumera algumas das principais premissas para a rede em 2023. “Escolhemos como tema norteador neste ano a educação para as relações étnico-raciais, fazendo com que a pauta antirracista esteja presente no dia a dia das escolas, tanto no currículo como nas interações pessoais. Também enfatizamos a campanha da busca ativa escolar, que visa garantir a permanência de todos os estudantes na escola, e ocorre de forma permanente”, aponta. E continua: “Além disso, direcionamos nossas atenções para a recomposição das aprendizagens no pós-pandemia, utilizando as tecnologias para potencializar a aquisição de conhecimentos. Da mesma forma, voltamos o olhar para a implementação do Novo Ensino Médio, que agora começará a vigorar nas turmas de 2ª série do turno diurno e 1ª série do período noturno. Nesse contexto, há o empenho constante por fazer da escola um lugar cada vez mais acolhedor, que promova a cultura de paz e a aprendizagem”.
A gestora detalha, ainda, que a Jornada Pedagógica possibilita à escola organizar aspectos como o calendário letivo, a revisão do projeto político-pedagógico, o exame do regimento interno, o planejamento das avaliações, o ordenamento do espaço escolar, a montagem das turmas, a lotação dos professores, entre outros tópicos.
“Nos dias 12 e 13 de janeiro, a Seduc reuniu as Regionais para apresentar as orientações para o ano letivo de 2023. Na semana seguinte, as Regionais fizeram este encontro com gestores das escolas de sua abrangência. E de 23 a 27 de janeiro, as unidades de ensino realizaram suas próprias Jornadas Pedagógicas, envolvendo a equipe docente”, pontua a secretária executiva.

Lucas Alvino, coordenador da Crede 2, considera a ação como uma “oportunidade ímpar” para as escolas, ao possibilitar a integração dos profissionais em torno de pautas decisivas, que repercutirão no modo de trabalhar e na formação dos jovens.
“O corpo docente, orientado pela gestão da escola, pode trabalhar de maneira colaborativa e democrática no planejamento do currículo e das atividades pedagógicas desenvolvidas no decorrer do ano. Os assuntos abordados vão desde orientações gerais sobre as diretrizes operacionais para a organização das escolas para iniciar o ano, passando por reflexões sobre temas importantes como resultados de avaliações externas, prática e metodologias pedagógicas, clima escolar, calendário, entre outros”, aponta.

Na Escola de Ensino Médio (EEM) Dione Maria Bezerra Pessoa, em Pacajus, a Jornada Pedagógica acontece com a participação do núcleo gestor, de professores, cuidadores e gremistas, além de convidados (superintendente escolar e coordenador da Crede 9). Conforme o diretor da unidade de ensino, Luciano Nogueira, um dos principais tópicos a serem trabalhados neste ano é a aprendizagem cooperativa como estratégia pedagógica para a recomposição dos saberes.
“Ao avaliar o perfil dos estudantes que a escola tem, bem como, sua realidade social, cognitiva, psicológica e emocional, durante a semana pedagógica constroem-se metas de recomposição da aprendizagem pautadas na aprendizagem cooperativa, desenvolvendo o protagonismo cooperativo e solidário para que os estudantes tenham o direito de aprender e se desenvolver integralmente em uma escola pública de qualidade. A semana pedagógica é recheada de muita interação entre toda a equipe, por meio de dinâmicas regadas à arte, apresentações, debates, estudos e planejamento coletivo”, destaca Luciano.
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