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Brasil BOMBÍSSIMA

“ O maranhense não é brasileiro, nunca foi brasileiro e nunca será brasileiro”, diz Leopoldo Vaz

A revelação é resultado de uma entrevista exclusiva concedida ao jornalista Mhario Lincoln, na presença do professor e ex-vereador Helcio Silva.

04/12/2024 18h22 Atualizada há 2 anos atrás
Por: Mhario Lincoln Fonte: Mhario Lincoln/Leopoldo Vaz
MHL e VAZ
MHL e VAZ

Facetubes/Equipe de pesquisa. Redação final: Mhario Lincoln

 

Muitas pessoas falam com festas da Adesão do Maranhão à Independência do Brasil. Porém, nem todos pensam assim. A conversa que o editor do Facetubes teve com o professor Leopoldo Vaz, em Curitiba, morador de São Luís há mais de 30 anos, revelou detalhes dessa insatisfação, à princípio, com certa preocupação. Depois, ao longo da conversa, foram sendo discutidos assuntos relevantes, como a própria jornada do Maranhão (na época, uma entidade colonial), como um estado (separado), dentro do Brasil. Vaz fala com singularidade sobre as diferenças linguísticas, anexação forçada e independência cultural, fatos que deixam marcas indeléveis em sua identidade.

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Segundo Vaz, em 1618, o Maranhão foi estabelecido como um estado colonial separado. Essa distinção foi solidificada em 1621, durante a era da União Ibérica, onde Portugal e Espanha estavam sob a mesma monarquia (1580-1640). Como resultado, a governança e a estrutura social do Maranhão divergiram significativamente do resto Brasil. Ao contrário de outras regiões do Império português, o Maranhão manteve uma configuração administrativa distinta, operando mais como uma colônia independente.

 

Na mesma conversa, Vaz afirma - com base em estudos realizados pelo professor e pensador maranhense Rossini Corrêa - que a integração do Maranhão ao Brasil não foi resultado de assimilação natural ou voluntária. Em 1823, após a independência do Brasil, o Maranhão foi anexado ao império por meio de intervenção militar. As forças de Pedro I superaram a resistência no Maranhão, marcando sua inclusão forçada no estado brasileiro. Essa anexação, em vez de promover a unidade, "(...) ressaltou a identidade única do Maranhão e deixou um legado de distinção cultural e política", afirma Vaz.

 

"Basta ver, Mhario", continua Leopoldo Vaz, "que o tecido social do Maranhão também reflete seu passado único. A música, a culinária e o folclore do estado permanecem profundamente enraizados em sua história distinta, exibindo influências de sua herança ibérica e africana".

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Veja o vídeo na íntegra, abaixo. Tem um pouquinho mais do que 5 minutos. Vale à pena assistir e comentar.

 

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Rogerio RochaHá 2 anos atrásSão LuísMuito importantes as considerações do professor Leopoldo. Uma figura de grande inteligência e profundidade em suas pesquisas.
alcina maria silva azevedoHá 2 anos atrásCampinas -SPMagnífica entrevista.Eu não sabia que Maranhenses não eram considerados brasileiros!O que é isso? Um absurdo!
LEOPOLDO GIL DULCIO VAZHá 2 anos atrásSão LuisPoxa, Mhario, só agora vi...
Jaime Há 2 anos atrásBSB/DFParabenizo o presidente e o professor da EX-ETFMA/Leopoldo Gil Dulcio Vaz, por nos brindarem, com essa magnífica entrevista.
Lili AzevêdoHá 2 anos atrásSão Luis MAQue loucura siô. Se não somos brasileiros, qo eur seríamos? Jamaicanos? Franceses? africanos? Açorianos?
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