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Geral LEILA CRAVO

"Filha de Leila Cravo: 'O sofrimento levou minha mãe ao álcool e às drogas' "

Textos escolhidos na internet: do site UOL/Paulo Sampaio

11/10/2020 11h35
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Por: Mhario Lincoln Fonte: Textos escolhidos/Autor escolhido: Paulo Sampaio (site UOL).
Capa de revistas.
Capa de revistas.
Tathiana, (cães) Penélope e Negresco. 
Imagem: Paulo Sampaio/UOL;

Textos escolhidos/Autor escolhido: Paulo Sampaio (site UOL).

Filha de Leila Cravo: 'O sofrimento levou minha mãe ao álcool e às drogas'

Tathiana Cravo de Cerqueira e Souza nasceu no dia 12 de novembro de 1977, exatamente dois anos depois que sua mãe, a atriz Leila Cravo, se envolveu em um misterioso caso de polícia. Símbolo sexual e apresentadora do programa "Fantástico", Leila foi encontrada inconsciente, nua e com muitas escoriações pelo corpo, no asfalto da Avenida Niemeyer, zona sul do Rio. Ela teria caído, ou sido jogada da suíte presidencial do motel Vip's, o mais famoso da cidade na época.

Tathiana Cravo de Cerqueira e Souza nasceu no dia 12 de novembro de 1977, exatamente dois anos depois que sua mãe, a atriz Leila Cravo, se envolveu em um misterioso caso de polícia. Símbolo sexual e apresentadora do programa "Fantástico", Leila foi encontrada inconsciente, nua e com muitas escoriações pelo corpo, no asfalto da Avenida Niemeyer, zona sul do Rio.

Leila Cravo. Em foto de 2015, (Zô Guimarães).
Depois de enfrentar o "massacre" da opinião pública. 

Ela teria caído, ou sido jogada da suíte presidencial do motel Vip's, o mais famoso da cidade na época. Enquanto a imprensa especulava entre o suicídio e o homicídio, as autoridades divulgaram nos dias seguintes que Leila Cravo havia tentado se matar. O "homem casado" com quem a atriz teria dormido na suíte supostamente colocou um ponto final no romance dos dois, deixando-a sozinha no motel — e inconsolável. Edgar Façanha, delegado encarregado do caso, baseou a investigação na hipótese de que a atriz, já bastante alcoolizada, havia saído do quarto sem ser vista, descido até o jardim que separa a edificação de um gradil e, de lá, se jogado.

Edgar Façanha, delegado encarregado do caso, baseou a investigação na hipótese de que a atriz, já bastante alcoolizada, havia saído do quarto sem ser vista, descido até o jardim que separa a edificação de um gradil e, de lá, se jogado.

"Isso tudo é tão absurdo", reage Tathiana, em entrevista exclusiva à coluna. "Minha mãe virou a bêbada maluca que se jogou do motel depois de levar um fora." Inconformada com a versão "oficial" divulgada pela polícia e eternizada pela imprensa, Tathiana resolveu contar a "história toda". "Você acha que alguém pode cair de 18 metros de altura e não sofrer sequer uma fratura?? Quem consegue acreditar em uma loucura dessas?

Ainda jovem, ela investiu na imagen
de símbolo sexual.

Sinal de Alerta A trajetória da atriz começou no cinema, em pornochanchadas como "Um Whisky Antes, um Cigarro Depois", de 1970, e "Uma Pantera em Minha Cama", 1971. A oportunidade na TV veio quando o ator Carlos Vereza a apresentou ao diretor Walter Avancini, e ela conseguiu uma ponta na novela "O Semideus" (Janete Clair, 1973). Em "Corrida do Ouro" (Lauro César Muniz e Gilberto Braga, 1974), a atriz ganhou um papel propriamente dito - foi escalada para fazer Carmem, que contracenava com Isadora, personagem de Sandra Bréa, outro símbolo sexual da época. Sua última participação em novelas foi em "Sinal de Alerta", de Dias Gomes, em 1978.

A caminho da ruína Além de nunca mais ter conseguido se recompor emocionalmente, Leila teve de conviver uma sequela no olho esquerdo, que ficara deformado. Ainda assim, ela posou para algumas capas de revista, fez teatro, cinema e TV. Sua vida pessoal, contudo, caminhava para a ruína. Ela passou a consumir álcool e cocaína em grandes quantidades, rotineiramente. "Praticamente todo dia ela colocava um salto alto, se vestia, se maquiava e saía. Quando não saía, estava se recuperando dos excessos da véspera", lembra Tathiana.

A MORTE

(...) Chá de hortelã Leila morreu no dia 5 de agosto, de complicações decorrentes de uma obstrução intestinal. Uma semana antes, ela ligou para a filha, dizendo que estava passando muito mal e que achava que não ia resistir. "Nunca vi minha mãe falar daquele jeito", conta Tathiana. Segundo ela, o companheiro de Leila "permaneceu o tempo todo sentado na sala, repetindo que um chá de hortelã resolveria". "Ele dizia: 'São gases'".

 

LEIA A ÍNTEGRA no site do UOL, em reportagem de Paulo Sampaio, no link: https://noticias.uol.com.br/colunas/paulo-sampaio/2020/10/09/filha-de-leila-cravo-o-sofrimento-levou-minha-mae-ao-alcool-e-as-drogas.htm?cmpid=copiaecola

 

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