Quem é quem.
Monica Puccinelli, poeta e membro da APB
Querido amigo me pedes para eu te falar de mim. Fiquei sentida por não ser criança, pelo tempo a mim dado, pelo tempo já passado, ao mesmo tempo fiquei feliz por sentir e lembrar como eu teria falado de mim : Teria contado qual meu ultimo brinquedo que ganhei, o nome de meu melhor amigo, a briga que tive com fulano, quanto gosto de pular corda e andar de bicicleta. O tempo passou e hoje nem minhas netas estão nesta fase, mas, acredite, eu ainda gosto de brincar, porem falar-te de mim e bem mais complicado, o adulto que vive com a criança que fui, é mais severo na analise da palavra, ele é atento a não se supervalorizar, nem se denegrir, este adulto tem e sempre teve certeza de uma coisa, ele ama a vida e dela aceita todos os desafios, não e fácil, tem horas que as forças o abandonam, mas é na queda, no escorregão que se encontra o reinicio do ciclo eterno da vida, é sentado no chão que se vê quanta gente já esta deitada, daí, você deita junto e se abandona, ou levanta e tenta ajudar aquele que ali perto de você esta esticando a mão.
Esta vendo amigo, falar de si não é brincadeira, se o fosse faria de mim um quadro com linda moldura, até cairia no escorregão da vaidade, gostaria poder expor uma figura belíssima transparente, tão bela quanto seu espírito.
Viu só amigo, pedir a outros que falem de si, corre-se o risco de não saber quem é quem.
****************
Quietude.
Monica Puccinelli, poeta e membro da APB
Naquela quietude, que só nos dias de chuva mansa se tem, é automático, recordar, buscar entre os guardados, recordações, fotos e fatos esquecidos, velhos discos (cd) roupa velha que não tivemos coragem de jogar porque traz viva, certa recordação.
Quanta memória, quantas historias, quanta vida, que longo caminha. La longe está guardada a tristeza vestida de juventude, inquietude, insegurança, rebeldia, a busca desesperada do não saber o que.
Barreiras rompidas, decisões tomadas, escolhas feitas, sem possibilidades de retorno ou conserto.
A busca constante do eu, que possa dizer eu sou e, isto me mostra como viver, sorrir, compreender.
O demorado encontro com a Fé, o sentimento vivo de finalmente poder dizer, sou espírito vivo, encarnado, iluminado, premiado pela capacidade descoberta lentamente, da paz conquistada, da Fé, que permite a todos que a tem, viver, viver e fazer dela o escudo mais leve, na caminhada do nosso existir.
****************
Seja bem vindo, vem!!!
Monica Puccinelli, poeta e membro da APB
À vontade e dizer vem que te amamos e mais adiante te amaremos, quando em nossos braços estarás.
Vem irmão vem nós ajudar a construir um mundo melhor, a compreender que verdadeiramente somos todos irmãos, vem nos mostrar que todos os dias a vida sempre recomeça, portanto todos os dias pode ser um reinicio, vem nos mostrar através de teu choro e teu sorriso que já estivemos assim como tu.
Ajuda-nos a encontrar em nós a lembrança da nossa espontaneidade, da nossa sinceridade, e do amor que estava sempre em nós, olhávamos sempre tudo com carinho.
Não nós deixes esquecer que acompanhando teu crescer, vamos reviver tudo que conosco já se passou; os primeiros passos, os primeiros dentes, mas não queremos que tu conheças as primeiras magoas, as primeiras decepções.
Gostaríamos que fosses premiado e junto nós premiasse, pois com tua vinda num passe de amor,
o mundo evoluirá e só reinará entre nós carinho caridade e compreensão.
Vem que nós te amaremos, vem!!!

Mín. 12° Máx. 17°