Crítica: Mhario Lincoln
Memento Mori, uma expressão em latim que ressoa profundamente na filosofia estóica, é um lembrete perene de nossa mortalidade iminente e da efemeridade de todas as coisas. Como Sêneca, um dos proeminentes filósofos estóicos, nos lembrou: 'A morte nos espreita constantemente, portanto, devemos viver com sabedoria, pois ela nos ensina a apreciar cada momento'.
Esta filosofia, enraizada na prudência e na aceitação do destino, busca nos instigar a enfrentar a realidade da vida e a imprevisibilidade do nosso tempo, neste mundo passageiro.
Além disso, podemos encontrar uma visão inovadora no pensamento de Epiteto, outro notável estóico, que disse: 'O que pertence ao destino, aceita-o com gratidão, e não deve-se menosprezar o que a Natureza prescreveu.'
Epiteto nos convida a abraçar o curso da vida, reconhecendo que a busca incessante por uma vida após a morte ou uma redenção divina pode nos privar da riqueza da existência terrena.
Para Nietzsche, por exemplo, o conceito de Memento Mori estava intrinsecamente alinhado com sua crítica afiada à moralidade convencional e à religião. Ele argumentou que a obsessão ocidental com a vida após a morte e a busca por salvação desviaram a atenção das pessoas dos aspectos cruciais da vida na Terra, como a expressão do indivíduo e a vontade de poder.
Nietzsche proclamou com fervor: 'A verdadeira salvação reside na afirmação apaixonada da vida aqui e agora, na aceitação de nossa humanidade e na busca do nosso potencial máximo.'
Portanto, enquanto contemplamos o Memento Mori, devemos não apenas reconhecer nossa mortalidade, mas também compreender sua profunda conexão com a busca da verdadeira realização e significado nesta existência efêmera.
Este é um lembrete constante de que nossa responsabilidade é abraçar a realidade e viver plenamente, com coragem e determinação.
CONCLUSÃO
Conclui-se, então, grosso modo, inspirado na sabedoria do filósofo do século XVIII, Immanuel Kant que o prisma estóico da mortalidade nos oferece uma estratégia para confrontar o temor. "Ao reconhecer a morte como um componente intrínseco da existência, o foco se transfere do pavor da morte em si para a apreciação do tempo que nos é concedido para viver. Esta transição de perspectiva pode nos auxiliar a valorizar cada instante, intensificando nossas conexões e perseguindo nossos propósitos com maior fervor".
Aceitando a Morte com Serenidade, a filosofia estóica convoca a acolher a morte não como um perigo a ser temido, mas como uma realidade a ser aceita e compreendida. Ao perceber a morte como um elemento natural da vida, a orientação é viver com autenticidade, a aspirar à virtude e a encontrar a serenidade em meio à incerteza. Essa visão com certeza também liberta do medo da morte e impele a vivê-la cada dia com mais gratidão e propósito.
Enfim, Kant sempre acreditou que a moralidade não derivada das consequências de ações pessoais, mas da intenção por trás delas. Portanto, ao viver cada dia com gratidão e propósito, estamos alinhados com este princípio kantiano.
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