Depressão não se resolve com cobrança, julgamento ou apelos à força de vontade. Buscar atendimento profissional pode interromper o isolamento e abrir caminho para o cuidado.
A depressão altera a forma como a pessoa percebe a própria vida, os vínculos, o trabalho e aquilo que antes produzia interesse ou prazer. Não se trata de uma escolha nem de ausência de determinação.
A Organização Mundial da Saúde define o episódio depressivo pela presença persistente de humor deprimido ou perda de interesse, acompanhada por outros sintomas que podem comprometer o funcionamento cotidiano. A OMS também registra que existem tratamentos eficazes e orienta a procura por atendimento quando surgem sintomas de depressão. Nesse ponto, a frase “ninguém escolhe adoecer”, escrita por Joizacawpy Costa, nestes primeiros ensaios que se sguirão a seu novo livro, deixa o campo do slogan e encontra respaldo clínico: o sofrimento precisa ser reconhecido para que possa ser tratado.
O momento de pedir ajuda pode representar uma mudança concreta no curso desse sofrimento. Márcio Bernik, psiquiatra e coordenador do Programa de Transtornos de Ansiedade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, resume a questão sem rodeios: “Não dá para fingir que o problema não existe. Não dá para imaginar que a pessoa vai resolver sozinha.”
O médico recomenda que a busca comece por avaliação psiquiátrica ou por uma unidade básica de saúde, a partir da qual podem ser consideradas psicoterapia, abordagens comportamentais e, quando indicada, medicação. A escolha do tratamento depende da avaliação de cada caso e das necessidades daquela pessoa.
Reconhecer o momento de procurar auxílio também exige atenção às mudanças que persistem. Christian Dunker, psicanalista e professor titular do Instituto de Psicologia da USP, aponta alterações no sono, alimentação, libido, medos intensos, ideias fixas e mudanças de humor entre sinais que merecem observação.
Sua orientação é direta: “Quando esses sinais persistem [...] e o sofrimento se torna algo maior do que a gente acha razoável, é hora de buscar ajuda.” O cuidado profissional começa justamente nessa escuta: compreender o que mudou, há quanto tempo mudou e de que maneira aquele sofrimento passou a interferir nas relações, no trabalho e na capacidade de conduzir a própria rotina.
No Brasil, a Linha de Cuidado da Depressão do Ministério da Saúde recomenda procurar um profissional quando sinais e sintomas permanecem por pelo menos duas semanas e ressalta que receber ajuda mais cedo favorece o processo de recuperação. A porta de entrada - se não tiver Plano de saúde - é a Unidade Básica de Saúde; os Centros de Atenção Psicossocial integram a rede destinada aos casos que exigem acompanhamento especializado.
ATENÇÃO: a família e os amigos também ocupam um lugar decisivo quando oferecem presença, escuta e apoio para chegar ao atendimento. Em situações de risco imediato, a orientação é procurar os serviços de urgência. O CVV mantém ainda o telefone 188, gratuito e disponível 24 horas, para apoio emocional — um serviço de escuta que não substitui tratamento médico ou psicológico. Mas que pode ajudar no momento exato.
Portanto, Joizacawpy Costa. Parabéns por liderar esse movimento pró-vida. Parabéns pela coragem de sair do quarto escxruto, escancarar a janela e gritar para milhares de pessoas que precisam ouvir esse grito para criarem coragem e pedir ajuda. Fique firme Joiza. Essa atitude sua, além de garantir paz, lhe trará a certeza de que você está fazendo um grande bem para todos os que sofrem com esse que é considerado "o mal do Século XX". Vale ainda conceituar que, historicamente, o termo "mal do século" (ou mal du siècle) surgiu no romantismo francês do século XIX para descrever o tédio, a melancolia e a desilusão, saiu dos romances, da ficção e veio de forma dolorosa e constante, abalar milhares de pessoas até nossos dias. Mas com coragem e adesões importantes de médicos, família e mídia, as consequências "finais" de muitas pessoas podem ser abortadas. Já está sendo!
Vídeo-Bônus:Joizacawpy Costa
A Voz de quem sofre, mas tem coragem de falar e buscar ajuda por uma razão muito simples: "você não precisa lutar contra a depressão sozinho", diz Joiza nos cards abaixo:
A música que integra esse vídeo acima foi produzida pelo músico Chiquinho França que vestiu de forma brilhante um poema de Joizacawpy chamado "Quem será".
Convidados FT Direito, cultura e a responsabilidade de pensar, eis as grandes ferramentas democráticas.
Especiais Médicas Dr. Ruy Palhano (especial): “O Corpo revela o que se passa conosco”
Jurídicas De Luis Augusto Guterres, “O QUINTO CONSTITUCIONAL”.
AÇÃO INCLUSIVA Elogiada uma das maiores iniciativas infanto-juvenis da literatura. A AMLIJ é a bola da vez na imprensa brasileira
Direitos Humanos Aumenta em 25% o número de pessoas em situação de rua no país
Consciência Negra A Contribuição da Poesia e da Arte, Negras, para a Identidade Brasileira Mín. 17° Máx. 32°
Mín. 17° Máx. 25°
ChuvaMín. 15° Máx. 21°
Chuva
Dr. Luis Augusto Guterres Direito, cultura e a responsabilidade de pensar, eis as grandes ferramentas democráticas.
Coluna de RUY PALHANO Dr. Ruy Palhano: “O Corpo pode revelar o que se passa conosco”
Academias Brasil/Exterior Coirmãs A angústia de Nauro Machado: o corpo também participa do poema?
DINO DE ALCÂNTARA Dino de Alcântara: “O GRITO DO PRAZER”. A Humberto de Campos