Rogério Rocha, filósofo, escritor, poeta e advogado.
Ainda jovem, Truman Capote percebera que "havia uma diferença entre escrever muito bem e a verdadeira arte; sutil, mas devastadora". Na literatura como na intimidade, viveu sob o mandamento de apostar sempre mais alto. Música para camaleões (1980), ao mesmo tempo suma de todo o seu savoir-faire literário e aposta em novas formas de escrita, é a prova cabal disso. De fato, o sucesso de A sangue frio (1966) criara um dilema para Capote: como seguir adiante sem repisar as próprias pegadas?
A resposta encontra-se nesse livro, que radicaliza o projeto do jornalismo literário. Livre da envergadura romanesca, do anonimato e da imparcialidade, Capote arrisca-se na exibição plena de si e dos outros em peças ágeis, onde personagens e situações se revelam com limpidez máxima, beirando a ficção, mal importa quem sejam: o próprio Capote, uma velha dama caribenha tocando piano para camaleões, um parceiro beatnik de Charles Mason, um serial killer cerebrino contra um detetive empedernido no meio-oeste americano, um velório na companhia de Marilyn Monroe.
Nas pequenas joias de Música para camaleões, todos se revelam em exposição máxima, plenos de brilho, horror ou vulnerabilidade.
LITERATURA Betinho de Saubará: “Antologia 'Ecos do Passado' é uma obra de pura reflexão”
Dino de Alcântara Mais uma história de Dino de Alcântara: “CONSELHO SE FOSSE BOM...”
Resenha de MHL Uma Luciah Lopez que brinca com Sacis e os transforma em fractais líricos
Internacional Roberto Bolaño volta ao centro da literatura mundial sem precisar de efeméride
Entretenimento Atente: quando Hilda Hilst entra na sala, a inteligência artificial perde a pose
Especiais com Música Mater Dei leva Bach e o órgão Walcker ao coração histórico de Curitiba Mín. 11° Máx. 21°
Mín. 12° Máx. 23°
Tempo limpoMín. 13° Máx. 26°
Tempo limpo
Colunista Socorro Guterres Socorro Guterres: “O retorno de Ulisses”. exclusivo para o Facetubes
Academias Brasil/Exterior Coirmãs De Carlos Nina, especial para a Plataforma Nacional do Facetubes: “A erosão do discernimento”.
DINO DE ALCÂNTARA ANTONIO LOBO O DESCOBRIMENTO DO BRASIL
ACADEMIA POÉTICA BRASILEIRA Escritor maranhense inovador do século XIX ganha força entre amantes da literatura fantástica.