Parte 04
Advogado e escritor, de tradicional família de Montes Altos (MA), Márcio Ferraz conta: “Desde quando eu era criança, já ouvia falar de Sálvio Dino, como advogado e "homem das letras" do Estado... Pesquisou, resgatou e escreveu, por exemplo, sobre o Parsondas de Carvalho (persona que Sálvio tanto admirava) e é um dos símbolos culturais de Montes Altos (minha terra). Sem dúvida ficará uma lacuna imensa, mas ficará também tudo de excelência feito pela cultura do Maranhão pelas mãos deste ilustre filho de Grajaú.”
Homem do povo, que conhecia muito do futebol brasileiro, Sálvio Dino é lembrado por esse viés por alguns amigos, entre eles o empresário Newton Oliveira (falecido em 2021), de Imperatriz: “Mais um botafoguense nos deixa...”.
Meu amigo Fernando Mendonça, juiz de Direito, que bons serviços prestou à Justiça em Imperatriz e hoje está em São Luís, escreveu: “Muito querido e sempre atencioso com amigos e conhecidos! Os números da covid-19 transformados em pessoas amadas e exemplo de compromisso com a evolução da vida em sociedade. Pêsames à família enlutada!”
Nascido em São Paulo, mas definitivamente radicado em Imperatriz, José Emivaldo Carvalho Lima faz um “tour” pelas próprias lembranças: “Fazendo uma memória póstuma, lembro agora, também, desde meus tempos de criança, em Montes Altos. Sálvio Dino já fazia frente de movimentos políticos, nos meados dos anos 1970. [...] Tinha um “voz” [sistema de som] que divulgava sua chegada à cidade. Se não me falha a memória, quem fazia frente desses movimentos era o ex-prefeito Adail Albuquerque de Sousa, a saudosa Laura Rocha e também o Sr. Mesquita. Enfim, só boas lembranças hoje do passado. [...]”
Nascido em Carlos Chagas (MG), residente em Belo Horizonte e com negócios em Imperatriz, onde também mora, o médico veterinário, consultor e empresário rural Mauroni Cangussú, um dos maiores especialistas mundiais sobre fome e alimentos, convidado pela ONU para os mais importantes eventos sobre esse tema, relembra: “[Sálvio Dino foi o] Primeiro político que conheci aqui no Maranhão. Andando pelas ruas de João Lisboa, me desejou boas-vindas ao Maranhão. Aqui estou há mais de 30 anos.”
Júlia Gomes, advogada e de tradicional família de Montes Altos - MA, servidora aposentada do Tribunal Regional do Trabalho e do Tribunal Superior do Trabalho lembra-se de Sálvio Dino: “Meus sentimentos à família de nosso amigo ilustre Dr. Sálvio Dino. Tive a honra de atendê-lo muitas vezes na Justiça do Trabalho em Imperatriz, no exercício da advocacia. Guardarei sempre na memória uma ligação que recebi dele no primeiro semestre de 2017, me convidando para o lançamento em São Luís de um dos seus livros. Foi um homem notável, de grande inteligência e amor ao Maranhão. Deixou um grande legado. Que Deus o receba em Seus braços e lhe dê a salvação eterna!”
A médica Marilda Albuquerque Ferraz escreve: “Lamento profundamente a perda de um grande amigo do meu pai, Vanderly Ferraz, ex-prefeito de Montes Altos. Compartilhavam das mesmas ideias políticas e literárias! Que Deus o tenha entre os bons e os justos!”
O gerente comercial e escritor Humberto Barcelos, autor de livros de poesia e contos e membro de academias de letras no sul do Maranhão, relata: “– Um abraço, caro mestre. // – Igualmente, meu filho. Vou ficar aqui ao som dos meus passarinhos. // Estas foram as últimas palavras que troquei com o acadêmico Sálvio Dino, por telefone. Eu havia acabado de passar pelo doloroso processo de recuperação da covid-19. Falamos sobre bem-estar físico e literatura. Para aqueles que conheceram o mestre Sálvio não restam dúvidas a respeito da capacidade que ele possuía de nos ensinar através de suas vivências e conhecimento de nossa literatura. // Ele me falou empolgadamente sobre o livro no qual estava trabalhando, cujo lançamento seria/será em breve. Enquanto isso, era possível ouvir, ao fundo, os cantos dos passarinhos, que provinham do belo espaço ao redor de sua casa rodeada de natureza. Rodeada de tranquilidade. E, agora, rodeada de saudade. // Nossa cultura e literatura sempre necessitam de defensores para que ganhem o espaço merecido e necessário dentro da sociedade. Aqueles que nesse sentido se dedicaram são merecedores de elogios e reconhecimento, principalmente porque o objetivo final se resume no ato de educar. Educar para a vida. Nesse respeito tivemos o apoio incontestável de Sálvio Dino. // Nossas sinceras condolências à família enlutada e aos amigos que terão que lidar com a saudade.”
Cada ser humano tem dentro de si seu próprio cemitério. Ali ele guarda e cultiva seus mortos. Talvez hajam tumbas descuidadas, sepulcros não caiados... túmulos negligenciados, sepulturas indiferentes, mausoléus desleixados...
Como em todo campo santo, também no cemitério de nossa mente e coração há que se ter zelo pelos que se foram, cuidar ou ao menos (re)lembrar do legado que, querendo ou não, deixaram por aqui, para os dias sem fim que hão de vir.
Sálvio Dino é desses que lutou por coisas e causas nobres -- da História, da Cultura, da Arte, da Literatura... Da boa Política, da correta Administração, do bom Direito, da adequada Justiça.
Meio milênio antes de Cristo, um dos sete sábios da Grécia Antiga, Quílon de Esparta, escreveu e os latinos adotaram: “De mortuis nil nisi bonum” (“Não se fale nos mortos, a não ser para dizer bem”).
Cordial, cavalheiro, apaziguador, para se falar bem de Sálvio Dino ele não precisava morrer...
Os Céus ganharam seu mais entusiasmado tribuno...
Foto abaixo: Sálvio Dino e Edmilson Sanches, na direção de trabalhos em reunião da AIL.
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EDMILSON SANCHES
Administração – Biografias - Comunicação - Desenvolvimento - História – Literatura
PALESTRAS, CURSOS, CONSULTORIA
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