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Cronista Edomir de Oliveira: "O VERDADEIRO AMOR A TUDO SUPERA"

A história de um amor proibido.

27/11/2020 às 12h31 Atualizada em 28/11/2020 às 13h30
Por: Mhario Lincoln Fonte: Edomir Martins de Oliveira
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Montagem: ML
Montagem: ML

Capítulo 37

Do Livro: “Finalmente a Noiva Chegou"

Edomir Martins de Oliveira, vice-Presidente Nacional da APB 

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O VERDADEIRO AMOR A TUDO SUPERA

 

  Era uma família constituída de pai, mãe e três filhos. O pai, um bem-sucedido empresário da área alimentícia, os proporcionou uma vida confortável, mas sempre foi rigoroso na educação dos filhos. E isso os ajudou a construir uma sólida formação. O mais velho, médico, era um dos melhores da cidade em sua especialidade. O mais jovem decidiu ser um advogado autônomo, e bem-sucedido no que fazia. A filha caçula, ainda cursando faculdade de arquitetura, apresentava o melhor coeficiente de rendimento da sua turma. 

Edomir de Oliveira, o autor.

Esta filha namorava firme com um colega de infância, amigo da família desde pequeno. Na visão de todos, esse rapaz demonstrava gostar muito dela. Estava galgando independência financeira. Era militar recém graduado e como oficial tinha um grande potencial de fazer uma bela carreira no Exército, pois era admirado pelos seus colegas e superiores.

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Porém, o pai dela era totalmente contra este namoro, muito embora todos os demais da família estimassem muito o rapaz. A mãe e os irmãos davam todo apoio ao harmonioso e amoroso namoro. Esta mãe argumentava a favor do namorado da filha: - “Meu marido, nada vai de encontro a dignidade, a responsabilidade, e a maneira carinhosa como ele trata nossa filha”-, dizia-lhe, muito preocupada com alguma atitude mais extrema que o pai pudesse tomar diante dessa situação.

        Até o momento em que a filha se rebelou contra o pai: - “Não posso mais admitir esse jugo paterno”, reclamou, diante da tentativa dele de obrigá-la a largar tudo e se mudar para outro lugar, mesmo que ele custeasse todas as despesas. De forma velada ele a estimulava a fazer pós-graduação na melhor universidade do país, mas ela entendia, perfeitamente, que ele pretendia com esse estímulo era separá-la do seu amado.

  O clima tenso dentro de casa entre pai e filha foi se exacerbando. O namorado, diante dessa situação, chegou a dizer para sua amada que se ela quisesse, eles casariam e poderiam até viver em outra cidade, separados da família. Mas ao mesmo tempo, ambos sabiam que essa não era uma boa opção, pois ela sentiria muita saudade da família.  Ela gostaria que tudo fosse dentro da normalidade e que ela orava muito para que o pai o aceitasse. Contudo, o relacionamento foi perdendo forças com a pressão contínua e acirrada do pai, finalizando na separação.

O jovem ficou deveras abalado. E aos ouvidos dele, voltava a frase que a ex-namorada sempre dizia: - “Vou casar com você, nem que seja daqui a muitos anos. Saiba que o meu amor é maior do que quaisquer empecilhos”.

O tempo passou! O ex-namorado, fragilizado com o que ocorrera, acabou encontrando uma amiga que logo descobriu a carência dele e resolveu consolá-lo. As semanas e meses passaram e esse consolo transformou-se em um namoro, depois em noivado e logo em seguida decidiram se casar.

Na hora do casamento, ambos juraram fidelidade recíproca, mas ele pensava que queria casar mesmo era com a ex-namorada. A mulher que ele sempre amou era outra e agora ele estava unido por laços matrimoniais com alguém que nunca imaginara. E silenciosamente orou a Deus para protegê-lo. 

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Oito anos se passaram! A esposa reconhecia que ele apesar de ser um marido exemplar, muito atencioso, que não deixava faltar nada no lar, por mais que se esforçasse não conseguia lhe dar o principal que era o seu coração, que ela não conseguiu resgatar já que ele pertencia à outra. E assim, decidiram pelo divórcio, mas em alto nível, com muito respeito e sem grandes desgastes. Dessa relação, nenhum filho adveio. 

 Nesse ínterim, a filha proibida pelo pai de casar com o seu verdadeiro amor, também ficou muita abalada ao saber que ele havia casado com outra. Aí a fragilidade do coração dela foi devidamente aproveitada por um ex-colega de Faculdade, que prometeu que a faria feliz. Começaram a sair, até culminar na escolha da data do casamento, o que ocorreu, prometendo serem fieis reciprocamente.

         Embora vivessem bem, anos depois o marido da jovem veio a falecer, vítima de um acidente automobilístico. 

         Foi, então, que ela agora viúva, tendo passado o luto, resolveu tirar um período de férias, incluindo nessas férias um cruzeiro marítimo onde teria muito tempo para contemplar o céu e o mar. Estava sozinha, pois não tinha filhos. Curtiria suas tristezas e suas recordações. As coisas quando são do agrado de Deus dão sempre certo. Ele sabe muito bem o tempo de cada um de nós. Por isso, ensina a Bíblia Sagrada no livro dos Salmos 27:14: - “Espera pelo Senhor, tem bom ânimo e fortifique-se o teu coração; espera, pois, pelo Senhor”. 

Conheceria “em passant” várias cidades e teria condições de acalentar suas mágoas. E foi no navio, na noite do Jantar do Comandante, quando ele recepciona os passageiros, que ela sentada no grande salão da recepção, viu que, de repente, surgiu mais um convidado. Era ele! Ao se entreolharem a emoção foi muito grande. Havia uma cadeira vaga ao lado dela, e ele sentou: - “meu eterno amor”-, disse para si mesma.

 Essa viagem de navio acabou por propiciar aos dois apaixonados, um reencontro magnífico. - “Desta vez, para sempre”, disseram eles, chorando ante o amor que os invadia”.

 Cada um enviou fotos do reencontro para as famílias e amigos com a felicidade estampada em cada rosto. Ao pai, a filha enviou uma foto com a seguinte mensagem privada: - “Pai, o que o Sr. separou, Deus uniu”-. O pai, diante de tanta felicidade no rosto de ambos, e agora mais maduro, com a dureza da alma sendo amenizada pelo tempo, e consciente do mal que havia feito para sua filha anos atrás, acabou por usar também as mensagens do ‘WhatsApp’, para pedir perdão à filha e confessar o verdadeiro motivo que levou a separa-los.

- “Minha filha, sou um homem confiante em Deus. Por isso, peço perdão a Ele e depois a você por minhas atitudes insanas naquela época. Nunca tinha visto tanta felicidade em seu rosto como vejo agora. Cometi uma falha imensa ao induzi-la a casar-se com outra pessoa e vejo quanto sofrimento você passou por isso. Chorando, continuou a escrever: "- Minha filha querida, perdoe-me. Como fui mesquinho e me envergonho por ter sido racista e preconceituoso. A cor da pele do seu namorado, tendo um pai negro, foi o motivo para eu não o aceitar como genro. Que vergonha sinto hoje de mim mesmo!!! Tais preconceitos envergonham a humanidade, e são absolutamente incompatíveis com os princípios cristãos em que os criei. Durante todo esse tempo esse meu preconceito só me trouxe tristeza, tendo lhe prejudicado e a mim também por ter carregado ao longo de todos esses anos tanta angústia. Só agora, diante dessas fotos, consigo resgatar a minha felicidade também.  Infelizmente o tempo não volta, mas prometo-lhe que, como presente de casamento, estarei criando uma Fundação para combater o racismo ou qualquer outro tipo de discriminação e será bancada pelas minhas empresas. Faremos um trabalho lindo! Antecipadamente lhe convido para ser presidente dessa Fundação. Filha, foi preciso que eu passasse por tão difícil expiação, por achar que houvesse perdido o seu amor e respeito, para reconhecer minha fragilidade enquanto pai."- Espero que o seu amado me perdoe, bem como a sua família, pela minhas falhas e intransigências que só levaram à tristezas e decepções.

A filha e o seu grande amor leram emocionados a mensagem do pai. Se abraçaram demoradamente. Estavam na proa do navio e choravam de emoção. Sabiam que não poderiam criar um lar verdadeiramente feliz sem as bênçãos de seus pais. E o seu Pai refletiu muito sobre as palavras da Primeira Epístola de João 1:9: - “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar e nos purificar de toda a injustiça”.

E durante esse momento inesquecível em suas vidas, o tempo passou tão rápido que nem se deram conta que o sol estava nascendo, e com ele sentiam as bênçãos de Deus derramadas por essa luz que os iluminava celebrando o forte amor entre eles. Neste momento de êxtase, sentiram intensamente o prenuncio de uma união repleta de felicidades, renovando as suas crenças em um mundo melhor, mais justo e sem preconceitos descabidos.

Então, seguiram para um dos salões maravilhosos do navio para tomarem o café da manhã, quando receberam outra mensagem do pai: - Filha, avisa quando vocês irão chegar. Eu e sua mãe estamos preparando um jantar para vocês dois e ambas as nossas famílias. Convidei o pastor da nossa igreja para, em nome de Jesus, abençoar essa união. Não demorem!

 

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Edomir Martins de OliveiraHá 6 anos São Luís -MAHoje é quinta-feira, e como habitualmente faço, é dia de dizer MUITO OBRIGADO aos meus amáveis leitores e comentaristas, o que faço com imenso prazer. Amanhã teremos mais uma crônica ao meu estilo de levar alegria a quantos a lerem. Só fujo ao tradicional quando tomo conhecimento de assuntos tão loucos que precisam ser contados como um modo de alerta aos leitores. Espero encontra-los amanhã.
Juice Costa fiel seguidora deste site.Há 6 anos São Paulo capitalJuice Costa. Como disse em comentário em crônicas passadas, muito obrigada pastor por me ajudar a passar esse momento de pandemia lendo humor e alegria. É isso que gosto. É essa maneira de escrever com humor que me deixa em Paz. Mas quando o assunto vira discussão sobre um assunto já discutido, deixa de ser uma crônica inédita. Volte para sua original.
Lalá SilvaHá 6 anos Imperatriz MANão quero fazer nenhum comentário. Aguardando ansiosamente o texto desta semana.
Uberlândia-MGHá 6 anos Uberlândia-MGJuarez Alcindo. Pastor, o final foi difícil de entender. Mas vamos em frente.
CotinhaHá 6 anos Brasília DFEdomir do meu coração. Beijos grandes em Elminha. Não ia comentar. Mas vou agora. Qual será o tema da próxima crônica? Com certeza nos fará rolar de rir. Dá um abraço em dr. Getulio e família. Amo vocês, mas às vezes é melhor a gente refletir consigo mesmo diante de assuntos que deixam tão triste. Adoro suas crônicas. As anteriores eram lindas e maravilhosas. Beijos em todos.
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Edomir Martins de Oliveira
Sobre o blog/coluna
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