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Conheça a história da Igreja onde o Papa Francisco foi enterrado.

No local já estão sepultados outros 6 Papas.

26/04/2025 às 21h23
Por: Mhario Lincoln Fonte: Editoria-Geral do Facetubes
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Arte: mhl/Ginai
Arte: mhl/Ginai


Editoria-Geral do Facetubes


O papa Francisco, que morreu na segunda-feira, 21, aos 88 anos, afirmou no final de 2023 que queria ser sepultado na Basílica de Santa Maria Maggiore, em Roma, e não na cripta da Basílica de São Pedro, no Vaticano, como acontece há mais de três séculos.  O local é conhecido por ser uma imponente igreja do período de 401 a 500. Mas ele não é o único a ser sepultado nessa Basílica. 

 

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No coração de Roma, a Basílica de Santa Maria Maggiore ergue-se como um testemunho vivo da arte cristã e da devoção mariana. Construída entre os séculos V e VI, esta imponente igreja acolheu, ao longo dos anos, os restos mortais de sete pontífices e resiste, intacta, às ações do tempo — um feito raro entre as grandes basílicas romanas.

 

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Em meados de 2023, o próprio papa Francisco revelou seu desejo de não ser sepultado na cripta de São Pedro, tradição que se mantém há mais de três séculos, mas sim no templo dedicado à Virgem. “Sempre confiei a minha vida e o ministério sacerdotal e episcopal à Mãe do Nosso Senhor, Maria Santíssima — por isso, peço que meus restos mortais repousem, esperando o dia da ressurreição, na Basílica Papal de Santa Maria Maggiore”, escreveu em seu testamento.

 

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Para o cardeal Rolandas Makrickas, comissário extraordinário do santuário, Santa Maria Maggiore é “o santuário mais importante dedicado à Virgem Maria”. Em entrevista ao jornal argentino "La Nación", ele destacou que a basílica é uma das quatro maiores igrejas de Roma que nunca foi destruída por fogo, guerra ou revolta civil — um reflexo de sua duradoura importância espiritual.

 

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A lenda que funda esse monumento remonta a uma aparição da Virgem Maria, em 5 de agosto, quando teria ordenado ao papa Libério (352–366) e ao patrício romano Giovanni que erguessem uma igreja naquele local, precipitando uma queda de neve no verão romano. Embora a construção original não subsista, a basílica erguida por volta de 432 manteve a planta primitiva: uma nave central ladeada por 40 colunas jônicas e decorada por mosaicos que ilustram episódios bíblicos.

 

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Entre as preciosidades guardadas ali, encontra-se um ícone atribuído a São Lucas, retratando Maria amparando o Menino Jesus. Ao longo dos séculos, artistas como Gian Lorenzo Bernini e o pintor Pietro Cavallini contribuíram para enriquecer sua decoração, fundindo arte e fé em um único espaço monumental.

 

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Papa Francisco mantinha uma devoção especial ao templo: em todas as viagens internacionais, fazia questão de rezar em Santa Maria Maggiore na véspera de suas partidas e ao retornar a Roma. Essa prática pessoal reforça o caráter afetivo que o santuário assumiu em seu pontificado, traduzindo-se agora em sua última vontade.

 

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O legado espiritual da basílica inclui ainda a memória de Santo Inácio de Loyola, que, impossibilitado de ir a Belém, celebrou ali sua primeira missa na véspera de Natal de 1538. Guardam-se, até hoje, as relíquias do “Santo Berço”, que permitiram a Inácio completar seu desejo de celebrar o nascimento de Cristo em solo romano.

 

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Tombada pela arte, pela história e pela fé, Santa Maria Maggiore não é apenas o destino final de Francisco: é o espelho de séculos de devoção, milagres e criações artísticas que a transformaram no maior santuário mariano do Ocidente.

 

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Raimunda Pinheiro de Souza FrazãoHá 1 ano São José de Ribamar O Papa Francisco vive!
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