ODE À EXISTÊNCIA. (64 Anos de Luz e Verbo)
Por José Carlos Castro Sanches
Site: www.falasanches.com
Ó Providência, o sopro que conduz,
Em solo de Rosário, o meu nascer.
Sessenta e quatro voltas sob a luz,
No ápice áureo de todo o meu ser.
Sou de Firmino e Zanilde o herdeiro,
Raiz de um tronco forte e farto em vida,
Onde o afeto se faz o meu roteiro,
Em alma sã, de esperança nutrida.
Aos pais, que foram bússolas do norte,
Aos mestres, que o saber me concederam,
À esposa, o porto, o hino e a própria sorte,
Aos filhos, que o meu sangue enalteceram.
E aos cinco netos, luz da continuidade,
Que herdam de mim o brilho e a vontade.
Venho da têmpera da resistência,
Forjado em tempos de um porvir liberto;
Sem vãos limites, fiz a resiliência,
No asfalto da rua, o céu sempre aberto.
Se o tédio vinha, o vôo era o destino,
Sem GPS, o instinto era o divino.
Sou o Químico, o Mestre e o Consultor,
Na voz do Trovador, o verbo é escudo.
Sou Cronista, Poeta e Escritor,
No pulsar do papel, entrego tudo.
Dezesseis obras, rastro de um caminho,
Sou peregrino em meio ao meu jardim,
Jamais cansado e nunca estando sozinho,
Pois busco a ética, a paz e o amor sem fim.
Pelo portal onde o meu verbo ecoa,
Propago a honra, a fé e a integridade.
A vida é o voo que no peito voa,
O eterno cantar da fraternidade.
No sol que nasce ou no brilho estelar,
Vejo o sentido em cada ser humano;
Pois viver é a coragem de amar,
Sublime dom do mestre soberano.
Louvado seja Deus pelo meu pão,
Pela virtude, o foco e a disciplina.
Escrita em honra, a minha trajetória,
É a própria glória em luz que se descortina!.
José Carlos Castro Sanches. Químico, professor, consultor, comunicador, escritor, cronista, contista, trovador e poeta maranhense.

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