Texto: Comte e Sensei Murilo Pinheiro
Lembro-me de detalhes que me marcaram para sempre. Cresci em uma comunidade que valorizava a Semana Santa de uma maneira especial.
As portas das ruas eram abertas pela metade, um sinal de ludo e respeito pelo sacrifício de Jesus. Não se comia carne, não se falava alto, não se ouvia música... era um silêncio total, que nos fazia refletir sobre a Paixão de Cristo.
Minha família e eu íamos à igreja todos os dias da Semana Santa, participando das procissões e das cerimônias religiosas. Era um momento de grande importância, que nos unia como comunidade e nos fazia lembrar da verdadeira essência da fé.
Era um silêncio sepulcral aonde aonde eram suspensas as brincadeiras ninguém falava alto ou dava risadas. Os nossos pensamentos viajavam até ao Gólgata e nos juntavam aos sofrimentos de sua mãe Maria e de seus Apóstolos. Parecia que comungavamos dos mesmos sofrimentos...
A Semana Santa é um momento de reflexão e renovação da fé. É um tempo para lembrar do sacrifício de Jesus e da importância da fé em nossas vidas.
Na verdade, o momento significativo da Paixão de Cristo, é onde Pôncio Pilatos, o governador romano, apresenta Jesus ao povo, pronunciando as palavras "Ecce Homo" ("Eis o Homem"), apontando para Jesus, que está amarrado e coroado de espinhos.
A Literatura Bíblica, nesse contexto, desempenha um papel fundamental na compreensão da fé cristã, especialmente em momentos como a Paixão de Jesus. A maturidade da fé, como mencionado no texto, envolve entender que a paixão de Jesus não foi um espetáculo para emocionar a plateia, mas um chamado severo à consciência, convidando os fiéis à reflexão sobre o sacrifício e o amor de Cristo.
O evento representado na imagem é um dos pilares da narrativa da Paixão de Cristo, encontrado nos Evangelhos do Novo Testamento (Mateus 27:18-26, Marcos 15:6-15, Lucas 23:13-25 e João 19:1-16), que narram a condenação e crucificação de Jesus.
A ilustração abaixo é demhl/ginaift

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