Egon Schiele revolucionou o modo de ver a pintura figurativa
(*) Mhario Lincoln e ARTEREF/ Equipe Editorial
Numa entrevista que fiz com a excepcional artista Claudia Lara, (Curitiba-Paraná), falou-se da influência marcante do trabalho figurativo de Egon Schiele e Gustav Klimt em determinados momentos da produção visual e artesanal dela. Após essas citações por parte de Lara, me interessei bastante sobre ambos, especialmente pela carga emotiva embutida nos trabalhos de Schiele. Em uma das minhas pesquisas, dei-me com um texto publicado na ARTEREF que me serve de base para esta publicação.
EGON SCHIELE:
Realmente um artista incrível que é referência mundial, sem dúvida. Inclusive, pela razão íntima e familiar que o levou a introduzir em sua arte, já diferenciada, alguma coisa, na época, ‘pouco fora da normalidade’, diante de uma comunidade oficial extremamente tradicionalista.
Há de se ressaltar, todavia, que a influência de Schiele em outros grandes pintores, como nossa querida Claudia Lara, se dá pelas virtudes excêntricas das técnicas por ele empregadas. Independentes das origens. O Importante é que ele revolucionou o cenário da pintura figurativa.
Self-Portrait with Chinese Lantern Plant, 1912. Direitos: Leopold Museum, Vienna, Inv. 454. Acesso à iamgem aqui https://artsandculture.google.com/asset/lAGS1DQVHQVm6Q
A VIDA
Diz a equipe editorial da ARTEREF: “Com apenas 20 anos, Egon Schiele quebrou radicalmente com a história da pintura figurativa retratando o estado psicológico das pessoas, em vez de suas características físicas. Em seus primeiros anos vivendo com seu pai, mãe e duas irmãs em um cruzamento ferroviário na pequena cidade austríaca de Tulln, Schiele mostrou um talento para desenhar evidente, mas foi uma tragédia pessoal que o impulsionou, de uma vez por todas, a uma vida dedicada à sua prática artística. Seu pai, que frequentava bordéis durante a juventude (como era habitual para os homens austríacos da época), foi dado como louco por decorrência de alguns surtos psicóticos e, logo após o diagnóstico, em 1905, faleceu com sífilis, doença sexualmente transmissível.”
Continua o texto: “Sua psicose e morte afetaram profundamente Schiele, de 19 anos, mas simultaneamente desbloquearam uma feroz curiosidade em torno da sexualidade, da mortalidade e do funcionamento interno da mente humana no jovem artista. (...)”.
FRASES:
Algumas das frases impactantes de Schile:
“Os corpos têm sua própria luz que consomem para viver: queimam, não são iluminados pelo exterior.”
“Preciso ver coisas novas e investigá-las. Eu quero provar água escura e ver árvores estalando e ventos selvagens.”
PERCURSSO:
Schile ingressou na Akademie der Bildenden Künste, em Viena, onde estudou desenho e pintura, em oposição à vontade de sua mãe. Em 1907, Schiele conheceu Gustav Klimt. (outro mestre que citamos na entrevista, cujo link de acesso está abaixo dessa matéria. Vale ver).
A partir desse conhecimento, Klimt fez de Schile o seu "protegido". Ajudou-o comprando os seus trabalhos, apresentando-o a pessoas influentes, arranjando-lhe modelos, entre outras coisas.
A sua primeira exposição foi em 1908 na Klosterneuburg. Insatisfeito com o caráter conservador da academia, Schiele abandonou os estudos e, juntamente com outros colegas que partilhavam a mesma insatisfação, criou o grupo Neukunstgruppe. Liberto do conservadorismo, começou a explorar mais a forma humana e também a sexualidade.
Desta forma, segundo o site ARTEREF, “ (...) As pinturas e os desenhos que resultaram da sua carreira prematura que durou 8 anos, foram pioneiros na abordagem da pintura figurativa onde os traumas psicológicos e as fixações de seus personagens se tornaram evidentes na presença física: corpos contorcidos, pele machucada, gestos eróticos e características faciais andrógenas.”
VIRADA:
Em 1910, Schiele afastou-se dos padrões geométricos encontrados nas pinturas de Klimt, e estabeleceu seu próprio estilo. A mudança foi gerada, em grande parte, pelo interesse de Schiele pela mente humana, inspirado e influenciado por Sigmund Freud (o qual conheceu em noites boêmias) e suas próprias lutas psicológicas e obsessões, como a tristeza extrema.
Egon Schiele morreu durante a gripe espanhola, em 1918, mas seu legado, é significantemente influente até hoje. Não só pelas bases do Movimento Expressionista Vienense- Neuekunstgruppe, como também pela amplitude internacional de sua arte, através da Europa.
Especialistas em Schiele afirmam ser os desenhos e pinturas, “ (...) símbolos poderosos de luta psicológica, honestidade emocional e liberdade sexual.”.
(*) Mhario Lincoln
Presidente da Academias Poética Brasileira
ANTREVISTA COM A ARTISTA CLAUDIA LARA
https://www.youtube.com/watch?v=iS9X5rkpgHU
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