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Edomir Martins de Oliveira: "Uma Pedra no Caminho do Noivo". Capítulo 042

Do Livro: “Finalmente a Noiva Chegou

22/01/2021 às 11h19 Atualizada em 22/01/2021 às 13h48
Por: Mhario Lincoln Fonte: Edomir Martins de Oliveira
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Montagem: ML
Montagem: ML

Capítulo 42

Do Livro: “Finalmente a Noiva Chegou"

Edomir Martins de Oliveira é Vice-Presidente Nacional da APB

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UMA PEDRA NO CAMINHO DO NOIVO

O noivo trabalhava no interior do estado e combinara com a noiva que casariam na data, já acertada entre eles, na Capital. Conheceram-se em um trabalho de jovens em uma Igreja evangélica, cuja reunião foi marcada para às 18 horas.

Por ter havido uma interrupção de energia elétrica no bairro, a Igreja estava às escuras e o Conselheiro dizia a todos que não convinha agir precipitadamente e começar os trabalhos sem que a energia elétrica fosse restabelecida. Mas a mocidade, com a energia que a idade lhes dá, entendia que deveriam começar os trabalhos com luz de velas. Só não queriam que faltasse a energia própria a cada jovem.

Assim, mesmo contrariando o Conselheiro, começaram a reunião à luz de velas, e foi até uma noite muito romântica. Foi quando o jovem dirigente dos trabalhos, - que esperava a sua pretendida de há muito, sem encontrá-la, - mesmo na penumbra, viu uma moça linda chegar à porta da Igreja e ficou encantado com ela. Foi como se diz “amor à primeira vista”.

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          Terminado o trabalho religioso, o jovem foi à porta da Igreja cumprimentá-la e sentiu que houve atração recíproca. Pediu para acompanhá-la até sua casa, mas ela disse que estava com um casal de primos e que ficaria para outra vez. Ele, então, perguntou se poderia lhe telefonar no dia seguinte e ela concordou. Anotou o telefone. Marcaram um encontro para alegria recíproca.

          O rapaz levou-a a um passeio pela cidade, seguindo pela Praça dos Amores, Fontes Históricas da Cidade, etc., depois acompanhou-a até sua casa e marcaram novo encontro e outro, e mais outros, e tudo prosseguia em um namoro tranquilo.

          Depois de um ano, ele já funcionário de um banco oficial e tendo concluído o curso superior, noivaram. E marcaram data para o casamento. Começaram então os preparativos. Ele foi logo comprar mobília e demais utensílios necessários para uma casa. Voltou para seu trabalho no interior. Obtivera dela a concordância para que quando casassem fossem morar na cidade do seu local de trabalho, onde ele alugaria uma casa.

Um mês antes de casarem, ele foi à capital e comprou terno novo para o casamento. A jovem tratava do seu vestido de noiva e peças do enxoval.

          Com a roupa comprada, para não haver atraso na entrega, o noivo recomendou ao lojista que não esquecesse os ajustes finais necessários e que receberia quando voltasse. Assim voltou à cidade de trabalho. O retorno para a Capital, foi na véspera do casamento. A viagem foi demorada com contratempos que surgiram, e ele chegou à noite, indo logo encontrar-se com a noiva. Ele lhe perguntou se iria atrasar para a cerimônia, ao que ela disse que estava em seus planos chegar até primeiro que ele. E assim, sorriram de felicidade.

          Casariam às 11 horas da manhã. As oito horas ele foi à loja receber a roupa, e teve a maior decepção, pois ainda estavam trabalhando nos ajustes. Ele estressado com o horário, ao receber o seu traje saiu da loja às pressas.

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           Saiu acelerado, pisando em um paralelepípedo solto na rua e foi ao chão, tendo como consequência uma forte dor no tornozelo, que o estava impedindo de caminhar direito. Sabia que o mais indicado era procurar um Hospital de Emergência, para avaliação médica, porém, não teria tempo e nada iria impedi-lo de honrar o seu tão sonhado compromisso de casar. Mas a dor excruciante, típica de uma entorse violenta, só aumentava, o que o fez procurar um médico. Porém, esse profissional explicou–lhe que teria que imobilizar o pé.

          Ele ainda insistiu com o médico se não poderia deixar para imobilizar o seu pé mais tarde, pois estava indo para seu casamento. O médico então lhe informou que esse seria mais um motivo para a imobilização, pois do contrário não conseguiria dar um único passo na igreja. E como queria era chegar ao local do casamento, onde sua amada o aguardava, aquiesceu.

 Vendo que inevitavelmente iria se atrasar, telefonou para a casa da noiva para informar o que lhe aconteceu, com o intuito de preveni-la do atraso. Mas o telefone só chamava, pois, a família toda já havia saído. Àquela época, o telefone celular não existia, e a angústia do noivo só aumentava. O médico fez uma imobilização rápida e emprestou uma muleta para ele. No Hospital mesmo aproveitou para se vestir, já que portava a roupa do casamento, e saiu esquecendo a dor, pois o desespero com o seu atraso doía muito mais àquelas alturas.

Enquanto isso na igreja, a noiva estava uma pilha de nervos e o burburinho corria solto. Uma famosa fofoqueira da cidade dizia a outra amiga com quem tinha grande afinidade, que achava que o rapaz havia desistido e que ele nunca a enganara, pois ninguém podia ser tão bonzinho assim. Uma outra convidada disse que concordava e já imaginava a vergonha que a noiva ficaria pelo abandono no altar. E a outra já emendava: - tanto gasto para nada.

A daminha de honra chorava copiosamente, porque queria muito subir ao altar e sonhou demais com esse dia, mas uns coleguinhas haviam dito para ela esquecer, porque não haveria mais casamento.

Eis que, um recado providencial chegara para a noiva: Ele havia sofrido um acidente, mas já estava a caminho. Com quase uma hora de atraso o pobre noivo chega. Desceu do táxi mancando, de muleta, mas tudo que ele queria era ver a sua noiva, a essas alturas desolada, e justificar o ocorrido. Qual não foi a alegria da noiva ao vê-lo!!! Quebraram os rituais, se abraçaram ali na calçada da igreja e choraram.

A noiva condoeu-se muito quando viu o pé do seu amado. Fazendo um gracejo lhe disse: - “não disse que eu chegaria primeiro?” -  E os dois riram com um sorriso de muita alegria.

          O Pastor celebrante do casamento religioso com efeito civil, os padrinhos, testemunhas, noiva e convidados todos, felizmente, ainda estavam no aguardo do noivo, e muito preocupados. Mas que felicidade e alívio saber que apesar de todo o ocorrido, o casamento iria acontecer.

          Mesmo com o acidente, a noiva estava radiante e entrou com o seu pai triunfante na igreja. O noivo pediu muitas desculpas ao Sacerdote e aos convidados.

          Até as criancinhas brincavam pela igreja imitando o andar do noivo com a sua muleta. Um casal conhecido na cidade, ela por ser adorável dizia:  - que lindo ver a emoção do noivo entrar, chorando de felicidade!  Ele por ser ranzinza, ressaltava: - Não vês que ele está chorando de dor no pé? Enfim, cada um, projeta em suas palavras aquilo que carrega na sua essência.

          A cerimônia foi linda, com uma mensagem sacerdotal muito tocante, onde lágrimas de emoção rolaram entre os familiares, e convidados com o SIM dos noivos. O sacerdote citou ao final da cerimônia o Salmo 5:11-12: “Mas regozijem-se todos os que confiam em ti; folguem de júbilo para sempre, porque tu os defendes; e em ti se gloriem os que amam o teu nome. Pois tu, Senhor, abençoas o justo e, como escudo, o cercas da tua benevolência”.

          E todos entenderam que aquela mensagem foi bem apropriada ao casal.  E apesar dos contratempos, foram protegidos e abençoados por Deus. E a daminha? Estava felicíssima. Entrou lindamente na igreja e teve um comportamento exemplar, contagiando os convidados com a sua graciosidade; e os amiguinhos impertinentes que a fizeram chorar, ficaram arrependidos ao vê-la encantadora no altar.

          O casamento deixou em todos a certeza de que o casal teria uma vida conjugal muito feliz. O garotinho que imitava o noivo mancando, foi repreendido por um convidado e chorou. E a daminha, na saída, lhe disse: -vi o que aconteceu contigo. Foste repreendido e choraste. Deus é justo.

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Capa.
Capa.

NOTA DO EDITOR: diante dos inúmeros acessos que esta coluna tem tido ao longo

de um período de 1 ano de publicações, a se completar em março de 2021, o Conselho Editorial do facetubes.com.br decidiu inciar uma campanha para maior aproximação entre o colunista, professor Edomir Martins de Oliveira, vice-presidente da Academia Poética Brasileira, e seus leitores. Nesta primeira etapa, o professor Edomir irá presentear aquele que mais se aproximar da verdadeira história dessa crônica, (quem são os personagens), que poderá ser sugerida nos comentários normais que são feitos à matéria. O livro é muito interessante. Chama-se REFLEXÕES BÍBLICAS", que integra um duo editorial, juntamente com a escritora Fernanda Rufino ("Nunca Pare de Lutar. Nunca!").

Uma obra muito interessante, isto é, dois livros em um. Dois bons autores numa só publicação. À propósito, o prof Edomir tem as seguintes publicações: "A Águia e o Roxinol", "Elementos de Direito", "Pétalas Caídas", "!4 Momentos", "Sobrevoando uma Vida",  "Dois Discursos" e inúmeras publicações no campo do Direito, entre outras.

(Em tempo: caso dois ou mais leitores acertem, será feito um sorteio de 2 livros).  

 

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Elza BernardesHá 5 anos São LuisMais uma linda mensagem, Dr Edomir. Sempre uma narrativa saborosa e construtiva.
Edomir Martins de OliveiraHá 5 anos Sao Luis-MAAgradeço profundamente sensibilizado aos leitores e comentaristas que se fizeram presentes a esta crônica no decorrer desta semana. Amanhã, como faço toda sexta-feira, tem a publicação de outra. Obrigado.
Ju Livenski, 79 anosHá 5 anos Ponta Grossa PRedomir, que bom que Carminha ganhou. Moro no mesmo prédio dela. Logo que ela leia o livro vou pedir emprestado. Blz? Abraços, insigne e valoroso cronista.
Fatima GatinhoHá 5 anos São LuísCrônica maravilhosa!!!
Vicente Figueiredo Há 5 anos Paço do LumiarAchei que essa história havia se passado com o referido autor e sua amada. Grande beijo. Parabéns, mais uma vez. És um grande poeta
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Edomir Martins de Oliveira
Sobre o blog/coluna
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