A vitória de Vitória.
*Mhario Lincoln
Começo este texto com uma felicidade imensa que tenho em ser útil, em produzir algum conteúdo útil a outras pessoas. Agora veja o que acontece com nossa nobre Vitória. Como deve se sentir últil, lá no fundo de sua alma, ao saber que, mesmo tendo algumas dificuldades inerentes à mobilidade física, ela entrega prazer (e tem prazer), felicidade (e tem felicidade), e emoção (e tem emoção), ao finalizar uma obra cheia de cores, construída ao (silenciosamente) explorar o mundo intrínseco, numa forma de espargir e, assim, ampliar um olhar artístico pessoal, dentro de um repertório tão diferente, até inimaginável.
Cada traço, cada cor inserida numa tela branca representa algo de uma expressividade cheia de talento. O esforço físico de carimbar a ideia não reflete a grandiosidade da concepção, a partir de milhares de sinapses, isto é, da comunicação entre os neurônios e os músculos, ainda disponíveis no controle - em certas ocasiões, espasmos coloridos - para, realmente entender, essa correlação fantástica pertinente a importante tarefa cognitiva, realizada pelo cérebro de Vitória, causando-lhe intensa euforia e dignidade, humanas. Maria de Fátima, mãe da artista, tem uma participação primordial em toda a estrutura produtiva. Pois só ela entende as manifestações e desejos da filha.
Isso representa a arte pura dela, por trás da formação dessas figuras e formas tão complexas. O mais importante é que tais ações fazem com que Vitória lide diariamente com outros desafios os quais descontroem igualmente a fragilidade do corpo em outras atividades.
A arte que Vitória faz, ratifica a vida que gostaria de levar e não, obviamente, a que a sociedade impõe. Vitória é a prova real de resiliência.
Esse fato - a resiliência - é de extrema relevância. Mais até, quando essa liberdade acrescida ao talento de Vitória, lhe devolve a possibilidade de expressão através dos conceitos de uma arte diferente, individual, fato que aumenta o estímulo cultural em toda essência, ajudando diretamente na construção da autonomia pessoal e intransferível.
Desta forma, a arte escancara o caminho para a autoestima, para confiança de transformar algo intransformável em qualidade e euforia, além de conotar autonomia de criação. O contato com as diversas formas, embutidas nas linguagens artísticas apresentadas nesses quadros, representa muito mais do que a expressão simplesmente física de cor por cima do linho emoldurado. Permite canalizar criativamente o potencial e as habilidades da artista.
Portanto, que Vitória seja livre em cores e pensamentos, a fim de mostrar ao Mundo que essas habilidades não são simples habilidades intuitivas, mas são presentes deixados por Deus para fazê-la feliz, sendo exemplo de superação e amor próprio.
*Mhario Lincoln
Presidente da Academia Poética Brasileira.
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Veja o vídeo. A produção e o incentivo desta campanha tem apoio de Chiquinho França, tio de Vitória, que irá fazer uma exposição das obras dela em São Luís e em Imperatriz. Aguarde local e data:
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