Augusto Pellegrini: Bill Holman (1927- 2024)
Nome completo – Willis Leonard Holman
Nascimento – Olive-Califórnia-EUA
Falecimento – Los Angeles-Califórnia-EUA
Instrumento – clarinete e sax-tenor
Comentário – Bill Holman aprendeu a tocar clarinete e sax-tenor quando ainda frequentava a escola de segundo grau, ocasião em que chegou a comandar uma pequena banda formada pelos colegas estudantes. Mesmo assim, foi apenas alguns anos mais tarde, depois de servir na Marinha e de se formar em Engenharia, que ele decidiu investir o seu futuro na música. Assim, no final dos anos 1940, ele resolveu estudar música no Westlake College of Music de Los Angeles e se aperfeiçoar em composição com os professores Russ Garcia e Lloyd Reese. Em 1949, Holman tocou na banda de Ike Carpenter, e em 1951 foi contratado por Charlie Barnet para escrever arranjos. Em 1952 ele já trabalhava com Stan Kenton, com quem ficou por diversos anos, até que se interessou pelo movimento west coast jazz e foi para a Califórnia para trabalhar com os músicos representativos do estilo, como o trompetista Shorty Rogers e o baterista Shelly Manne. Entre 1954 e 1960, Bill Holman dirigiu as orquestras das gravadoras Capitol, Coral, Andex e Hi-Fi. Em 1958, liderou um quinteto com Mel Lewis. Durante os anos 1960 Holman contribuiu como arranjador para diversos músicos, tais como Count Basie, Louis Bellson, Terry Gibbs, Woody Herman, Buddy Rich, Gerry Mulligan e também para os cantores Anita O’Day, Sarah Vaughan, June Christie e o conjunto pop Fifth Dimension. Em 1991 ele fez o arranjo para o best-selling Unforgettable, gravado pela cantora Natalie Cole. Por incrível que possa parecer, com toda esta intensidade musical, foi apenas em 1975 que Holman montou a sua própria banda, chamada simplesmente The Bill Holman Band. A orquestra gravou três álbuns para a JVC em ocasiões muito espaçadas – “The Bill Holman Band” em 1988, “A View From The Side” em 1995 e “Brilliant Corners: The Music Of Thelonious Monk” em 1997, embora tenha gravado outros álbuns dirigindo outros grupos orquestrais, como por exemplo big bands da Noruega e da Holanda. Na sua formação, Holman contava com solistas da estirpe de Phil Woods, Sam Nestico e Lee Konitz. Desde 1980, Holman tem trabalhado ativamente na Europa, escrevendo arranjos para a West German Orchestra de Colônia e para a Metropole Orchestra na Holanda. Bill Holman ainda estava em atividade quando morreu, aos 97 anos, escrevendo arranjos e orientando orquestras, tendo a seu credito mais de sessenta anos de serviços prestados à música.
Algumas gravações
Airegin (Sonny Rollins)
Blues For Alfie (Bill Holman)
Come Rain Or Come Shine (Harold Arlen-Johnny Mercer)
Flirt (Bill Holman)
In A Sentimental Mood (Duke Ellington-Irving Mills-Manny Kurtz)
June Is Bustin’ Out All Over (Richard Rodgers-Oscar Hammerstein II)
Just Friends (Sam M.Lewis-John Klenner)
Lush Life (Billy Strayhorn)
Ol’ Man River (Jerome Kern-Oscar Hammerstein II)
Plain Brown Paper (Bill Holman)
Speak Low (Kurt Weill-Ogden Nash)
Swee’pea (Bill Holman)
Ticker (Bill Holman)
Told You So (Bill Holman)
Tree Frog (Bill Holman)
The Git (Bill Holman)
Billy Eckstine (1914-1993)
Nome completo – William Clarence Eckstein
Nascimento – Pittsburgh-Pennsylvania-EUA
Falecimento – Pittsburgh-Pennsylvania-EUA
Instrumento – trombone e cantor
Comentário – Billy Eckstine foi um dos maiores cantores da sua época. Barítono de raros predicados, ele chegou a rivalizar com Frank Sinatra durante os anos 1950. Chamado de Mr.B. pelos fãs, Eckstine também era conhecido como “a cópia de Sinatra”, apesar de possuir um estilo mais voltado para a balada romântica ou para o scat-jazz do que para o jeito malandro de Frank. Cantando desde os sete anos de idade e participando de muitos shows de talentos, Eckstein, como era grafado o seu nome de batismo, cresceu dentro da música. Ele se profissionalizou após vencer um concurso de calouros em 1934, e então resolveu ir para Chicago a fim de trabalhar como cantor freelancer. Foi quando o dono de um night club fez com que ele mudasse a grafia do seu nome de Eckstein para Eckstine (apesar de a pronúncia ser a mesma) para “evitar uma conotação judaica”. Eckstine obteve total reconhecimento da crítica e dos músicos, o que culminou com a sua contratação em 1939 por Earl “Fatha” Hines para ser o crooner de baladas na sua Grand Terrace Orchestra. Eckstine também se tornou famoso na história do jazz pela big band que comandou, embora por apenas um breve tempo. Foi em 1943 que Billy Eckstine formou a sua própria orquestra, onde ele evidentemente era o crooner, acompanhado por músicos importantes como Dizzy Gillespie, Charlie Parker, Dexter Gordon, Fats Navarro e Art Blakey, e contava com a participação da cantora Sarah Vaughan. Sua orquestra é considerada uma das primeiras big bands de bebop, e foi um sucesso absoluto até 1947, quando ele decidiu sair do comando, passando o bastão para Dizzy Gillespie. Eckstine continuou cantando baladas junto com outros astros do jazz, até realizar a sua última gravação em 1986. Sua atividade como músico de jazz durou quase cinquenta anos, mas como bandleader ele durou apenas cinco.
Algumas gravações
All Of Me (Seymour Simons-Gerald Marks)
Blowing The Blues Away (Billy Eckstine-Gerald Valentine)
Cool Breeze (Tadd Dameron-Billy Eckstine-Dizzy Gillespie)
Good Jelly Blues (Billy Eckstine-Earl Hines)
I’m In The Mood For Love (Jimmy McHugh-Dorothy Fields)
I Only Have Eyes For You (Al Dubin-Harry Warren)
In The Still Of The Night (Cole Porter)
Prelude To A Kiss (Irving Mills-Duke Ellington-Irving Gordon)
Prisoner Of Love (Leo Robin-Russ Columbo-Clarence Gaskill)
Rhythm In A Riff (Billy Eckstine)
Second Balcony Jump (Billy Eckstine-Gerald Valentine)
Tell Me, Pretty Baby (Billy Eckstine-Al Outcalt-Gerald Valentine)
What’s New? (Johnny Burke-Bobby Haggart)
Without A Song (Vincent Youmans-Edward Eliscu-Billy Rose)
You’re My Everything (Harry Warren-Joe Young-Mort Dixon)
Billy May (1916-2004)
Nome completo – William Edward May, Jr.
Nascimento – Pittsburgh-Pennsylvania-EUA
Falecimento – San Juan Capistrano-California-EUA
Instrumento - trompete
Comentário – Ainda muito jovem, Billy May começou a tocar tuba aconselhado pelo médico da família como terapia para curar uma asma crônica. Não demorou muito, ele se curou da asma e trocou a tuba pelo trompete, instrumento muito mais leve e mais prático de se tocar. May iniciou a carreira de trompetista na Gene Olsen’s Polish-American Orchestra em 1933, para depois tocar nas bandas de Al Howard, Lee River e Barron Elliott. Em 1938, Billy ingressou na orquestra de Charlie Barnet, onde ficou até 1942, indo então para a orquestra de Glenn Miller. Mas May não conseguia ficar por muito tempo em um único grupo, e depois de pouco tempo se transferiu para a orquestra de Les Brown. Com o passar do tempo, Billy May percebeu o motivo de tamanha inquietude: o seu talento como arranjador-orquestrador superava em muito as suas qualidades de trompetista – o sucesso alcançado com o arranjo feito para a música “Cherokee”, de Ray Noble, gravada pela orquestra de Charlie Barnet, foi elogiado nacionalmente. Ele começou então a investir na ideia, montando uma orquestra de estúdio. Como arranjador e bandleader, ao longo da sua carreira, May fez inúmeras gravações com a sua orquestra regular e também trabalhou acompanhando cantores famosos. Com as orquestras da NBC e da Capitol, Billy May acompanhou Frank Sinatra, Nat “King” Cole, Peggy Lee, Vic Damone, Bobby Darin, Nancy Wilson, Bing Crosby e Rosemary Clooney, desenhando arranjos especiais para cada tipo de intérprete. Passou depois pela RCA e pelo selo Reprise, gravadora de Sinatra. Seus arranjos privilegiavam tempos rápidos e intervenções intrincadas dos metais, impregnando a música com uma forte cadência que misturava o swing com o estilo shuffle utilizado por Les Elgart e Ray Conniff, marca de autênticas orquestras de dança. Billy May se manteve em atividade como regente-arranjador desde meados dos anos 1940 até o final dos anos 1990.
Algumas gravações
All Of Me (Seymour Simons-Gerald Marks)
Always (Irving Berlin)
Cheek To Cheek (Irving Berlin)
Cocktails For Two (Arthur Johnston-Sam Coslow)
Fat Man Boogie (Billy May)
If I Had You (Ted Shapiro-Reginald Connely-Jimmy Campbell)
Love Is Just Around The Corner (Leo Robin-Lewis Gensler)
Mayhem (Billy May)
Perfidia (Alberto Dominguez)
Say It Isn’t So (Irving Berlin)
The Carioca (Vincent Youmans-Gus Kahn-Edward Eliscu)
The Desert Song (Sigmund Romberg-Oscar Hammerstein II-Otto Harbach)
Unforgettable (Irving Gordon)
When I Take My Sugar To Tea (Sammy Fain-Irving Kahal-Pierre Norman)
Young At Heart (Johnny Richards-Carolyn Leigh)
You’re Driving Me Crazy (Walter Donaldson)
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