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Brasil ANÁLISE LITERÁRIA

Poeta ROGÉRIO ROCHA: a marginalidade da Literatura Maranhense e a construção do cânone nacional

Rogério Rocha é membro da Academia Poética Brasileira e colunista da Plataforma Nacional do Facetubes.

07/09/2025 09h20 Atualizada há 12 meses atrás
Por: Mhario Lincoln Fonte: Rogério Rocha
Rogerio Rocha, filosofo e poeta maranhense
Rogerio Rocha, filosofo e poeta maranhense

Editoria de Literatura e Arte da Plataforma Nacional do Facetubes

 

No vídeo apresentado por Rogério Rocha, filósofo, poeta e membro da Academia Poética Brasileira, somos convidados a refletir sobre o papel da produção literária maranhense no cenário nacional. Com precisão cirúrgica e uma retórica envolvente, Rocha denuncia o que chama de “marginalização estrutural” da literatura do Maranhão frente ao eixo dominante da produção cultural brasileira. Fala da integralização do produto literário maranhense, no chamado Cânone Nacional, ou seja, no conjunto de obras literárias e pensadores considerados mais importantes e representativos para a formação cultural e intelectual  do Brasil. Essa seleção, que funciona como um "patrimônio literário" e uma "memória cultural", é definida por críticos e intelectuais ao longo do tempo, influenciando o que é considerado valioso e digno de estudo dentro da cultura do país.

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Sua fala é marcada por uma crítica contundente à invisibilidade imposta aos autores maranhenses, mesmo diante de uma tradição poética rica e singular. Rocha não apenas aponta o problema, mas também propõe uma revalorização da poética regional como força estética e filosófica capaz de dialogar com o Brasil profundo — aquele que existe além dos holofotes do Sudeste.

 

Ao afirmar que “o Maranhão é margem no contexto da Literatura Nacional”, o autor não se vitimiza, mas reivindica espaço e reconhecimento. Sua análise é um chamado à descentralização do olhar literário e à inclusão de vozes que, embora 'periféricas', no mapa editorial do Brasil, em diversas aspectos reais, (sem a ilusão característica de alguns), também integram - de uma forma ou de outra - a identidade brasileira. Dessa forma, o vídeo é, sem dúvida, uma contribuição essencial para quem busca compreender os desafios e as potências da literatura fora do eixo. Uma aula de crítica literária com alma poética, o que mostra a qualidade invejável dessa nova aura filo-poética maranhense.

 

Em tempo: Neste corte do vídeo da palestra do Seminário do GELMA da UFMA,  Rogerio Rocha apresenta argumentos que mostram a posição marginal da literatura maranhense em relação ao "mainstream" e aos centros produtores de literatura no Brasil, mas sugerindo percepções em relação ao papel de autores e autoras na perfuração da bolha que os afasta do campo de nomes canonizáveis.

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Socorro Guterres Há 12 meses atrásNatal/ RNExplanação relevante do cânone literário na atualidade e uma necessária ressignificação.
Marcia LimaHá 12 meses atrásAmazonas-ManausO Maranhão é um berço de heróis literários. Mas as gestões públicas não se interessam em apoiar, desenvolver ou divulgar os novos rumos da cultura maranhense. Essa é a básica lição de como se marginaliza algo tão lindo que é a produção maranhense. Fico triste em ver tantos idotas como produtores culturais oficiais.
Prof. Luiz Carlos Guimarães de OliveiraHá 12 meses atrásProfessor de Literatura em Brasília DFExcelente Rogério. O pessoal da intelectualidade maranhense precisa saber que deve usar de coisas mais modernas e não "fixas" para furar essa bolha. Modernizar-se, evoluir. Tenho lido algumas obras e elas não se inserem na nova mentalidade onírica da atual canonidade da efeméride.
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