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MHARIO LINCOLN SINALIZA

21/07/2023 09h24
Por: Mhario Lincoln

() Razoável

() Bom

(X) Ótimo

 

Análise da poesia ESTUDO FORENSE, do acadêmico APB, seccional Paraná, e sócio-vitalício da entidade, poeta, escitor e músico Osmarosman Aedo. 

(Ilustração e texto: MHL)

 

Senti-me como se esses versos trouxessem uma atmosfera melancólica e nostálgica, repleta de imagens poéticas que se entrelaçam em uma narrativa que descreve o pôr do sol e o encerramento de um dia. O autor utiliza uma linguagem sensível para retratar a transição do dia para a noite, e como esse momento é capturado em uma fotografia em preto e branco.

 

A escolha de palavras é cuidadosa, e há uma clara apreciação pela beleza e a sutileza da natureza. As aves em voo e suas penas que dançam com o vento são metáforas para a leveza e a delicadeza da poesia. O entardecer é personificado como uma "dama", sugerindo uma espera atenciosa para que todos possam saborear a magia do fim do dia.

 

A descrição da noite engolindo o entardecer e tocando cautelosamente as sombras, cria uma atmosfera poética que transmite um sentimento de encerramento e transformação. A imagem da foto em branco e preto representa o instante capturado no tempo, um momento efêmero que, apesar de já ter passado (???), permanece vivo através da poesia.

 

O desfecho com a aquarela finalizando sua obra e o pintor sendo comparado a um pincel de nuvem, traz uma metalinguagem interessante, sugerindo que a poesia é uma forma de arte que, assim como uma pintura, captura a essência dos momentos e das emoções.

 

No geral, os versos mostram um domínio da linguagem poética e uma sensibilidade em explorar a natureza e os sentimentos humanos. O poema convida o leitor a apreciar a beleza dos detalhes cotidianos e a refletir sobre a efemeridade da vida, enaltecendo o papel da poesia em eternizar esses momentos fugazes.

 

ESTUDO FORENSE

(Osmarosman Aedo)

 Membro da Academia Poética Brasileira

 

Uma foto em branco e preto

Disfarçava a borda do dia

Desenhando no horizonte

O que mais tarde chamaria de pôr de entardecer o sol...

As aves que se dispunham

Exibir seus voares

Protegiam a leveza da poesia

Que o momento descrevia e narrava

Com uma sutileza de invejar

As penas que se desprendiam das aves

E bailavam juntamente com o vento...

A noite podia engolir o entardecer

Mas como uma dama, tardava

Para que todos pudessem sentir

Por mais um pouco o findar de mais um dia.

Cautelosamente e com mãos de fadas

Tocava as sombras que restavam

E as escurecia sem distorcer a imagem

Que os olhos iam guardar para todo um sempre.

A foto em branco e preto agora

Nada mais podia fazer com a poesia

Mas sabia com veemência

O que pretendia o poeta ao cortejá-la.

 

...assim, a aquarela finaliza sua obra...

...o pintor nada mais é, que um pincel de nuvem...

 

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Osmarosman AedoHá 3 anos atrásCuritibaA sensibilidade do leitor, do crítico e do exímio artífice das palavras, não mais destaca sua narrativa de conforto aos versos desse poeta eu, encantado com tantos viver. Mhario Lincoln consegue nos involucrar de tantos sentimentos que é irreparável não fazê-lo parte do que escrevemos ou o TODO do que no momento sentimos. Grato pela sabiedade de suas palavras.
JAIME Há 3 anos atrásBSB/DFUma primorrosa publicação. O cronista sempre publicando preciosidades, mostrando seu alto nível cultural. Aplausos de pé!!!
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