
ALERTA: em 2021 diante de tantos males, que tal repensar o uso abusivo do álcool e outras substâncias? Uns lutam pela vida; outros, jogam fora a oportunidade de viver...
Por que a bebida alcoólica é um marco desregulatório para quem tem problemas de dependência química?
Carreiras, amores, futuros: tudo por água abaixo, após o primeiro gole.
Estima-se que 2,3 bilhões de pessoas consumam álcool atualmente. Ele é consumido por mais da metade da população em três regiões da Organização Mundial da Saúde: Américas, Europa e Pacífico Ocidental. Há aqueles que bebem todos os dias e se embriagam alguma vez ou outra. Tem pessoas que bebem uma ou duas vezes por semana e se embriagam sempre; esses são considerados "bebedores progressivos" e já podem estar contaminados pela doença do alcoolismo. O percentual entre jovens é alarmante; 1 em cada 4 jovens, se embriaga pelo menos 4 vezes ao mês. E o pior: o machismo, a desinformação e o descontrole dos pais, acabam obrigando seus descendentes a tomarem uma dose de bebida alcoólica no começo da adolescência: 2 em cada 20 famílias no Brasil, agem assim, segundo pesquisas especializadas. Há uma quantidade imensa de jovens 'encarcerados' nas clínicas de recuperação, aumentando o custo/doente a algumas centenas de dólares. É hora de se perguntar: a 'cervejinha faz ou não faz mal a quem não pode e não deve beber?"
As famílias brasileiras têm conhecimento dos sintomas do alcoolismo? Por algum momento se depararam com algo que chamasse a atenção para determinados comportamentos anormais, em função do consumo abusivo do álcool, quando o consumidor é um doente alcoólatra e não tem ideia disso.
Ao final desta matéria, a equipe do Facetubes sugere que o leitor (com ou sem problema alcoólico) assista um dos filmes mais incríveis que trata do assunto.
Com números recolhidos em 2016, a sociedade se viu diante de mais de 3 milhões de pessoas mortas (fora as que os laudos médicos - não se sabe a razão - escondem a causa exata da morte ) - por uso nocivo (abusivo) do álcool, segundo relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), ou seja, uma em cada 20 mortes. Mais de 3/4 delas ocorreram entre homens. O relatório Global Status Report on Alcohol and Health 2018 apresenta um quadro abrangente do consumo de álcool e da carga de doenças atribuídas a ele em todo o mundo.
"Muitas pessoas, suas famílias e comunidades sofrem as consequências do uso nocivo do álcool por meio de violência, lesões, problemas de saúde mental e doenças como câncer e acidente vascular cerebral", disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. "É hora de intensificar as ações para evitar essa séria ameaça ao desenvolvimento de sociedades saudáveis", recomenda.
De todas as mortes atribuíveis ao álcool, 28% são resultado de lesões, como as causadas por acidentes de trânsito, autolesão e violência interpessoal; 21% se devem a distúrbios digestivos; 19% a doenças cardiovasculares e o restante por doenças infecciosas, câncer, transtornos mentais e outras condições de saúde.
Globalmente, estima-se que 237 milhões de homens e 46 milhões de mulheres sofram com transtornos relacionados ao consumo de álcool, com maior prevalência entre homens e mulheres na região Europeia (14,8% e 3,5%, respectivamente) e na região das Américas (11,5% e 5,1%, respectivamente).
Na classe alta, aqueles que usam álcool ou outras drogas de forma abusiva passam despercebidos e os casos são tornados públicos, pela grande influência politico-social do infrator.
Nas classes mais baixas, a grande imprensa não toma conhecimento em função da relevância da pauta. E assim, o alcoolismo avança sem que praticamente ninguém se dê conta de que essa doença mata. E mata muito, além de adoecer toda a família do envolvido. Pelo menos adoece as pessoas que amam o contaminado pelo alcoolismo. Pensem nisso em 2021. ainda há tempo.
O FILME
(Original do blog de https: CRISTIAN FERNANDES //www.paraentender.com.br/bill-w/)
Para Bill Wilson a vida era perfeita com uma mulher que o amava e uma promissora carreira. Mas com o impacto da grande depressão de 1930, sua vida desmorona em fracassos e sua mulher passa a testemunhar a lenta degradação profissional e moral do marido, que durante anos de entrega, cada vez mais, à dependência do álcool. Após várias tentativas para vencer sua dependência, um encontro com o dr. Bob, outro alcoólatra que também não conseguia sair do alcoolismo, transformaria sua vida.
Foto: os verdadeiros Bill Wilson e Bob Smith
Num momento em que a psiquiatria procurava encontrar um método para tratar o doente de álcool, Bill, que fazia parte deste movimento, decide que é hora de travar sua própria batalha. Funda então os Alcoólicos Anônimos, em 1935.
A instituição alcançou sucesso e se tornou a última esperança na vida de pessoas de todo o mundo. Recentemente, uma pesquisa comprovou os benefícios e mecanismos de mudança de comportamento frente ao álcool do modelo de 12 passos em comparação com a terapia comportamental cognitiva ou outros tratamentos ativos.
Uma história real. Uma luta vencida.
A história virou filme, estrelado por James Woods, como Bill Wilson (papel que lhe rendeu o Globo de Ouro de Melhor Ator em Filme para Televisão), e James Garner no papel do dr. Bob Smith. Para assistir O Valor da Vida (My name is Bill W) na íntegra, basta clicar aqui.
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