Editoria de Literatura e Arte da Plataforma Nacional do Facetubes
No vídeo apresentado por Rogério Rocha, filósofo, poeta e membro da Academia Poética Brasileira, somos convidados a refletir sobre o papel da produção literária maranhense no cenário nacional. Com precisão cirúrgica e uma retórica envolvente, Rocha denuncia o que chama de “marginalização estrutural” da literatura do Maranhão frente ao eixo dominante da produção cultural brasileira. Fala da integralização do produto literário maranhense, no chamado Cânone Nacional, ou seja, no conjunto de obras literárias e pensadores considerados mais importantes e representativos para a formação cultural e intelectual do Brasil. Essa seleção, que funciona como um "patrimônio literário" e uma "memória cultural", é definida por críticos e intelectuais ao longo do tempo, influenciando o que é considerado valioso e digno de estudo dentro da cultura do país.
Sua fala é marcada por uma crítica contundente à invisibilidade imposta aos autores maranhenses, mesmo diante de uma tradição poética rica e singular. Rocha não apenas aponta o problema, mas também propõe uma revalorização da poética regional como força estética e filosófica capaz de dialogar com o Brasil profundo — aquele que existe além dos holofotes do Sudeste.
Ao afirmar que “o Maranhão é margem no contexto da Literatura Nacional”, o autor não se vitimiza, mas reivindica espaço e reconhecimento. Sua análise é um chamado à descentralização do olhar literário e à inclusão de vozes que, embora 'periféricas', no mapa editorial do Brasil, em diversas aspectos reais, (sem a ilusão característica de alguns), também integram - de uma forma ou de outra - a identidade brasileira. Dessa forma, o vídeo é, sem dúvida, uma contribuição essencial para quem busca compreender os desafios e as potências da literatura fora do eixo. Uma aula de crítica literária com alma poética, o que mostra a qualidade invejável dessa nova aura filo-poética maranhense.
Em tempo: Neste corte do vídeo da palestra do Seminário do GELMA da UFMA, Rogerio Rocha apresenta argumentos que mostram a posição marginal da literatura maranhense em relação ao "mainstream" e aos centros produtores de literatura no Brasil, mas sugerindo percepções em relação ao papel de autores e autoras na perfuração da bolha que os afasta do campo de nomes canonizáveis.
VÍDEO-BÔNUS
Mohana e Cassas “PLENITUDE HUMANA”: O LIVRO EM QUE JOÃO MOHANA COLOCOU O HOMEM DIANTE DE SI MESMO
POESIA MARANHENSE DANIEL BLUME: O JARDIM COMO LUGAR DE ENCONTRO ENTRE O AMOR E A LIBERDADE DE SER
A PINTURA DE QUIXOTE Quando traços de óleo em cerdas sensíveis conseguem mostrar Quixote sobre as águas do impossível
JOÃO EWERTON João Ewerton celebra 50 anos de pintura e revela, em sete fases, as raízes culturais do Maranhão
Dia do Poeta Ser poeta é não pedir licença à Vida. É Viver intensamente!
NERES PINTO ESPECIAL CONSAGRAÇÃO - Carlos Alberto Lima Coelho, da premiação internacional ao Apocalipse dos Anônimos Mín. 10° Máx. 19°
Mín. 10° Máx. 17°
Tempo nubladoMín. 11° Máx. 21°
Tempo nublado
Colunista Socorro Guterres COMO UM CÃO: O ABSURDO JURÍDICO EM O PROCESSO
Coluna de RUY PALHANO Dr. RUY PALHANO em texto que fala profundamente sobre a “perda do sentido e o vazio exsistencial”
Academias Brasil/Exterior Coirmãs João Ewerton celebra 50 anos de pintura e revela, em sete fases, as raízes culturais do Maranhão
Coronel Carlos Furtado De Carlos Furtado:“A DIFÍCIL ARTE DE SER POETA”