Facetubes/Equipe de pesquisa. Redação final: Mhario Lincoln
Muitas pessoas falam com festas da Adesão do Maranhão à Independência do Brasil. Porém, nem todos pensam assim. A conversa que o editor do Facetubes teve com o professor Leopoldo Vaz, em Curitiba, morador de São Luís há mais de 30 anos, revelou detalhes dessa insatisfação, à princípio, com certa preocupação. Depois, ao longo da conversa, foram sendo discutidos assuntos relevantes, como a própria jornada do Maranhão (na época, uma entidade colonial), como um estado (separado), dentro do Brasil. Vaz fala com singularidade sobre as diferenças linguísticas, anexação forçada e independência cultural, fatos que deixam marcas indeléveis em sua identidade.
Segundo Vaz, em 1618, o Maranhão foi estabelecido como um estado colonial separado. Essa distinção foi solidificada em 1621, durante a era da União Ibérica, onde Portugal e Espanha estavam sob a mesma monarquia (1580-1640). Como resultado, a governança e a estrutura social do Maranhão divergiram significativamente do resto Brasil. Ao contrário de outras regiões do Império português, o Maranhão manteve uma configuração administrativa distinta, operando mais como uma colônia independente.
Na mesma conversa, Vaz afirma - com base em estudos realizados pelo professor e pensador maranhense Rossini Corrêa - que a integração do Maranhão ao Brasil não foi resultado de assimilação natural ou voluntária. Em 1823, após a independência do Brasil, o Maranhão foi anexado ao império por meio de intervenção militar. As forças de Pedro I superaram a resistência no Maranhão, marcando sua inclusão forçada no estado brasileiro. Essa anexação, em vez de promover a unidade, "(...) ressaltou a identidade única do Maranhão e deixou um legado de distinção cultural e política", afirma Vaz.
"Basta ver, Mhario", continua Leopoldo Vaz, "que o tecido social do Maranhão também reflete seu passado único. A música, a culinária e o folclore do estado permanecem profundamente enraizados em sua história distinta, exibindo influências de sua herança ibérica e africana".
Quer saber mais sobre essa BOMBÍSSIMA?
Veja o vídeo na íntegra, abaixo. Tem um pouquinho mais do que 5 minutos. Vale à pena assistir e comentar.
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