Aos Senhores das Armas
Jorge Cruz é membro da Academia Poética Brasileira, regional Pernambuco.
Ilustração: ML
Aos que defendem e adoram o deus das armas,
As mesmas que não se define como protetoras da paz, mas fomentadoras de guerras,
As mesmas que têm um só objetivo: ferir ou matar seu oponente ou inocente
Que esteja em sua linha do tiro, que, uma vez lançada, não tem como retroceder.
Aos que utilizam a desculpa de autoproteção, ordem, força de resposta,
Mesmo que acidentalmente fira ou mate um inocente,
Mesmo que acabe com a vida de um oponente, de um amigo, de uma criança.
Aos que de se deslumbram com a sensação de poder decidir se alguém
Ou algum pobre animal indefeso pode ou não viver,
Como se fosse um deus de barro decidindo a vida de outros.
Aos que se autoproclamam livres para poder escolher ter ou não ter uma arma,
Podendo esta mesma arma ser utilizada para guerras, roubos, tráfico, intimidações,
Podendo ainda ser utilizada de forma acidental e ferir entes queridos.
Devo informar-lhes que a evolução humana está na porta, para uma nova fase.
Onde os mansos e os pacíficos herdarão a Terra, segundo as boas-venturanças.
Onde os sentimentos e ferramentas contrários à essa evolução serão banidos.
E aqueles que não se adequarem, infelizmente,
Serão forçados a deixarem o planeta porque serão os deserdados.
Portanto, mudem enquanto é tempo.
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