* Mhario Lincoln
Joizacawpy Costa voa cada vez mais alto, guiada pela arte e pelo amor à terra que escolheu para chamar de lar. A cidade de São Luís, com suas ruas de pedra, casarões coloniais e ventos que sussurram poesia, a acolheu de braços abertos. E ela, em retribuição, devolve com versos, melodias e sonhos que celebram as belezas e as almas desse lugar encantado. aliás, quando vejo alguém falar das belezas de minha cidade natal, não há outro jeito se não elogiar. E por que escrevo isso? Porque recentemente, (queria estar lá) Joiza (como é intimamente chamada por sua amiga querida Maura Luza Frazão), lançou dois trabalhos que vêm emocionando e conquistando críticos e leitores: o livro “Deixa-me Voar” e a música “A Ilha”, que revelam sensibilidade e seu dom de traduzir sentimentos em palavras e notas que tocam o coração.
“Deixa-me Voar” não é apenas um convite à liberdade; é também um voo seguro sobre as paisagens da vida, costurando emoções e reflexões que nos elevam. A crítica especializada já reconhece o lirismo e a profundidade dessa obra, saudando Joizacawpy como uma das mais brilhantes vozes da nova geração da poesia brasileira. E no mais: tive a honra de prefaciar essa obra, com as letras de meu coração.
Já “A Ilha” é uma canção que se entrelaça com o coração de São Luís. Ela canta as belezas naturais e culturais da cidade, mas também revela o laço de afeto que une a artista à capital maranhense. Cada nota parece ecoar pelas praias, becos e ladeiras, como um abraço musical a todos que ali vivem. O vídeo simples reproduzido abaixo, mostrando a performance da intérprete Ingrid Fróes, com Junior na percussão e Inaldo no violão, foi captado por celular. Mas haverá uma grande chance de Chiquinho França produzir essa música, com os mesmos músicos, em breve, de forma profissional. (Veja vídeo abaixo).
E quanto a Joiza? Ela iniciou sua jornada como professora, mas, hoje, é também reconhecida como uma poeta prodígia e uma artista que inspira. Sua trajetória é um testemunho de coragem e entrega às próprias paixões.
A cidade que a acolheu, celebra todos esses momentos. E todos seus admiradores, acompanham esse voo certo de que ela está destinada a pousar sempre mais alto, alcançando os píncaros da glória.
E como sempre faço um comparativo em meus textos, lembrou-me, neste instante, outra relação cidade-poesia: a relação de Joizacawpy Costa com São Luís me leva a pensar em Pablo Neruda, que tinha com Isla Negra, no litoral do Chile, uma relação de amor imortal. Neruda escolheu aquele lugar como refúgio e inspiração. Assim como Joiza canta e escreve sobre as belezas e a alma de São Luís, Neruda transformou Isla Negra em símbolo de sua poesia, descrevendo o mar e a paisagem como partes inseparáveis de sua identidade e obra.
VÍDEO-BÔNUS DE APRESENTAÇÃO DA OBRA
Tanto Joiza quanto Neruda demonstraram que, quando um artista escolhe uma cidade como lar e musa, não apenas descrevem o lugar como a elevam à eternidade. Joiza parece estar trilhando esse mesmo caminho em São Luís.
Parabéns, Joiza. Seja sempre bem-vinda.

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