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Casava e Descasava com facilidade. Igual tempo de eleição: de 4 em 4 anos

Edomir Marftins de Oliveira é colunista da plataforma FACETUBES. Cap. 31.

16/10/2020 09h27 Atualizada há 1 semana
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Por: Mhario Lincoln Fonte: Edomir Martins de Oliveira
Edomir e Elma Oliveira
Edomir e Elma Oliveira

Capítulo 31

Do Livro: “Finalmente a Noiva Chegou"

Edomir Martins de Oliveira

Vice-Presidente Nacional da APB

 

 

Ilustração: ML

ELA CASAVA E DESCASAVA COM FACILIDADE. IGUAL TEMPO DE ELEIÇÃO: DE 4 EM 4 ANOS

 

        O que intrigava os seus amigos era a sua vocação para casamento. Casava e descasava com a maior facilidade. Amigos até perguntavam quem era o noivo de plantão candidato a ser seu marido. Ela, verdade se diga, trocava de marido de 4 em 4 anos, em média. Terminado os quatro anos de um, já partia para outro, se divorciava, voltando a usar seu nome de solteira. Era como se o mandato eletivo dele tivesse completado. Casava e já assinava com o nome do novo marido.

        Os cartórios de casamentos, quando ela se habilitava para outro, já a conheciam e perguntavam-lhe, que nome iria adotar. E isso causava-lhe hilaridade.

        O marido n.1 era um fazendeiro, que possuía muitas terras, e fazendas de gado. Quis acreditar nele e sua lealdade. Moravam na capital, mas ele tinha que se deslocar semanalmente para o interior, pois a fazenda era entregue à administração de um casal idoso e respectiva família, que os mantinha, segundo dizia, por serem excelentes empregados e bons administradores. Notava que ele esperava ansiosamente o fim de semana, e ao invés de passaram juntos, ele não a convidava para ir em sua companhia, e sempre lhe dizia que não a levava pois ela não iria gostar, porque a noite tinha muitos pernilongos e ainda teria que aturar os filhos dos administradores com suas cafonices.

Um belo dia, em um final de semana prolongado, ela resolveu ir até a fazenda para fazer uma surpresa ao marido. Deitado, em uma rede na varanda, estava seu marido aos beijos com uma moça, que era uma das filhas da família. Quando eles se levantaram com o susto, ela viu que a moça era muito bonita de corpo e rosto, e bem mais jovem do que eles uns 15 anos, talvez. Aí documentou rapidamente tudo, através de foto, usando o celular. A sua frequência na fazenda ocorria por causa da filha do casal. Ali mesmo ela “rodou a baiana” e disse ao marido que ele só voltasse para casa para assinar o divórcio que iria pedir, e queria a parte dos bens e pensão para os filhos menores, que lhe coubessem por decisão judicial, pois já tinham um casal de filhos. Não abriria mão de nada. Estava desfeito o primeiro casamento. Ele satisfeitíssimo porque estava livre para casar com a sua ninfeta.  

        Surpresa e decepção maior ele teve quando retornou ao interior e soube que sua companheira de fins de semana tinha fugido com o filho de outro fazendeiro, que era seu namorado de há muito tempo.

        A divorciada, mulher elegante e de fino trato, entusiasmou um político que, atraído por sua beleza física, logo buscou namorá-la e, em seguida, propôs-lhe casamento, o que ela aceitou. Estava partindo para segunda núpcias.

        Casaria igualmente vestida de noiva e não chegaria atrasada. Ela já com a vivência do primeiro casamento, teve uma conversa franca com o pretendente, indagando-lhe se seria marido fiel, ao que ele lhe respondeu que uma mulher do porte e apresentação dela era para nenhum homem trair. Ele seria um bom marido.

Estaria atento ao que ensina o livro de Provérbios 3:3Não se afastem de ti benignidade e a fidelidade; escreve-as na tábua ao teu coração”.

 Por força do casamento, incorporou ao seu nome o deste. Casara, e assim foram vivendo a vida matrimonial mansamente e com fidelidade recíproca.  Porém, neste segundo casamento também não foi feliz.

        A vida de um político de sucesso, o levava a inúmeros compromissos e sobrava a ela duas opções: passar várias noites sozinha sem a companhia do marido ou acompanhá-lo nas reuniões chatíssimas, em que era obrigada a ficar sorrindo a noite toda, pois é esse o papel de mulher de político para angariar votos. Ela ficava vários dias e semanas inteiras sem a presença do marido, na época das extenuantes campanhas. Os interesses escusos, as traições e as falsidades que cercam a política eram por ela difíceis de aceitar e, assim, pediu o divórcio, pois não estava nada feliz com essa vida. O marido entendeu o que ela sentia, mas explicou que quando ela casou já sabia que sua carreira era na política. Essa era a vida que escolheu para si e, jamais abriria mão dessas conquistas galgadas a duras penas. Continuaram amigos, porém o casamento acabou e os bens adquiridos na constância do casamento, divididos.

        Proposto o divórcio consensual, e assinado pelos dois, em Juízo, ela passou a viver a sua vida de divorciada, voltando a usar seu nome de solteira, quando a sentença foi prolatada.

        Com esse novo divórcio passou a dedicar-se a salões de rodas literárias, e assim ocupando sua vida com literatura de alto nível. Em uma dessas mesas de estudos literários deparou-se com um filósofo, escritor e poeta e novamente seu coração voltou a palpitar por um novo amor. Dessa troca de olhares, ele começou a fazer para ela poemas e ela também lhe dedicava peças poéticas externando o que lhe ia n’alma e no coração. Nasceu assim um amor entre poetas de sexos opostos e pensaram em casar. Não haveria de ter erros.

        Ela, se é bem verdade que tinha tido duas experiências de casamento desagradáveis, agora não iria mais dar errado. Ele era um homem da sua estatura intelectual, o que não acontecera com os dois maridos anteriores.

        Casaram, e ela passaria a adotar o nome do marido 3. Mas houve um grande problema na hora de assinar a ata de casamento. Ela assinara com o nome do segundo marido. Uma amiga testemunha deste casamento, a alertou para o fato. -Minha amiga, você assinou o nome do seu ex-marido.-. Ela, pedindo desculpas ao noivo, informou-lhe que depois, mais à frente, tomaria as providências para correção.

 Mas, filósofos e poetas não são de brigas; não brigariam por isso.   Foi então que o marido disse a ela que não se preocupasse com correções, pois a filosofia e a poesia não exigem papeis retificados. O que importava era o amor que os unia. E tudo parecia transcorrer normalmente entre o casal. Porém, mais à frente, sentiram que o amor estava se esvaindo.     

As conversas já eram escassas, a chama da paixão apagava-se e não sentiam mais o mesmo entusiasmo para prosseguir uma vida a dois. Chegaram aos 4 anos de casados.

         Divorciaram-se. Ela mais uma vez, voltou a usar seu nome de solteira. Continuaria sua vida e não se casaria mais. Três experiências tinham sido mais do que suficientes. Voltou novamente para sua vida social de divorciada, que sabia aproveitar. Bons vinhos em fins de semana e conversas com suas amigas.

Foi em uma roda dessas que conheceu o irmão de uma amiga que a encantou. Rapaz elegante, boa conversa, inteligente, corpo atlético, do qual ela se enamorou. Curtiram a noite com muita alegria e elogios recíprocos. Logo estavam iniciando um romance que, por pouco, não terminou em casamento, pois já o haviam até marcado. A lua de mel para o exterior já havia sido escolhida. Separou uma pasta cheia de documentos para lhe amparar no exterior em caso de problemas pelos sobrenomes que já havia possuído com os maridos, além do seu de solteira. Definitivamente esses múltiplos sobrenomes eram um transtorno e, a pasta ficou pesada, pois havia muitos documentos.

        Noivariam em ato solene. Nessa hora começou a reação daquela que seria sua futura sogra, pois esta declarou para assombro de todos, que não concordava com o noivado. - Esta mulher não serve para casar com meu filho, pois já foi casada 3 vezes e se divorciou. Casamento para ela é uma brincadeira. Meu filho não merece ser tratado, como ela tratou os maridos anteriores. Com certeza, não existe amor. Foi um flerte alcoólico, que ensejou o romance, sendo mero entusiasmo de mesa de bar. Uma mulher inconstante no amor, que logo se cansava e descartava os maridos-. Todos os presentes ficaram espantados.

        O rapaz nada disse para não contrariar à mãe. A divorciada, então, afirmou que quem não mais desejava noivar nem casar era ela; não ia tolerar sogra mandar em sua casa, nela, ou na sua vida de casada, pois sabia que o filho não contrariava a mãe em nada. Não houve noivado. - E acrescentou ainda: - que o filho ficasse com sua mãezinha megera.

Ela perdera a oportunidade de casar com um homem mais jovem 10 anos do que ela, e que o coração lhe dizia que poderia ser um excelente marido, mas como este não cortara o cordão umbilical com a mãe......

Até onde se tem notícia ela continua sua vida de divorciada. Ficará sozinha até quando???

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Edomir Martins de Oliveira
Sobre Edomir Martins de Oliveira
Cronista do Cotidiano. Escreve todas as semanas, com exclusividade. Assuntos variados.
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