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Chegou a hora de nos adaptarmos ao "novo normal" ou será que a pandemia não mudará a humanidade?

"O NOVO NORMAL...".

14/04/2021 às 12h11 Atualizada em 17/04/2021 às 19h33
Por: Mhario Lincoln Fonte: Elvandro Burity
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Elvandro Burity
Elvandro Burity

 O NOVO NORMAL...

Acadêmico Elvandro Burity (APB).

No mundo da COVID... o vírus está no ar e em todos os continentes e a todos atinge independente de classe social, grupos éticos ou religiosos, ricos, pobres, empregados, desempregados,   empresários, moradores de rua, comunidades ou palácios e até de orientação sexual. Convivemos em uma atmosfera sombria...

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A pergunta que não quer calar:

- Mutatis Mutandis, será que o mundo voltará ao normal? Sem apostar no quanto pior melhor ou ser pessimista - Acredito que não. Mas será mesmo?

 

A vida nos mostrou que do jeito que a humidade estava não dava para continuar... materialista, imediatista, egoísta, muito tecnológica e pouquíssima humanista.

Mas, será que a pandemia trará alguma transformação da humanidade? 

Obrigatoriamente, teremos que mudar hábitos e estilos de vida. Estamos diante de escolhas que podem funcionar como aceleradoras na mudança de paradigmas. Não haverá crescimento se não pautarmos nossas atitudes no respeito ao próximo e deixarmos de "tudo politizarmos" ou querer "em tudo levar vantagem".

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Definitivamente, a COVID está a deixar sequelas e a lição de que a natureza clama por deixar de ser agredida. Mas, o ser humano lobo do próprio ser humano - parece fazer vistas grossas.

Embora as linhas acima nada expliquem, em tese se justificam - nela encontramos um ponto em comum. Qual? A responsabilidade de todos é combater a proliferação da COVID - observando o distanciamento e evitando aglomerações.

A vida e a saúde de cada um depende da conscientização de ações coletivas e repito: "sem politização" ou "nós e eles" - bem sabemos que no embate entre o mar e o rochedo quem leva a "bordoada" é o marisco que para sobreviver, ali está preso às pedras - saindo da linguagem figurada e levando para a realidade - as pessoas que mais sofrem e ficam expostas - são as da base da pirâmide social. Infelizmente, em "terra brasilis" durante décadas, relegamos a segundo plano o trato com as questões sociais referentes a saúde e a educação que caminham em passos largos rumo ao fundo do poço.

 Faço votos que a união dos seres humanos não seja temporária ou movida pelo lucro das vacinas e permaneça após a pandemia. Temos e teremos muitas outras guerras a vencer, visíveis e invisíveis, conscientes ou inconscientes: degradação ambiental, trabalho escravo, fome, câncer, depressão, dengue, escassez de água, concentração de renda,  vulnerabilidades sociais - causadoras de suicídio, agressões às mulheres e crianças, abuso e exploração sexual, tráfico de drogas e armas e outras questões sociais que compõem as variáveis da complexa equação civilizatória e que não é privativa do Século em que vivemos e agravadas pela transformação da liberdade em atos de libertinagem e onde os meios justificam os fins.

Por último e derradeiro, a COVID-19 nos (re)lembra que somos todos seres humanos vulneráveis e que apesar de sermos o lobo do próprio ser humano - somos frágeis e dependentes uns dos outros. A questão é: - Será que assim nos sentimos ou outros sentimentos se sobrepõem? 

 Não podemos abraçar ou tocar uns nos outros, então devemos nos mantermos unidos e não medirmos esforços para a "prevenção". Atitude que não está a incentivar muitas pessoas.

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Chegou a hora de nos adaptarmos ao "novo normal". Uma realidade que veio para ficar ou será que a pandemia não mudará a humanidade?

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Como se prevenir? https://coronavirus.msf.org.br/como-se-prevenir-contra-a-covid-19/

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JOSE ROBERTO DE SOUZAHá 5 anos JaperiLinda reflexão , nós trás vida e ensinamento , pr ter mais umanidade pr com o proxi
Loires Rachid, de Belo Horizonte, morando na Itália desde 93.Há 5 anos Cidade de RomaCaro jornalista Burity. Palavras do Papa. (A adoração do antigo bezerro de ouro (Ex 32,1-35) encontrou uma nova e cruel versão no fetichismo do dinheiro e na ditadura duma economia sem rosto e sem um objetivo verdadeiramente humano. A crise mundial, que investe as finanças e a economia, põe a descoberto os seus próprios desequilíbrios e sobretudo a grave carência duma orientação antropológica que reduz o ser humano apenas a uma das suas necessidades: o consumo) sobre a Pandemia.
Charles GojhamiltonHá 5 anos San Telmo/Buenos AiresBenito Maeso escreveu isso e eu li aqui em Buenos Aires. Vou repassar caro Burity pela grandeza de seu texto. "Em uma sociedade que plasma neoliberalismo e salvação das almas, até a morte e a doença passam a ser avaliadas dentro da ideologia meritocrática e da lógica da concorrência". Claríssimo. Seu texto, portanto, é de muito bom senso religioso e CORAJOSO!
Médico Macedo Carvalho LugemHá 5 anos São Paulo/ Hospital dos ServidoresDr. Elvandro Burity. Diante da explanação evidente e luminosa de Vossa Senhoria, gostaria de acrescentar que Conforme dados da OMS, de 2019, o Brasil tem o maior número de pessoas ansiosas do mundo: 18,6 milhões (9,3% da população) tem o transtorno. Os depressivos são 5,8% da sociedade. Taxa acima da média global, que é de 4,4%. Ou seja, quase 12 milhões de brasileiros sofrem com a doença. Essa é a causa dos destroços da pandemia. NÃO DEUS, como alguns beócios andam espalhando por aí.
Peregrinni, taifeiro. AVANTE!Há 5 anos Fortaleza CearáCaro senhor. Pela primeira vez o estou lendo neste espaço dfe significância literária muito grande. Gostaria de aproveita meu ensejo para agracia-lo com meu agradecimento e meu respeito. Pouco de lê nas internetes da vida um texto de bom senso como este. Esta é uma das razões para ler sempre este espaço que traz para dentro dele homens de sua estirpe. Parabenizo-o ensejando sua mais rápida volta e que este sirva de exemplo para os homens sérios deste país. Por isso abato minha espada, SENHOR!
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