Maria do Rocio Vaz traduz em seus poemas uma sensibilidade profunda, marcada por uma delicadeza de sentimentos que transcende a mera expressão verbal. Em "No escuro dos meus olhos" a "Se ele vê", o amor é visível.
No primeiro poema, destaca-se o verso "Quem me dera / Você mergulha / No escuro dos meus olhos", pois ele simboliza a profundidade emocional que o poeta deseja compartilhar, um convite para enxergar sua interioridade. Além disso, "Todo santo dia é santo / Para querer bem" ressignifica o cotidiano como espaço de devoção ao amor. No segundo poema, o verso "Elas não fazem barulho, / No entanto, acordam / Meus olhos amortecidos" evidencia a delicadeza do amor, que se manifesta sem alarde, mas com grande impacto sensorial. Já "Se o amor viesse, / Ele seria de graça!" sintetiza a visão romântica da autora, que enxerga o amor como uma dádiva espontânea e livre.
Com uma escrita suave e contemplativa, Maria do Rocio Vaz se insere na tradição da poesia sensível e subjetiva, revelando uma alma que enxerga a grandeza das emoções em pequenos gestos e silêncios.
Abaixo, os poemas:
No escuro dos meus olhos
Maria do Rocio Vaz
Mesmo que eu tentasse
Não haveria palavra
Poema ou canção
Que pudesse traduzir…
Tampouco uma flor rara
Ou o sorriso mais genuíno
Mãos erguidas em gratidão
Joelhos ao chão
Todo santo dia é santo
Para querer bem
Quem me dera
Você mergulhar
No escuro dos meus olhos
E ver que o mundo
É pequeno demais
Para o meu amor.
********
Se ele viesse
Maria do Rocio Vaz
Se o amor viesse,
(Eu imagino, apenas)
Ele seria leve
Como as asas brancas,
Que borboleteiam
Ligeiras ao meu redor.
Sutil provocação:
Metamorfose e liberdade!
Elas não fazem barulho,
No entanto, acordam
Meus olhos amortecidos
Com sua graça.
É de graça que eu falo…
Se o amor viesse,
Ele seria de graça!
(Eu imagino, apenas).

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