CENTRO DE ESTUDOS CONSTITUCIONAIS E DE GESTÃO PÚBLICA
CECGP articula suas tarefas de pesquisa em torno de Programas de Pesquisa em que se integram pesquisadores, pós-doutores provenientes de diferentes países.
Lord Cochrane, herói da Independência: por que alguns maranhenses desprezam o “Marquês do Maranhão”? – por Sergio Tamer
COCHRANE MARQUÊS DO MARANHÃO. BRASIL 200 ANOS – 1822-2022
“Somente esse fato, que deve ser visto com a grandeza da justiça, o mérito do reconhecimento, e com uma inafastável perspectiva histórica, seria o bastante para justificar a edificação, em São Luís, ao ensejo das comemorações do bicentenário da adesão do Maranhão à Independência, de uma estátua em homenagem ao Pacificador do Maranhão e garantidor de nossa emancipação política.”
Por Sergio Tamer*, presidente do Centro de Estudos Constitucionais e de Gestão Pública – CECGP
I – INTRODUÇÃO
Recomendado a D. Pedro I por José Bonifácio, que tomou conhecimento de seus feitos na expulsão dos espanhóis pelos chilenos [1], Lord Cochrane é nomeado Primeiro Almirante da esquadra naval brasileira com a missão de debelar os focos de insurgência à independência, recém proclamada [2]. Tinha ele 48 anos, quando veio ajudar D. Pedro a consolidar a nossa emancipação política, e aqui ficou por dois anos, entre 1823 e 1825. Bahia, Pernambuco, Maranhão e Pará mantinham laços diretamente com Portugal e seriam o alvo da missão Cochrane que partiu do Rio de Janeiro no dia 2 de abril de 1823 comandando a Nau Pedro I com mais de 600 praças [3].
Na época, São Luís tinha cerca de 12 mil habitantes, a maioria formada por escravos. O controle das ações políticas, econômicas e sociais ficava por conta dos comerciantes portugueses e de seus descendentes que aqui viviam. Eram os “portugueses do Brasil”. Em toda a Província, só havia o julgado do Mearim; e as Vilas eram: Alcântara, Caxias, Guimarães, Itapecuru-Mirim, Monção, Paço do Lumiar, Pastos Bons, São Bernardo, Tutóia, Viana e Vinhais [4]. O Maranhão foi considerado um caso especial, pois como é sabido essa província – e a do Grão-Pará – “nunca haviam feito parte do Brasil colonial e sempre estiveram diretamente subordinadas ao governo português em Lisboa”.[5] Contudo, o juramento de obediência ao Imperador e a adesão maranhense à independência foram realizados em 28 de julho de 1823, sem qualquer luta armada, por injunção direta e inquestionável de Cochrane.
---------------------------
Clique no link, a seguir, para ler a sequência: https://www.facetubes.com.br/galeria/338/centro-de-estudos-constitucionais-e-de-gestao-publica-cochrane-marques-do-maranhao-parte-02-artigo-do-dr-sergio-tamer

Mín. 12° Máx. 17°