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Especial José Roberto Francis: Você conhece a Capela dos Ossos de Évora?

Pesquisa, José Roberto Francis. Concelho de Loures, Portugal.

03/11/2020 às 14h20 Atualizada em 03/11/2020 às 14h42
Por: Mhario Lincoln Fonte: https://viagens.sapo.pt/
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Foto original do texto.
Foto original do texto.

Última notícia de Portugal: Não há sinal de COVID-19 em apenas 3 'concelhos portugueses': Alvito, Lajes das Flores e Corvo são os únicos concelhos em Portugal sem um único caso confirmado de COVID-19. Segundo o jornal Expresso, estas são as excepções à regra, no total dos 308 municípios em que o País está dividido. Alvito, no distrito de Beja, destaca-se por ser o único 'concelho' em Portugal Continental a estar livre do novo coronavírus. Tem cerca de 2.500 habitantes e pode ser encontrado no interior do País, tal como as restantes localidades menos afectadas pela pandemia.

 

É um ambiente macabro. Estamos no interior de uma capela repleta de ossos cujo lema é: cá esperamos pelos teus. No entanto, muitos visitantes sentem-se fascinados pelo ambiente e até registam o momento em fotografias.

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Capela dos Ossos de Évora: 

Pesquisa de José Roberto Francis, do 'Concelho de Loures', Portugal.

Original: https://viagens.sapo.pt/ Fotos: Andarilho/PT

Os tetos têm frescos, pinturas de passagens bíblicas, em tons alegres, tal como a talha dourada de um pequeno altar, mas quase tudo o resto está revestido com ossos.

Muitos olham para quem entra, curiosos sobre a nossa reação com a morte e que a esta capela revela como muda muito com a evolução das mentalidades.

A Capela dos Ossos do Convento de São Francisco de Évora é do século XVII. É a mais antiga de um conjunto de meia dúzia de capelas de ossos em Portugal, essencialmente no Alentejo e Algarve.

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A de Évora tem a particularidade de ter duas múmias em expositores protegidos com vidro.

Um trabalho recente liderado pela investigadora Teresa Fernandes permitiu concluir que se trata de uma mulher que morreu com mais de 30 anos de idade e de uma criança, também do sexo feminino, com cerca de dois anos e meio.

foto interna.

“Estas informações permitem desmentir uma lenda que rodeava estes dois corpos mumificados. Essa lenda referia que se tratava de dois homens, um pai e um filho”, referiu-nos a investigadora.

Segundo a lenda, pai e filho maltrataram a mulher e mãe, que os amaldiçoou. Quando morressem os corpos não se transformavam em pó.

Na verdade, a razão da morte da mulher adulta é incerta, embora não estivesse em boas condições de saúde, "sobretudo uma muito má saúde oral que se agravou nos últimos tempos de vida da mulher”.

Presume-se que os corpos e os ossos sejam provenientes de espaços de enterramento, nomeadamente da Igreja de São Francisco, que é mais antiga e que faz parte do bonito Convento franciscano.

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A Capela dos Ossos situa-se no antigo dormitório do Convento e o elemento mais recente é um painel de azulejos colocado na parede em frente da entrada da capela. É da autoria de Siza Vieira e projeta a vida num traço a preto e branco, cheio de movimento e com a força da presença de crianças.

Em contraposição à mensagem escrita no mármore frio na portada da capela e que diz: “Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos”.

O apelo é revelador de uma outra mentalidade sobre a transitoriedade da vida, muito marcante entre os séculos XVI e XVIII.

A relação com a morte era muito mais natural, não como sucede agora, nas palavras de Teresa Lousa no estudo sobre “Capelas dos Ossos e Património Macabro em Portugal”.  “O contacto com a morte que hoje acontece de modo filtrado e profissionalizado (o hospital parece ser o local ideal para morrer e as agências funerárias e afins devem tomar conta dos dolorosos procedimentos), era outrora comum e vivido com mais naturalidade”.

Além da Capela dos Ossos vale a pena visitar o Convento de São Francisco para se ver uma enorme coleção de Presépios e, talvez muito mais relevante do que o património macabro dos ossos, a Igreja de São Francisco que é de uma beleza extraordinária.

Capela dos Ossos: “pelos vossos esperamos” faz parte do programa da Antena1 Vou Ali e Já Venho e a emissão deste episódio pode ouvir aqui.

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Serafim Figueiredo.

Curiosidades: José Roberto Francis entrevista SERAFIM FIGUEIREDO; "Os Turbantes"

Assista clicando no link a seguir: 

https://www.facebook.com/100000714443595/videos/3837878516245925/

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Eliana ConsulinHá 6 anos Natal-RNAmei a história do Sr. Serafim de onde vem o costume do uso de turbantes. E por incrível que pareça consegui entender toda a entrevista, acho que é a convivência com vc meu primo ZÉ ROBERTO. PARABÉNS!!!!
Vera Francis Há 6 anos Londrina, Paraná Muito esclarecedor. Essa Capela nos remete a refletir bastante. Matéria bem esclarecedora.
Lucas LencílioHá 6 anos Professor AmapáSou professor de História da Moda aqui no Amapá. Terei que rever meus conceitos quando novamente me referir ao uso do turbante. Obrigado.
Marta RehmeHá 6 anos CuritibaNossa, que texto legal! Dá vontade de ir visitar! Parabéns pela reportagem!
Eliana ConsulinHá 6 anos Natal-RNParabéns pela iniciativa, texto muito bem elaborado, principalmente pra mim que já visitei a Capela dos Ossos em Evora 3 vezes. Maravilhosa.
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