Metamorfose do amor
O amor, ontem: apenas objeto dos meus versos
O amor, hoje: versos que já não escrevo
Sou agora o instrumento
Meu Eu: o poema
Não mais poeta
O amor, todos os dias: algo que me desconcerta
E se com essa frequência amanheço meio Frida:
Partida
Coração apertado
Cheio de Khalo,
É porque de certa forma entreguei-me ao desatino
E como sina insisto pintar flores no asfalto
Onde vi meu sentimento esmagado.
Vitória Duarte.
Esse poema foi finalista do Festmacpu ( festival maranhense de conto, crônica, e poesia da Universidade Estadual do Maranhão-Uema).

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