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Análise da poesia ESTUDO FORENSE, do acadêmico APB, seccional Paraná, e sócio-vitalício da entidade, poeta, escitor e músico Osmarosman Aedo.
(Ilustração e texto: MHL)
Senti-me como se esses versos trouxessem uma atmosfera melancólica e nostálgica, repleta de imagens poéticas que se entrelaçam em uma narrativa que descreve o pôr do sol e o encerramento de um dia. O autor utiliza uma linguagem sensível para retratar a transição do dia para a noite, e como esse momento é capturado em uma fotografia em preto e branco.
A escolha de palavras é cuidadosa, e há uma clara apreciação pela beleza e a sutileza da natureza. As aves em voo e suas penas que dançam com o vento são metáforas para a leveza e a delicadeza da poesia. O entardecer é personificado como uma "dama", sugerindo uma espera atenciosa para que todos possam saborear a magia do fim do dia.
A descrição da noite engolindo o entardecer e tocando cautelosamente as sombras, cria uma atmosfera poética que transmite um sentimento de encerramento e transformação. A imagem da foto em branco e preto representa o instante capturado no tempo, um momento efêmero que, apesar de já ter passado (???), permanece vivo através da poesia.
O desfecho com a aquarela finalizando sua obra e o pintor sendo comparado a um pincel de nuvem, traz uma metalinguagem interessante, sugerindo que a poesia é uma forma de arte que, assim como uma pintura, captura a essência dos momentos e das emoções.
No geral, os versos mostram um domínio da linguagem poética e uma sensibilidade em explorar a natureza e os sentimentos humanos. O poema convida o leitor a apreciar a beleza dos detalhes cotidianos e a refletir sobre a efemeridade da vida, enaltecendo o papel da poesia em eternizar esses momentos fugazes.
ESTUDO FORENSE
(Osmarosman Aedo)
Membro da Academia Poética Brasileira
Uma foto em branco e preto
Disfarçava a borda do dia
Desenhando no horizonte
O que mais tarde chamaria de pôr de entardecer o sol...
As aves que se dispunham
Exibir seus voares
Protegiam a leveza da poesia
Que o momento descrevia e narrava
Com uma sutileza de invejar
As penas que se desprendiam das aves
E bailavam juntamente com o vento...
A noite podia engolir o entardecer
Mas como uma dama, tardava
Para que todos pudessem sentir
Por mais um pouco o findar de mais um dia.
Cautelosamente e com mãos de fadas
Tocava as sombras que restavam
E as escurecia sem distorcer a imagem
Que os olhos iam guardar para todo um sempre.
A foto em branco e preto agora
Nada mais podia fazer com a poesia
Mas sabia com veemência
O que pretendia o poeta ao cortejá-la.
...assim, a aquarela finaliza sua obra...
...o pintor nada mais é, que um pincel de nuvem...

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