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Escritores e Poetas: como ganhar dinheiro e fama usando o TIK TOK, de forma sóbria e consistente.

Helena Bennett direto de Nova York com matérias que movimentam o Mundo.

04/03/2026 às 10h00 Atualizada em 04/03/2026 às 10h10
Por: Mhario Lincoln Fonte: Helena Bennet (autora)
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Helena Bennett
Helena Bennett

Editorial: é fácil ganhar dinheiro no Tik Tok, como dizem?

Ganhar dinheiro com livros e poesia no TikTok já não é fantasia de rede social, mas também não acontece por milagre. Hoje, o caminho mais sólido mistura três frentes: vender a própria obra, transformar atenção em comunidade leitora e converter a própria autoridade em oportunidades comerciais. O TikTok informa que criadores podem monetizar de várias formas, conforme o país e os requisitos da conta, incluindo colaborações com marcas via TikTok One, programas de recompensa, LIVE com Gifts (presentes) e assinaturas; além disso, a TikTok Shop já opera no Brasil e permite vender produtos diretamente por vídeos, lives e pela vitrine do perfil.

Para o escritor, isso muda tudo. Em vez de usar o aplicativo apenas para “anunciar livro”, o mais inteligente é publicar conteúdo que faça o leitor parar, sentir e comentar: leitura de trechos curtos, bastidores da escrita, origem de um poema, reação de leitores, cenas do cotidiano de quem escreve e vídeos que respondam dúvidas reais de quem quer ler ou publicar. Essa lógica conversa com o próprio funcionamento de descoberta da plataforma, que dá peso ao interesse do público, à busca, ao tempo de visualização e ao quanto o conteúdo corresponde ao que as pessoas procuram. Não por acaso, o TikTok afirmou em 2025 que as buscas brasileiras relacionadas a livros dobraram em seis meses e lançou, com Globo Livros, HarperCollins Brasil e Record, um concurso para autores independentes com publicação e verba de divulgação.

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DICA: o autor que ensina, emociona, comenta tendências e cria vínculo tem mais chance de vender do que aquele que apenas repete “compre meu livro”. O mercado continua atento a esse movimento: as vendas de livros impressos subiram para 762,4 milhões de exemplares em 2025 nos pontos monitorados pela Circana BookScan, e a ficção adulta seguiu fortalecida com ajuda do BookTok. Em outras palavras, para quem escreve bem e aprende a se mostrar melhor, o TikTok pode deixar de ser vitrine passageira e virar porta real de faturamento, leitores fiéis e até convite editorial. Lembre-se no entretanto: não existe “fórmula mágica” no TikTok, mas existe método replicável: o que mais faz um perfil literário crescer é retenção (as pessoas ficarem no vídeo), repetição (consistência) e comunidade (conversa real com leitores). E isso não é teoria: o BookTok/BookTokBrasil virou força concreta no Brasil, com crescimento forte de conteúdo e bilhões de visualizações, a ponto de o próprio mercado editorial tratar a plataforma como “espaço fundamental” para leitura e venda de livros.

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 Foto: Feira em São Paulo/Brasil

DENÚNIA GRAVE

Édouard Louis.

Édouard Louis ( nascido Eddy Bellegueule em 1992) é um renomado escritor e intelectual francês, figura de destaque da autoficção contemporânea) recoloca a discussão sobre a liberdade literária num ponto sensível ao lembrar que a vigilância sobre livros sempre foi um instrumento típico de Estados autoritários. O porquê de sua fala ganha força justamente porque ecoa um alerta histórico: quando o poder passa a decidir o que pode ou não ser lido, não está apenas regulando obras, mas moldando consciências. A literatura, nesse sentido, deixa de ser um espaço de expressão e se torna um território policiado, onde o pensamento crítico é visto como ameaça.

O que está em jogo, portanto, não é apenas a defesa de autores ou de obras específicas, mas a preservação de um princípio fundamental: a palavra livre. Louis aponta que a literatura incomoda porque revela, denuncia, expõe contradições e desigualdades que muitos prefeririam manter invisíveis. Ao tentar controlar livros, governos buscam controlar narrativas — e, por consequência, limitar a capacidade das pessoas de imaginar alternativas ao mundo que lhes é imposto.

O como esse debate ressurgiu está ligado ao contexto contemporâneo, marcado por tentativas de censura, pressões morais e disputas políticas sobre o que deve circular no espaço público. O que causou essa reação é justamente o incômodo que a crítica literária provoca quando toca em temas sensíveis ao poder. A fala de Louis reacende uma verdade antiga: regimes que temem livros temem, na verdade, a liberdade de pensar. E é por isso que, sempre que a vigilância retorna, a literatura volta a ocupar o centro da arena política — como um dos últimos bastiões da imaginação e da resistência.

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André Cunha.

A IMPORTÂNCIA DO PRÊMIO JABUTI - Depois da indicação ao Jabuti, André Cunha surge com nova coletânea de crônicas e reafirma, com rara elegância, que o gênero permanece vivo, necessário e intelectualmente fértil no Brasil. Em suas mãos, a crônica não se reduz ao registro apressado do cotidiano, mas se eleva à condição de lente sensível sobre o tempo, os afetos e as pequenas vertigens da vida comum. É justamente aí que reside sua força maior: na capacidade de transformar o instante aparentemente banal em matéria de permanência, preservando, ao mesmo tempo, a delicadeza do olhar e a inteligência crítica de quem compreende que narrar o presente também é um modo de decifrar a alma de uma época.

 

 

BOMBÍSSIMA DIGITAL 

Meta parte para a ofensiva judicial contra golpes com IA
A big tech abriu ações contra anunciantes no Brasil, na China e no Vietnã por golpes com “celeb bait”, (golpe de celebridades) e fraude por assinatura. Também enviou notificações extrajudiciais a consultores que prometiam driblar a moderação da plataforma. O movimento mostra que 2026 começou com tolerância menor a anúncios fraudulentos e deepfakes comerciais.

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Deepfake virou até “curso” — e isso entrou na mira
No caso brasileiro, a Meta diz ter acionado grupos que usavam imagens e vozes alteradas para vender produtos de saúde irregulares. Segundo a companhia e o noticiário setorial, parte da operação também envolvia venda de cursos ensinando manipulação digital para criar “vendedores virtuais”. É um sinal forte de que o mercado de IA já entrou na fase do combate ao uso fraudulento.

Instagram amplia vigilância sobre buscas sensíveis de adolescentes
A plataforma começará a avisar pais que usam supervisão quando adolescentes fizerem repetidas buscas ligadas a suicídio ou automutilação em curto intervalo. A Meta afirma que alertas semelhantes para conversas com IA devem chegar depois, ainda neste ano. Segurança digital e bem-estar juvenil seguem entre os assuntos mais quentes das redes em 2026.

Threads testa um feed mais obediente ao usuário
Com o recurso Dear Algo, (algo preferência do cliente) a rede permite dizer publicamente o que você quer ver mais ou menos no feed. O ajuste vale por três dias e pode até ser replicado ao repostar a preferência de outro usuário.
É a rede social cedendo mais controle editorial ao público em tempo real.

Facebook aposta em perfil animado e posts restylizados por IA
A Meta começou a liberar animação de foto de perfil, fundos animados para posts e restyle de Stories e Memories por prompt. A lógica é simples: transformar postagem comum em peça mais chamativa e compartilhável. Em 2026, criatividade visual automática virou recurso nativo de rede social.

Prompt engineering entra no radar quente do emprego
O LinkedIn colocou habilidades como Prompt Engineering, LLMs e estratégia de IA entre as competências que mais crescem em 2026. A plataforma ainda liberou cursos relacionados gratuitamente para membros até 23 de março de 2026. O recado é direto: aprender IA aplicada deixou de ser diferencial e virou ativo de carreira.

Santander e Alura turbinam a corrida por formação em IA
O programa divulgado pela Forbes Brasil oferece 36 mil bolsas em tecnologia e inteligência artificial.
Na trilha aparecem machine learning, governança de IA e engenharia de prompt, além de ferramentas como SQL, Python e Power BI. Bolsas amplas e formação prática seguem entre as notícias mais fortes do ecossistema de aprendizagem digital.

Curso de prompts “curto e direto” ganha espaço no noticiário de carreira
A Exame destacou um treinamento ao vivo de duas horas voltado a ferramentas de IA para qualquer profissional.
A promessa do curso é ensinar automação de tarefas, personalização de abordagens e decisões mais inteligentes com base em dados. É a pedagogia da produtividade rápida ocupando o centro da conversa.

Prompts deixam de ser truque e viram estratégia de autoridade
Outra frente em alta é o uso de comandos de IA para ampliar visibilidade e reputação em nichos específicos.
A Exame destacou que profissionais vêm usando prompts para clarear proposta de valor, criar conteúdo recorrente e formar comunidade.
Já não se fala apenas em escrever com IA, mas em posicionar-se melhor com ela.

TikTok reforça o LIVE como máquina de carreira
No LIVE Fest 2026, o TikTok voltou a vender a ideia de que transmissões ao vivo podem sustentar trajetórias de músicos, educadores e criadores.
A própria plataforma cita casos em que o LIVE gerou reconhecimento, lançamento de singles e trabalho sustentável.

Muita gente que trabalha sério, ganhou dinheiro com literatura em 2025.

QUEM MAIS FATUROU COM LITERATURA NO BRASIL?

Quem mais faturou com livros no Brasil em 2025 ainda não pode ser afirmado com precisão absoluta em fonte pública, porque o mercado não divulga, de forma aberta e consolidada, o lucro líquido recebido por cada autor após descontos comerciais, contratos editoriais, tiragens e percentuais de royalties. O dado público mais confiável disponível é o da Lista Nielsen-PublishNews, baseada no BookScan, que acompanha o desempenho dos livros físicos no varejo e cobre cerca de 60% a 70% do mercado trade brasileiro.

Bobbie Goods

Dentro desse retrato objetivo, o maior fenômeno de 2025 foi Bobbie Goods. A coleção publicada pela HarperCollins Brasil colocou quatro títulos entre os cinco livros mais vendidos do ano e somou mais de 1,5 milhão de exemplares comercializados no varejo monitorado, com destaque para Do dia para a noite (644.893 cópias), Dias quentes (396.980), Isso e aquilo (247.212) e Dias frios (219.314). Em termos de presença de mercado, alcance comercial e capacidade de puxar receita nas livrarias, nenhum outro nome apareceu com força comparável nas fontes públicas consultadas.

Junior Rostirola

Entre os autores brasileiros, o principal destaque foi Junior Rostirola, impulsionado por Café com Deus Pai 2025, que fechou o ano com 282.096 exemplares, além de Café com Deus Pai Vol. 6 – 2026, que também entrou no consolidado anual. O pano de fundo ajuda a medir a dimensão desse movimento: o varejo editorial brasileiro encerrou 2025 com cerca de 60,01 milhões de livros vendidos e R$ 3,08 bilhões em receita, confirmando que, apesar das mudanças no consumo cultural, o livro continua sendo um produto de grande força econômica quando encontra o público certo. quem pensa que o mercado está frio, se enganou!

 

 

 

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Helena Bennett.

(*) Helena Bennett. Colunista do Facetubes NY.

Jornalista brasileira/americana com bacharelado em Jornalismo (Brasil) e pós-graduação em Jornalismo Investigativo (Inglaterra).

Com 5 anos de experiência, ela conecta a cultura sul-americana ao cenário social e político de Nova York. Especializada em reportagens de alto impacto sobre literatura, artes e economia internacional para a plataforma Facetubes.

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Dayélli Souza Há 2 semanas Curitiba- PRQue bom.
Marko MoroHá 2 semanas Curitiba PREssa sim. Aqui sim. Dá vontade de ler até o fim.
Luizinha LolaHá 2 semanas Rio de Janeiro RJViva a Plataforma maior. Quanta coisa linda pra se ler.
Sancler, AbbyHá 2 semanas NYExcellent information, Bennett. Your father in Brazil must be proud.
Luiza CandidaHá 2 semanas São Paulo SPHelena Bennet. Ela parece muito com alguém com quem estudei no Colégio SION, aqui em São Paulo. Será??????????????????????????? Era Helena Soares.
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