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Antonio Guimarães de Oliveira: “ DIA NACIONAL DO ESCRITOR”

“Saúdo a todos que, como eu, têm para com os livros, apreço, satisfação em produzí-los e lê-los. Folhear um livro e dele apreender algo, abstrair e sentir cheiro de letras é imensuravelmente prazeroso.”

31/07/2025 às 08h35 Atualizada em 31/07/2025 às 11h42
Por: Mhario Lincoln Fonte: Antonio Guimarães de Oliveira
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Antonio de Oliveira.
Antonio de Oliveira.

Antonio Guimarães de Oliveira                                               

Nesse dia nacional do escritor, ressalto a importância  do livro. Os mais antigos escritos pelo homem, seja em tabletes de argila ou pergaminhos; pele de animais ou papiros; tecidos ou papel; máquina de datilografar ou computador, e agora, no limiar da espécie humana,  a Inteligência Artificial (IA). 

No decorrer da  nossa história, foram escritos a Bíblia, Livro dos Mortos,  Zarastruta, Confúcio, Livros dos Gregos, todos discorrendo sobre o homo sapiens,  até  os dias  atuais. Sobre a importância  dos livros, cito as palavras  de Silas Fonseca: "Eu do livro não  me livro.  Nem quero me livrar. Se do livro eu me livro, como livre vou ficar?" 

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O livro encontramos em bibliotecas gigantescas ou não, nas livrarias, nos sebos, nos bolsos, nas mesas, nos lixeiros (descartados), e até mesmo nos banheiros, são acessíveis  e transmitem, ensinam toda e qualquer forma de conhecimento.                                           

Em minhas palestras gosto de citar os cinco maiores clássicos da literatura universal:  Ilíada, Odisseia (Homero), Eneida (Virgílio), Divina Comédia (Dante Alighieri), Os Lusíadas (Camões). 

Lembro que durante meus verdes anos, lia William Shakespeare, Miguel Cervantes e Inca Garcilaso de la Vega, Alexandre Dumas (pai e filho), Júlio Verne, Lord Byron, Victor Hugo, Eça de Queiroz, Machado de Assis, Gonçalves Dias, Gregório de Matos Guerra, Álvares de Azevedo, Viriato Correa, Maranhão Sobrinho, Coelho Neto, Aluísio de Azevedo, Josué Montello, dentre outros.                                                                   

Minha avó materna,  Laura Oliveira Guimarães,  era escritora, poeta, e me conduziu, em grande parte, ao prazeroso caminho da leitura, sendo fundamental para torna-me hoje o ser que sou. Como é bom lembrar da minha aconchegante casa de infância. 

Lembro de uma pequena biblioteca, contudo, grande em serventia. Havia coleções  de livros comprados por meu pai, sempre que viajava aqui para a capital - São Luis.  Os autores não poderiam ser melhores. Machado de Assis - a coleção completa; Monteiro Lobato, um dos mais  criativos escritores, além de também ser um excelente editor. Certa vez escreveu:"quem escreve um livro cria um castelo, quem o lê mora nele”. 

Graças a Deus fui influenciado por pessoas que viam além da época em que viviam. Coloco no mesmo patamar a minha avó, meu pai e esses dois notáveis escritores, além dos outros já citados acima.                               

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Hoje, autor  de vários  livros, como: O Algodão  no Mearim; O Parto  da Insônia; Artigos Diversos; O Arquivista  Acidental; A Fuga do Perfume; São Luís: Memória  e Tempo; Algodão: Ouro Branco; Estação Ecológica Sítio do Rangedor: uma proposta educacional; São Luís em Cartões  Postais e Álbuns de Lembranças; Pregoeiros & Casarões; Becos  e Telhados; Pêndulos & Fiéis; Adagas & Punhais,  várias antologias ( República do Texto, Um tributo a Tom Jobim, 500 anos de Camões, Guerreiras Literárias, Nas Nuvens, Herança literária, Que seja infinita enquanto dure, O Cangaço  em Perspectiva  - O Sertão  em Lutas I, O Sertão em Lutas II, Sarau (Uni)versos livres,A Magia da Escrita, A Pedra Bruta, Prazeres Poéticos, 122 Poetas Brasileiros Contemporâneos,  Bicentenário de Dom Pedro II, Antologia da Academia  de Lavras, Alquimia das Palavras, Antologia Revista do IHGM, Os Patronos, todas editados por importantes  Academias e seus editores. 

Publiquei  artigos, crônicas e editoriais nos diversos  jornais  que circulavam ou circulam  no Maranhão, sendo impressos ou virtuais: Folha do Maranhão, Tribuna do Nordeste, Jornal Pequeno, Jornal Extra, Jornal  O Imparcial, Jornal O Estado  do Maranhão,  Gazeta do Povo, e outros. 

Tenho um círculo de amizade, com inúmeros escritores, e integro importantes  círculos  acadêmicos: Academia Poética Brasileira, Academia Brasileira de Estudos do Sertão Nordestino, Academia Atheniense de Letras e Artes, Academia Maranhense Maçônica de Letras, Academia de Letras e Artes Maçônicas, Academia Nacional de Maçons Imortais, Academia Literária do Maranhão, Instituto Histórico e Geográfico  do Maranhão, Associação Maranhense dos Escritores Independentes, Instituto Maranhense de Genealogia e Heráldica. 

Membro correspondente da Academia de Ciências de Lisboa e outras instituições literárias do Brasil  e outras plagas. 

Saúdo a todos que, como eu, têm para com os livros, apreço, satisfação em produzí-los e lê-los. Folhear um livro e dele apreender algo, abstrair e sentir cheiro de letras é imensuravelmente prazeroso.  

Atualmente, questiona-se a importância dos livros, alguns críticos e estudiosos interrogam-se: será se na era dos computadores, aparelhos celulares, inteligência artificial e outras mídias, o livro ainda terá espaço? 

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Ora, respondo: claro e evidente, que sim, pois quem irá produzir o conhecimento, necessário para os inúmeros segmentos e variados de leitores? É certo, o mundo atual vive uma transformação (uma nova realidade), onde profissões, ofícios e materiais, acabaram ou estão próximos disso. 

Isso me torna inquieto ao ponto de eu perguntar: será se ocorrerá o mesmo com o livro? Acredito que não. Pois ainda hoje, em sala de aula, alunos ficam abismados - curiosos, quando falo que escrevo livros. 

O livro sempre será a maior fonte de conhecimento, daí a admiração deles... Eu, por minha vez,  ouço de um ou de outro, que nunca leram um livro.  

O que vejo, nesse momento, são leitores sem norte, pois não mostramos o caminho, não lhes garantindo o conhecimento, pelo contrário, dificulta. 

Que nossos passos ou pegadas, no planeta Terra, deixem livros, pois são expressões da verdade e contradições. 

Trata-se da nossa dignidade enquanto seres humanos - estáveis ou instáveis, vitoriosos ou derrotados. 

Acredito, porém, que o bem sempre vence, pois, a força da vida está com os que nunca desistem de tentar. 

No dia nacional do escritor, saúdo  leitores, contadores de histórias, pesquisadores e editores.                                                                 Uma saudade indescritível me consome nesse momento. 

Sinto saudade dos livros que li, dos autores que os produziram, e é claro, um sentimento de gratidão impagável para com meus entes queridos que tão bem cumpriram seus papéis e partiram. 

Refiro-me ao meu pai e minha avó. Não tenho como descrever o que sinto agora, nesse momento, além dessa gratidão sem preço... 

Um forte abraço! 

(ANTONIO GUIMARÃES DE OLIVEIRA  - 25.07.2025 - SÃO LUÍS-MA).

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JAIMEHá 8 meses BSB/DFParabéns a todos os escritores, dessa magnífica página. Aplausos de Pé a todos vcs!!!
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