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Um Jesus diferente dos Europeus? Por que, não? A real fisionomia do Filho de Deus

Pesquisa da historiadora e professora Joan Taylor.

27/01/2021 11h00 Atualizada há 3 semanas
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Por: Mhario Lincoln Fonte: History10.com
Esta seria a aparência de Jesus?
Esta seria a aparência de Jesus?

Evidências Mostram Qual Seria A Verdadeira Aparência De Jesus Cristo

Textos escolhidos: original de History10.com

Mesmo nos dias atuais, é comum a crença de que Jesus era um homem branco e barbudo, que estava sempre vestido com uma túnica branca ou bege. A maioria das pessoas acredita nessa ideia, já que as representações artísticas de Jesus Cristo sempre o caracterizaram dessa forma. Mas será que ele era assim mesmo? Recentemente, a historiadora e professora Joan Taylor, da King’s College, anunciou que tem provas sobre a real fisionomia do Filho de Deus.

Por Que Os Pintores O Retrataram Assim?

Se Jesus Cristo de fato não tinha a aparência pela qual o conhecemos, por que a maioria dos pintores e artistas elegeram esse visual para ele? Ao que tudo indica, foi por uma questão prática. Séculos atrás, os artistas ganhavam a vida fazendo pinturas dos diferentes deuses pagãos que eram cultuados em sua região. Com o passar do tempo e a popularização do Messias, os pintores atribuíram a ele a mesma fisionomia desses deuses.

Acessórios.

Acessórios Inadequados À Época

Atualmente, historiadores também apontam inadequações quanto aos acessórios e outros itens usados por Jesus, nas pinturas. Segundo os especialistas, muitos desses objetos não existiam na época em que ele viveu. Imagine aquelas pinturas nas quais vamos Jesus com uma auréola, sentado sobre uma cadeira suntuosa, cheia de adornos. Nada disso faz sentido. As pesquisas conduzidas por Joan Taylor mostraram que Jesus era, na verdade, um homem simples e modesto.

O Bom Pastor.

O Que Está Escrito Na Bíblia?

No âmbito da religião, sempre existiram debates sobre o que está e o que deixa de estar na Bíblia. Em geral, a discussão é calorosa. Mas um fato intrigante é o de que o texto bíblico faz algumas referências à fisionomia de Jesus. Em determinadas passagens da Bíblia, o Bom Pastor é descrito como alguém que não se destacava na multidão. Em outras palavras, Jesus tinha a aparência de um homem comum.

O Estilo Do Momento

Além dessas vagas descrições, não é possível identificar quaisquer outros detalhes a respeito da aparência de Jesus Cristo. Talvez essa indefinição tenha impulsionado os artistas a recorrerem à licença poética e ao estilo da época, nos séculos passados, para criarem sua versão do Messias. Em certos períodos, os pintores tampouco se restringiam a criar retratos: eles adotavam o estilo do momento, que poderia ser simplesmente o da representação simbólica.

Uma Pessoa Modesta

Os pintores também representaram Jesus caminhando sobre planícies, conduzindo rebanhos de ovelhas. A intenção dos artistas era mostrar que ele era “o Bom Pastor”, ou o pastor de sua gente. A imagem do pastor era considerada adequada e seus seguidores se identificavam com ela. No entanto, é preciso lembrar que essas pinturas foram produzidas no período da Roma Antiga e muitas foram descobertas em Roma, região extremamente distante daquela onde Jesus viveu.

Versão consolidada.

A Versão Consolidada

Determinados rostos e características físicas simplesmente ficam impregnados em nossa memória. Durante a Idade Média, a ideia de que Jesus era um homem branco e que usava barba foi aceita plenamente pelos fiéis. Naquele período, perdeu força a antiga “versão” de Jesus como um pastor que conduzia seu rebanho. A representação oficial passou a ser, portanto, aquela que ainda hoje persiste: a do Jesus caucasiano, de barba e cabelos longos.

Licença Poética.

Licença Poética

Na falta de descrições precisas, a licença poética se faz necessária. Ao longo da história, como a Bíblia não fornecia uma descrição exata de como Jesus era fisicamente, os artistas tiveram de encontrar seu próprio caminho. Nesse sentido, os pintores de diferentes épocas recorreram à imaginação e sua interpretação pessoal sobre a aparência do Filho de Deus. Pinturas feitas em outros períodos também serviam de inspiração para esses talentosos artistas.

Imitando Outros Artistas

Com as informações que se tem hoje, é possível traçar o caminho da representação visual de Jesus. Assim, observou-se que os artistas criaram sua versão de Cristo, mas tendo como modelo antigas pinturas de deuses da mitologia. Portanto, diversas obras que tinham a intenção de representar Jesus apresentavam inegáveis semelhanças com criações de épocas e culturas diferentes. De certa forma, para elaborarem a arte cristã, os pintores acabaram se apropriando de fontes mitológicas.

Exemplo.

Um Bom Exemplo

Para que você entenda o que estamos querendo dizer, tomemos o exemplo de Zeus. As esculturas relacionadas ao deus grego sempre o representaram como um homem de cabelos compridos e uma imponente barba. Parece familiar, certo? A efígie de Zeus é inspiradora e fascinante para nós, nos dias atuais, assim como foi para os artistas do passado. Não temos dúvidas de que os pintores desejaram que suas obras causassem a mesma impressão nas pessoas.

Somos Parecidos

É claro que a elaborada e fascinante imagem de Zeus não impressionou somente os artistas. Líderes políticos também cobiçavam as características estéticas do deus grego. Se observarmos as efígies criadas para Augusto, concluímos que o egocêntrico imperador romano desejava ser representado como um clone de Zeus. Apesar do talento e criatividade dos artistas, na realidade o imperador de Roma não tinha nenhuma semelhança física com o poderoso deus da cultura grega.

Mais Do Mesmo

Augusto.

 

Para que sua imagem fosse reconhecida pelas pessoas, o vaidoso imperador orientou o escultor a fazer algumas alterações na sua estátua. Assim, a versão final da efígie de Augusto teria de passar por uma “reedição”. Afinal de contas, ao contrário de Zeus, o líder romano tinha cabelo curto e não usava barba. Mas as pessoas daquele tempo só se interessavam por elementos que remetiam à arte bizantina. Por isso, a estátua de Augusto continuou parecida com a do deus grego.

O Trono Simbólico

A historiadora Joan Taylor afirma que Jesus provavelmente nunca se sentou em um trono, como vemos em muitas pinturas, afrescos e outras obras de arte. Ainda que essa seja uma forma bastante difundida de se retratar o Filho do Homem, o trono não é nem um pouco verossímil. Contudo, não se pode negar que essa representação é carregada de elementos simbólicos, aludindo à admiração por parte dos fiéis seguidores de Cristo.

Gurreiro/Evangelizador.

A Nova Aparência

Ao estudar essas obras de arte, os historiadores chegaram a conclusões realmente interessantes. Para eles, ficou claro que certos elementos das obras originais foram alterados, com o intuito de se adequarem à temática religiosa. Tanto pinturas quanto esculturas e outras criações sofreram mudanças. Um exemplo disso, na pintura, é quando uma espada é substituída pela Bíblia. Essa alteração muda o sentido da tela original: o guerreiro se torna, enfim, um evangelizador.

Criando Um “Look”

Com o passar do tempo, as pessoas começaram a ter expectativas quanto à maneira como Jesus era caracterizado. Em resumo, seus seguidores desejavam que ele tivesse a mesma aparência em todas as representações. Assim, os artistas passaram a vestir o Messias com a conhecida túnica branca e a mesma expressão facial. Também é possível vê-lo com uma auréola flutuando sobre a cabeça. Segundo Jean, isso fazia com que as pessoas o vissem como um homem bondoso.

Divino e Poderoso.

Divindade E Poder

Quando os artistas começaram a pintar Jesus dessa forma, a intenção era evidenciar sua natureza divina e santificada. Se nos lembrarmos dos super-heróis contemporâneos ou nos deuses ancestrais da mitologia greco-romana, constatamos que o cabelo comprido é como um símbolo de poder e força que eles carregam. A simbologia do cabelo longo persiste em nossa sociedade. De maneira similar, a imagem que se difundiu de Jesus alude a tais personagens.

Santo Sudário.

Um Destaque Na Multidão

As autoridades no assunto estão de acordo com um ponto: manter determinado padrão para a imagem do Salvador foi uma decisão realmente importante. Como a aparência de Jesus passou a apresentar características específicas, que se repetiam em diversas obras ao longo da história, seu reconhecimento também se tornou mais fácil. É bem menos complicado identificá-lo na multidão de pessoas que compõem uma pintura, devido aos traços já familiares para os seus seguidores. Há alguns séculos, desde que se descobriu o Sudário de Turim, é possível especular sobre a real aparência de Jesus. Também conhecida como Santo Sudário, acredita-se que essa peça de linho tenha sido utilizada para recobrir o corpo de Cristo, em seu sepultamento. Por questões místicas ou não, a verdade é que o tecido adquiriu a imagem de um homem que poderia ter sido Jesus. Junto com outros artefatos, o sudário poderia dar indícios de sua verdadeira fisionomia.

 

Alguns Historiadores Questionam

Um historiador norte-americano têm sérias dúvidas sobre a legitimidade do sudário. Ele declarou que fraudes ocorriam até mesmo no período da Idade Média, sendo perpetuadas pelas mesmas razões pelas quais o são atualmente. Nesse sentido, o suposto golpe do Santo Sudário tinha o poder de gerar controvérsias e discussões no ambiente religioso. Além disso, por meio desse tipo de fraude, os autores do golpe conquistavam notoriedade e influência no âmbito da espiritualidade.

A Investigação Se Aprofunda

Em vez de confiarem apenas em pinturas medievais, Joan e sua equipe estudaram outras relíquias da antiguidade. Entre essas relíquias, havia velhos rolos de papiro do Egito e até mesmo restos mortais encontrados em áreas onde se enterravam pessoas. O objetivo era compreender qual seria o visual de alguém que tenha vivido exatamente durante a época de Jesus. Essa seria a melhor forma de determinar a aparência de Jesus, no período em que ele viveu.

O Manto.

Ele Jamais Usaria Um Manto!

Inicialmente, a pesquisadora e seus colegas determinaram que tipo de roupa um homem de poucos recursos financeiros usaria num dia normal. Naquela época, seria muito estranho ver alguém usando qualquer tipo de capa. Membros do clero ou da realeza poderiam ser vistos com trajes desse tipo, mas ainda assim seria algo pouco usual. A Bíblia de fato menciona que João Batista tinha um gosto eclético para roupas, mas não cita nada quanto às vestimentas de Jesus.

Como Ele Se Vestia

Por meio da análise de antigos pergaminhos egípcios e obras de arte, os pesquisadores conseguiram chegar a algumas conclusões sobre as roupas de Jesus. Na verdade, as evidências apontavam para estilos de roupas possivelmente usadas por pessoas comuns, na época em que o Messias viveu. Após intensos períodos de investigação e estudos, a equipe chegou a uma representação bastante precisa de como seriam as vestimentas de um homem daquele período.

O Tamanho Das Túnicas

Uma das conclusões mais curiosas foi sobre a extensão das roupas. Segundo a pesquisadora, naqueles tempos, os homens realmente usavam túnicas. Mas, ao contrário do que se vê nas pinturas, as túnicas eram curtas! Na época de Jesus, todos os homens vestiam túnicas que iam somente até a altura dos joelhos. Isso permitia que eles trabalhassem e se locomovessem com facilidade. Para eles, não seria nem um pouco prático usar túnicas maiores.

Quem Vestia Mantos Até o Chão?

E o que podemos dizer sobre os mantos? Na pesquisa, Joan descobriu que havia diferentes classes sociais no período de Jesus, e que as classes mais altas usavam roupas mais longas. Para se diferenciar dos pobres, os nobres tinham capas e mantos compridos. Isso mostrava que eles não precisavam trabalhar para viver, já que roupas maiores e adornos restringiam seus movimentos. Essa é mais uma prova de que Jesus nunca usou mantos longos: ele era um homem pobre.

As cores.

A Cor Também Era Outra

Em conclusão, assim como qualquer outro homem de sua classe social, Jesus teria se vestido com túnicas que terminavam no joelho. Mas será que eram túnicas brancas, como mostram as obras de arte? No período em que ele viveu, não havia nenhum método que tornasse os tecidos brancos. A maioria das túnicas que se utilizavam eram feitas de lã pura. Na verdade, a Bíblia indica que as roupas de Jesus só se tornaram brancas e brilhantes quando ele se transformou em um ser celestial.

Acessórios

Há outro detalhe que costuma aparecer nas obras de arte relacionadas à vida de Jesus: a capa ou o véu azulado. Nas pinturas, frequentemente vemos o Messias com esse tipo de acessório se sobrepondo às suas roupas. Contudo, mesmo após muitas discussões, não se chegou a nenhum consenso sobre o uso desse adorno ou o fato de ele ser azul. Na verdade, Cristo provavelmente nunca vestiu um véu ou capa desse tipo.

As vestes.

Retratando As Vestes De Cristo

Existem milhares de obras de arte representando a crucificação, tanto no âmbito das artes plásticas quanto no universo cinematográfico. Em todas essas obras, Jesus é visto usando uma túnica curta e uma capa. Para alguns historiadores, essa capa provavelmente era um tipo de veste destinada a momentos de prece, substituindo o manto tradicional. Faz sentido, já que a capa era o tipo de acessório que tradicionalmente se utilizava em ocasiões como aquela.

Mais De Um

É provável que Jesus Cristo tenha tido mais de uma opção de xales destinados a práticas religiosas. Na Bíblia, podemos encontrar algumas referências a esse tipo de roupa. Uma delas está presente na descrição da cena em que Jesus banha os pés de seus seguidores. Em outra passagem bíblica, menciona-se novamente o xale usado pelo Nazareno, durante um momento de oração. Por isso, acredita-se que ele tenha sido portador de uma pequena coleção desses xales.

Sandálias.

Nos Pés De Cristo

A historiadora Joan Taylor conseguiu determinar o tipo de sapato provavelmente usado por Jesus. Para isso, a pesquisadora recorreu a relíquias encontradas na área onde ele supostamente viveu. Acredita-se que essas relíquias sejam os calçados daquela época: o que se descobriu foram pedaços de tecido costurados, formando uma espécie de sandália. Joan concluiu que aquele deve ter sido o estilo de sapatos que Jesus havia usado para proteger os pés.

Seria a face real de Cristo?

A Face Real

É claro que todos nós adoraríamos saber, com exatidão, qual foi o verdadeiro visual de Jesus Cristo. Sabemos que as representações artísticas podem ser enganosas, exageradas ou simplesmente pouco realistas. Mas outras descobertas podem ser o caminho para que se tenha uma versão mais precisa da real face do guru cristão. No território onde Jesus viveu, arqueólogos encontraram restos mumificados, os quais tinham atributos faciais gregos e egípcios.

A Resposta

Mas, por mais irônico que isso possa soar, é a arte, especialmente a pintura, o tipo de evidência que conduz à determinação final sobre a aparência de Jesus. As pinturas que adornam as múmias egípcias costumam mostrar as características faciais da pessoa falecida. Na investigação, as múmias analisadas eram todas de pessoas que viveram e morreram na mesma época que Cristo. Assim, essa pintura é considerada a representação mais exata que se tem do Filho do Homem.

A Melhor Evidência

Mas também existe outra forma de se determinar a fisionomia de Jesus: examinando outra evidência, a qual se encontra em uma sinagoga extremamente antiga. A evidência está em estado de conservação relativamente bom, o que permite a análise e a comparação com outras representações de Cristo. Portanto, temos essa “nova” prova de qual seria a aparência do Salvador. A área se tornou um magnífico local de adoração.

Pistas de Moisés

No entanto, a resposta para esse grande enigma não poderia ser tão simples. Afinal, estamos falando de alguém que viveu milênios atrás, quando ainda não existiam câmeras e sequer se imaginava o que era uma foto. Na antiga sinagoga, o item que poderia encerrar a discussão sobre esse assunto era, na verdade, uma representação de Moisés, um importante profeta. Mas como isso poderia ser a peça que faltava em nosso quebra-cabeça?

A pesquisadora Joan Taylor afirma que a pintura de Moisés é uma boa pista. Por meio dessa evidência, podemos ter uma breve noção de como as pessoas daquele tempo imaginavam os profetas. Se considerarmos que aquelas pessoas viveram no mesmo período que Jesus, aquela pintura parece fornecer boas respostas. Na imagem descoberta na sinagoga, Moisés usa o mesmo estilo de roupa que a historiadora indicou que Jesus usaria.

Farinha Do Mesmo Saco

Apesar das semelhanças, certas diferenças entre Jesus e Moisés já devem ter passado pela sua cabeça. Talvez a principal divergência entre os dois seja em relação aos cabelos. Enquanto Jesus costuma ser apresentado com barba e uma bela cabeleira, Moisés aparece com cabelos curtos. Essa última representação parece ser mais a mais confiável, já que as madeixas longas e esvoaçantes eram associadas, naquela época, ao sexo feminino ou a divindades.

Os Pintores Acertaram

Ao longo de toda a sua pesquisa, Joan Taylor constatou que os pintores e artistas do passado acertaram quanto aos pelos no rosto. A historiadora relembra que, na época em que Jesus viveu, ele e seus seguidores costumavam peregrinar muito. Durante essas viagens, era pouco provável que os homens encontrassem barbeiros no caminho e, portanto, a barba cresceria livremente. Esse dado é confirmado por meio do retrato de Moisés, que também ostenta uma barba.

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