Autor: ANTONIO GUIMARÃES DE OLIVEIRA
Compor, seja lá o que for, é modelar - dar forma ao estado aleatório de algo. É conceber e tornar unidas, partes separadas. É reproduzir, por exemplo o barulho do vento, da chuva, etc.
William Shakespeare disse: "o homem não tem a música dentro de si e quem não se emociona com um concerto de doces acordes é capaz de traições, de conjuras e rapinas".
Então tudo que fazemos está no estado natural e nos custa a doce missão de organizar o caos para que o estampido não machuque os ouvidos de quem quer que seja. O compositor tem a obrigação de adestrar a fera...
No entanto compor não se trata apenas de uma obra de arte. Posso compor a parte que faltava, posso compor o excedente, que mais na frente poderá ter utilidade. Posso compor o é que útil e o que não é...
Quer dizer, posso agradar e desagradar. Nós somos multifacetados e nossos sentidos não estão no todo e com todos, alinhados.
Finalmente, nós compositores de músicas, peças, lavras, temos poderes de descrever com maestria e exatidão, incrivelmente geométrica, o cair e formato de um floco de neve e até a explosão de uma estrela super nova ou anã amarela, branca, laranja, marrom e vermelha - aquarela. Viva, então a harmonia e a dissonância!!!!
(ANTONIO GUIMARÃES DE OLIVEIRA - SÃO LUÍS/MA. DATA: 15.01.2026)

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