O poema "ATÉ SEMPRE...", de Márcio Gleide, é uma despedida sensível e tocante ao pensador Olinto Simões, marcada pela ternura e pela memória afetiva que perdura além da ausência física. A construção lírica, com linguagem simples e sincera, revela um profundo respeito e admiração pelo amigo e mestre. O verso "Foi assim a previsão do mestre que se foi, mas fica" sintetiza o paradoxo da despedida: Olinto parte, mas permanece — na lembrança, no ensinamento, no afeto.
O poeta se revela humano ao descrever um momento íntimo: "Em desabafo um dia chorei a sua frente. / Recebi o abraço que me faltava naquele momento." Aqui, a amizade ganha contornos de cura, de amparo, de escuta silenciosa — aquilo que só os grandes amigos são capazes de oferecer. Essa atitude faz relembrar Aristóteles: "A amizade é uma alma habitando dois corpos."
Esse tipo de conexão, quando alcançada, não se desfaz com a morte. O ser que parte deixa traços em nós — traços de sua presença, de sua essência, como o próprio poema diz: "Levarmos cada um... um pouquinho de sua graça... Olinto."
Vale lembrar, também, Khalil Gibran, poeta e filósofo libanês, escreveu em O Profeta. Ele disse: “A amizade é sempre uma doce responsabilidade, nunca uma oportunidade.”
Já William Shakespeare, mestre das emoções humanas, afirmou: “A amizade é constante em todas as coisas". Assim, a homenagem de Márcio Gleide a Olinto Simões é mais que um poema: é um elo que persiste, uma ponte entre o tempo vivido e a eternidade da lembrança.
Parabéns.
Obs: Olinto Simões (membro da APB) faleceu dia 01 de abril de 2021, como se ele nos pregasse uma 'peça'. E pregou, porque ele nunca será esquecido. Hoje, Marcio Gleide senta na APB/PR, na Cadeira 56 patroneada por "Olinto Simões".
Vídeo-Bônus
A participação de Marcio Gleide na Antologia "Parnaso Poético", foi com um poema em homenagem a Olinto Simões.
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