ODE A HIPÁTIA (Hipátia de Alexandria)
De muitas crenças em tenra época,
do caos, grega guerra infame e pífia,
fugiram matemáticos e filósofos
progredindo a Alexandria egípcia.
E assim, conta a história
que de Téon nascia
a linda, doce e curiosa
Hipátia de Alexandria.
Versada por seu pai
em matemática e Astronomia,
adolescente levada foi
para escola da sabedoria,
pensamento e filosofia.
Situada na distante Atena.
Era ainda quase criança pequena.
Esta formação foi
a de Hipátia de Alexandria.
Retornando a sua terra,
nomeada professora foi da Academia.
De reconhecida religiosa tolerância,
desenvolveu o conhecimento
unindo em suas mãos
cristãos, judeus e pagãos.
E assim chegou à Diretoria
a jovem Hipátia de Alexandria.
Cortejada por homens,
Era de grande beleza e eloqüência,
Mantinha a virgindade.
Descartava-os a bela Hipatia
Apenas a ciência pertencia
Era “casada com a verdade”.
A pura Hipatia de Alexandria.
Confundindo matemática com bruxaria,
Assim acusou Cirilo a nobre Hipátia.
Blasfêmia!, diziam os cristãos de Alexandria.
Fanáticos católicos pelas ruas
a perseguiam.
Até que emboscada foi,
Pele com ostras arrancaram e...
ao final..
a triste Hipatia queimaram
E assim findou
A bela, sábia,
Solitária
Hipátia, que era ...
De Alexandria.
MARCIO RAMOS é Pernambucano. Nasceu em Olinda. Atualmente exerce a profissão de médico em Jaraguá do Sul-SC.

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