Por José Carlos Castro Sanches, químico, professor, consultor, comunicador, escritor, cronista, contista, trovador e poeta maranhense.
Site: www.falasanches.com
"A leitura é um ato de resistência contra a efemeridade da vida." (Tzvetan Todorov)
Na data de 09 de abril de 2026, Dia Nacional da Biblioteca, fui brindado com a recepção da amiga Aline Nascimento, diretora da Biblioteca Pública Benedito Leite (BPBL) em São Luís do Maranhão. Santuário do saber, onde os livros ganham asas e a alma encontra abrigo. Homenageando o dia 09, doei nove livros: Momentos do Cotidiano (Crônicas), Das Coisas que Vivi na Serra Gaúcha, Divagando na Fantasia, Me Leva na Mala (Viagens), O Voo da Poesia (Poemas), TROVOAR - Trovas para Inspirar e Sonhar (Trovas - Parceria), O que me Fascina em Jesus (Antologia Internacional), Cartas para o Futuro (Antologia - AMCIBA) e a Antologia da Academia Literária do Maranhão - ALMA.
Foi um momento de grande alegria e interação com recepção agradável da estagiária Cláudia Matos, o bate-papo inspirador com Aline Nascimento e, à saída, quando encontrei duas alunas do Liceu Maranhense — Elen Victoria da Silva Martins e Luisy Vitória Oliveira da Silva — que ali exercitavam o hábito da leitura, a quem parabenizo pela iniciativa e incentivo a manter a prática e escrever os seus próprios livros.
À noite, durante o evento de premiação do Concurso de poemas Pedro Ivo da AMCLAM, fiz a doação de três livros para a Biblioteca da Instituição que tem contribuído significativamente em benefício da literatura, arte e cultura maranhense, capitaneada pelo presidente Carlos Augusto Furtado, a quem entreguei os livros que, dentre outros, farão parte do acervo da referida biblioteca.
Doar um livro é mais do que um gesto de desprendimento; é semear o infinito no solo fértil da mente alheia. Ao cruzar os portais da Biblioteca Pública Benedito Leite, não vemos apenas estantes e papéis, mas um verdadeiro pulmão cultural que oxigena a história do Maranhão. Ela é a sentinela do tempo, guardiã de nossa identidade e o farol que guia as novas gerações, como as jovens Elen e Luisy, para além das fronteiras do óbvio.
Como bem disse Jorge Luis Borges: "Sempre imaginei que o paraíso fosse uma espécie de biblioteca". Ali, o silêncio não é ausência, mas a plenitude de mil vozes que esperam pelo toque de um leitor para ressuscitar.
Fortalecer nossas instituições — seja a imponência histórica da BPBL ou o vigor literário da AMCLAM — é garantir que a arte e a cultura maranhense permaneçam vivas e pulsantes. Uma sociedade que lê é uma sociedade que se liberta. Nas palavras de Monteiro Lobato, "Um país se faz com homens e livros", e é através deste intercâmbio de saberes que moldamos o caráter de um povo e a sensibilidade de seus artistas.
Ao entregar estas obras a Aline Nascimento e a Carlos Augusto Furtado, renovamos o compromisso de que a literatura não deve ser um objeto estático, mas uma ferramenta de transformação e um espelho onde todos possam se reconhecer.
Que cada página doada encontre um olhar sedento e que cada biblioteca continue sendo este porto seguro contra a ignorância. Ler é viajar sem sair do lugar; escrever é permanecer vivo mesmo após a partida.
Expresso minha profunda gratidão pela receptividade acolhedora de Aline Nascimento e de todos que fazem da gestão cultural um ato de amor. Que a chama da leitura continue a arder em nossos corações, iluminando o caminho de todos os maranhenses.
"A leitura é a chave que abre as portas da sabedoria." (Paulo Coelho)
Foto abaixo: original do texto.

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