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Edomir de Oliveira: "Pai e Padrasto conduziram a noiva para o altar"

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20/11/2020 09h39 Atualizada há 4 dias
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Por: Mhario Lincoln Fonte: Edomir Martins de Oliveira
Ilustração ML
Ilustração ML

Capítulo 36

Do Livro: “Finalmente a Noiva Chegou"

Edomir Martins de Oliveira, Vice-Presidente Nacional da APB

PAI E PADRASTO CONDUZIRAM A NOIVA AO ALTAR 

Eram jovens, filhos de famílias amigas. Moravam no mesmo bairro e tinham prazer em estar juntos tanto quanto possível. Estudavam juntos no mesmo colégio, embora em turmas diferentes, pois ele era mais adiantado. Quando lhes perguntavam se estavam namorando eles diziam que era só amizade. Uma viagem de férias que ela fez com os pais, ambos sofreram e viram que se amavam, pois muitas saudades sentiam um do outro. As férias não foram agradáveis. O desejo de se encontrarem aumentava a cada dia.

E assim, prosseguiam em suas largas passadas. Foram aprovados em vestibular e fariam curso superior que lhes permitiria exercer o magistério, pois sempre fora de suas paixões o lecionar. Os dois chegaram a ser monitores de classe o que faziam com alegria, acompanhando deveres de outros colegas.

Como haviam se prometido reciprocamente, noivaram. A ansiedade de casar um pouco mais adiante, já levava o noivo a correr atrás de emprego imediato que lhe permitisse assistir a uma família. Do alto dos seus 20 anos, o rapaz correu atrás de emprego.

O primeiro que lhe apareceu foi de Representante de Laboratório Farmacêutico, muito bem credenciado. Como ele tinha postura e se expressava muito bem, sendo extremamente simpático, foi aprovado na entrevista e logo começou a trabalhar, sendo bem-sucedido nas funções. Teria que visitar consultórios médicos e fazer-lhes a apresentação de produtos novos que estavam sendo lançados no mercado, deixando amostras, pois, segundo ele, era a última novidade no mercado dentro de sua especialidade. Suava a camisa para alcançar as metas propostas pela empresa, o que vinha conseguindo.

Ela, por seu turno, já mantinha alunos particulares e assim começava a crescer sua fama de boa docente, até que ao final do primeiro ano profissional eles resolveram que iriam casar. O que estavam ganhando já lhes dava a segurança para um início de vida tranquilo.

Marcaram para um ano à frente o casamento para haver tempo de arrumar e mobiliar casa e preparar enxoval. Combinado desse modo, já começavam a planejar a vida em família, com filhos que haveriam de vir.

O autor, com a esposa Elma de Oliveira.

Casaram como acertado e, dessa feliz união conjugal nasceu-lhesuma filha linda, e de logo diziam que era muito parecida com a mãe. Depois de 5 anos de casados, o marido em suas andanças a serviço, inclusive aos interiores, acabou se encontrando com uma moça, da qual dizia para amigos estar irremediavelmente apaixonado. Esqueceu-se de que paixão e amor não se confundem. O amor é duradouro. Segundo o livro de I Coríntios 13:4 e 7: “O amor é paciente; é benigno. Não é invejoso; não se vangloria, não se orgulha”,...7v. –“tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” A paixão é avassaladora, facilmente pode dominar uma pessoa e ela perder o bom senso, e depois vai embora, deixando gosto amargo de fel.

               Foi à esposa, e sem se preocupar com o sofrimento que lhe iria causar, confessou-lhe que estava apaixonado por outra mulher. Queria se divorciar, mas pagaria pensão alimentícia para sua filha menor, até que ela chegasse à idade adulta. Não lhe pagaria pensão, pois, ela já era concursada e tinha bom salário. Divorciaram-se. Por decisão da justiça, ele teve mesmo que pagar pensão à sua filha.

                A esposa divorciada teve o cuidado de dizer-lhe que cuidaria muito bem da filha, pois não desejava mesmo era viver em companhia do marido que agora pensava só em outra mulher. Preferia vê-lo feliz ao lado da outra do que infeliz ao seu lado.

                Cinco anos se passaram. E ela casou com um senhor, homem de bem e de posses, que já a admirava pelo seu comportamento e pela maneira como cuidava da filha. Eram colegas de trabalho. Ele demonstrou amor verdadeiro por ela e amava também a enteada, dando-lhe verdadeiro amor paternal. Formavam uma casal e família feliz, com a linda e adorável enteada.

                  A propósito, anos depois do divórcio, a jovem começou a namorar um rapaz, que sua mãe conhecia, pois, a mãe do jovem houvera sido sua colega de aula. O que era devido à filha sempre foi pago religiosamente, conforme determinara a justiça. A jovem e o seu namorado noivaram, pois já trabalhavam e tinham condições de construir uma vida a dois.

                   O pai da noiva, que já morava há muitos anos em outro estado e via a filha muito raramente, e quando acontecia era somente uma vez por ano no máximo, foi convidado por ela para o seu casamento. Ele disse que queria conduzi-la até ao altar e a filha concordou, destacando, porém, que o padrasto também a conduziria. O pai biológico, então, concordou entrar na igreja com o pai afetivo da noiva. Chegou o dia e assim aconteceu. Os pais conduziram a filha.

          Igreja cheia, tudo correndo normalmente dentro do protocolo previsto. Quando o pai biológico, viu a filha linda, com porte elegante, pareceu-lhe que estava vendo a mãe quando tinha aquela idade, quando se casaram. Logo voltaram-lhe à lembrança, seus momentos de namoro com ela e sentiu-se arrasado. E impacto maior ainda sofreu quando viu sua ex-esposa, elegantemente trajada, parecendo-lhe mais bonita ainda agora. Parece que tinham caído escamas dos seus olhos, para que ele visse quanto erro cometera. Aquela sim, era o amor de sua vida, mulher de uma dignidade ímpar, que ele procurava em várias outras mulheres com quem se relacionara, e que nunca encontrava.

Voltou-lhe a lembrança o primeiro amor, que agora era impossível consolidar-se. Ah! Quão arrependido estava! Trocou a felicidade de seu lar por uma paixão arrebatadora, que durou apenas dois anos, tempo suficiente para perder a sua verdadeira esposa, que mesmo no sofrimento teve a altivez de desejar-lhe de todo coração que fosse feliz, mas também de informar-lhe que não teria mais volta sob nenhuma hipótese. Havia destruído a família. Na Bíblia Sagrada Livro do Gênesis 1:28, está registrada a bênção divina: -E Deus os abençoou e lhes disse: “Sejam férteis e multipliquem-se! Estava arrependido. Recebera a bênção da constituição da família e terem sido presenteados por Deus com uma linda filha, mas ele não soubera honrar as bênçãos Divinas recebidas.

Deu a sua filha a assistência material, mas faltou dar-lhe carinho e visitá-la com periodicidade. Com o passar dos anos, os encontros foram ficando cada vez mais raros. Pai e filha não tinham mais o que falar para o outro e sem afinidades os encontros foram cessando. Perdera a felicidade que teve em seu lar junto à mulher amada e a sua maravilhosa filha, e agora estava sofrendo amargamente. Essa felicidade quem desfrutou foi o segundo marido da ex-mulher, que ganhou dois tesouros em sua vida e que honrou como um marido leal, amoroso e amigo, além de um verdadeiro e maravilhoso pai.

          A mãe e o padrasto haviam cuidado muito bem de sua filha e a conduziram no caminho certo. O pai cuidara no campo material dando-lhe pensão e mandando-lhe presentes no dia do seu aniversário, e quando se aproximava o Natal e o Ano Novo, porém esqueceu-se de que a presença paterna é muito mais importante que os presentes. Não havia retorno para ele, sua primeira mulher estava muito bem casada em segundas núpcias. Só restava o campo espiritual. Ele confessaria a Deus seu arrependimento e pediria perdão. Desejava mesmo era que sua filha fosse muito feliz, e felizmente teve a nobreza de agradecer ao padrasto pelo carinho paternal dado à filha. E lamentando a triste situação em que se encontrava, lembrou-se de uma canção da qual o seu pai gostava muito, cantada por Francisco Egydio, que ao final dizia: “eu era feliz e não sabia”.                          

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Edomir Martins de Oliveira
Sobre Edomir Martins de Oliveira
Cronista do Cotidiano. Escreve todas as semanas, com exclusividade. Assuntos variados.
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