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Internacional GRANDES HOMENAGENS

O mito argentino Evita Perón completaria neste maio de 2021, 102 anos de nascimento

Falecimento: 26 de julho de 1952, Buenos Aires, Argentina

19/04/2021 10h31 Atualizada há 2 semanas
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Por: Mhario Lincoln Fonte: Divulgação
Evita
Evita

María Eva Duarte de Perón, conhecida como Evita, foi uma atriz e líder política argentina. Tornou-se primeira-dama da Argentina quando o general Juan Domingo Perón foi eleito presidente. 

Nascimento: 7 de maio de 1919, Los Toldos, Argentina

Falecimento: 26 de julho de 1952, Buenos Aires, Argentina

Mito da política argentina nos anos 40 e 50, Evita Perón completaria 102 anos em 2021. Como primeira-dama, lutou pelo voto feminino e criou projetos sociais. Rótulos atribuídos a ela vão de 'populista' a 'mãe dos pobres' e 'santa'.

Um dos maiores ícones da história da América Latina, Eva Perón nasceu em uma família pobre e, inconformada com a situação, decidiu ir para Buenos Aires, capital da Argentina, aos 15 anos, em busca de fama e sucesso. Ela se tornou atriz de radionovela, protagonizando uma incrível ascensão social.

Foi assim que conheceu o coronel Juan Domingo Perón, um ano depois de ele ter assumido o poder em um golpe militar. Como primeira-dama, lutou pela conquista do direito feminino ao voto, em 1949, mas foram os projetos sociais que fizeram dela a grande mulher da Argentina.

Nem as joias e roupas extravagantes afastavam Eva do povo. Os mais pobres adoravam a primeira-dama como se fosse uma pessoa da própria família. Esse amor todo fez com que ela ganhasse o apelido de Evita, passando a ser chamada de Evita Perón. A aproximação, somada aos grandiosos discursos na Casa Rosada, fez com que Evita ofuscasse o próprio marido durante o regime peronista.

Tida como santa até hoje na Argentina, ela é alvo também de duras críticas. Algumas pessoas dizem que o dinheiro e o poder corromperam Evita, fazendo com que ela fizesse menos pelos pobres do que poderia, além de algumas denúncias que ela teria desviado verbas para contas no exterior. Porém, nada disso abalou a imagem da primeira-dama.

Morte prematura

Evita morreu aos 33 anos, vítima de um câncer de útero. O luto do povo argentino na época mostrou a força que tinha diante da população. O corpo foi embalsamado e exposto à veneração até um golpe de estado, em 1955. Depois disso, o corpo foi sequestrado e levado para a Itália, onde só foi encontrado 18 anos depois. A vida de Evita Perón cruzou fronteiras, virou um musical de sucesso em Londres e em Nova York e, mais tarde, um filme que teve Madonna no papel principal. Populista, antidemocrática, mãe dos pobres e santa. São vários os rótulos atribuídos à Evita Perón, que até hoje é ícone da Argentina e praticamente uma líder espiritual de uma nação que a transformou em mito.

EVITA, O SUCESSO NO TEATRO, E A MÚSICA INTERPRETADA POR MADONNA

"Don't Cry for Me Argentina" (em português: Não Chores Por Mim Argentina) é a canção mais conhecida da peça musical de 1978 intitulada Evita, com música de Andrew Lloyd Webber e letras de Tim Rice. Cantada pela personagem principal, Eva Perón, foi originalmente intitulada como "It's Only Your Love Returning", antes de Rice ter colocado o título atual. A música foi gravada primeiramente por Julie Covington em estúdio no ano de 1976 e interpretada por Elaine Paige nos palcos em 21 de junho de 1978, quando a peça estreou.

Madonna, como EVITA PERÓN.

Em 1996, Madonna estrelou o filme Evita, interpretando o papel principal. Por um longo tempo, Madonna desejou interpretar Eva e até escreveu uma carta para o diretor Alan Parker , explicando como ela seria perfeita para o papel.[2] Depois de garantir o papel, ela passou por treinamento vocal com a treinadora Joan Lader, já que Evita exigia que os atores cantassem suas próprias partes. Lader observou que a cantora "teve que usar sua voz de uma maneira que nunca a usou antes. Evita é um verdadeiro teatro musical — é operístico, em certo sentido. Madonna desenvolveu um registro superior que ela não sabia que tinha". Desde o momento em que assinou o filme, Madonna manifestou interesse em gravar uma versão de dance de "Don't Cry for Me Argentina". De acordo com sua publicitária Liz Rosenberg, "como [Madonna] não escreveu a música e as letras, ela queria sua assinatura nessa música ... Penso que em sua mente, a melhor maneira de fazer isso era ir ao estúdio e trabalhar um remix".

Abaixo, o videoclipe oficial de "Don't Cry For Me Argentina" do álbum da trilha sonora de Madonna para o filme 'Evita', lançado pela Warner Bros, em 1996.

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NÃO CHORES POR MIM ARGENTINA

(tradução do original) 

Será difícil de compreender

Que apesar de estar hoje aqui

Eu sou povo e jamais poderei me esquecer

Peço me creiam

Que os meus luxos apenas disfarçam

Mais nada que um jogo burguês

São regras do cerimonial

 

Eu tinha que aceitar, então mudar

E deixar de viver sem ilusão

Sempre atrás da janela sempre atrás do portão

Busquei ser livre

Mas eu jamais deixarei de sonhar

Que um dia irei merecer o amor que sentem por mim

 

Não chores por mim, Argentina

Minha alma está contigo

A vida inteira eu te dedico

Mas não me deixes

Fica comigo

 

Jamais o poder ambicionei

Mentiras falaram de mim

Meu lugar é do povo a quem sempre eu amei

E eu só desejo

Sentir bem de perto o seu coração

Batendo por mim com fervor

Que nunca me vou esquecer

Não chores por mim, Argentina

 

Não chores por mim, Argentina

Minha alma está contigo

A vida inteira eu te dedico

Mas não me deixes

Fica comigo

 

Eu falei demais

Mas foi só pra convencê-los desta verdade

Se ainda querem duvidar

É só pra dentro de mim, me olhar

 

Os últimos momentos de Eva

María Eugenia Álvarez, a enfermeira que atendeu María Eva Duarte de Perón, a Evita, durante a doença que a matou em 1952, relembrou, em declarações à agência EFE, as últimas horas de uma mulher "excelente e muito doce" no 60º aniversário de sua morte. "Era uma senhora excelente, absolutamente acessível, muito doce e adaptada às circunstâncias", assegurou María Eugenia, que tinha 20 anos quando atendeu pela primeira vez Eva Perón, durante uma operação de apendicite em 1950.

María Eugenia, que acompanhou a Evita até sua morte, começou sua formação aos 15 anos, chegou a ser diretora do internato de enfermeiras da Fundação Eva Perón e integrou equipes de apoio humanitário enviados a vários países vizinhos. Foi exatamente em uma destas viagens que conheceu Evita. "Ela foi agradecer o trabalho das enfermeiras e eu era uma delas, portanto me deu a mão e me agradeceu profundamente", relatou. Quando soube que Evita a havia escolhido para trabalhar com ela, "quis morrer, era uma grande responsabilidade", lembrou María Eugenia, que acompanhou a "porta-bandeira dos humildes" tanto em sua convalescença no hospital como na residência que compartilhou com Juan Domingo Perón, na cidade de Buenos Aires.

Da etapa final da doença, relembrou a força de Evita para manter suas atividades e as visitas de membros da Fundação Eva Perón, com quem planejava a construção de obras sociais. "Embora doente, reunia-se com os engenheiros para pensar as obras da Fundação", explicou a enfermeira, que evoca Juan Domingo Perón como um homem "muito familiar e agradecido".

Das últimas horas de Evita, María Eugenia destacou a "clareza total" com a qual falava apesar da medicação para atenuar as fortes dores e que a faziam cair em "uma espécie de dormência"."No dia 25 (de julho de 1952) ela dormia profundamente, e eu pensei que já estávamos entrando no final da agonia", acrescentou María Eugenia. Nessa noite, Eva Perón teve um último momento de lucidez e sua enfermeira a ajudou a levantar da cama e chegar ao banheiro. "Lavou as mãos e olhando no espelho disse: 'Falta pouco' e eu lhe disse: 'Sim senhora, falta muito pouco para ir à cama'. Ela contestou: 'Não, María Eugenia, falta pouco para mim'. Eu tremia", comentou emocionada a enfermeira.

María Eugenia afirmou que escutou as últimas palavras de Evita antes que ela entrasse em um coma que terminou com sua morte às 20h25 do dia 26 de julho. Após escutá-la pela última vez, a enfermeira recolheu as últimas lágrimas de Evita em um lenço.

Embora tenha relatado sua experiência em um livro e sua história tenha sido adaptada para programas de televisão sobre a vida de Evita, María Eugenia Álvarez não vê com bons olhos algumas recriações sobre a primeira-dama, mas comemora o interesse que sua figura ainda desperta. "Tudo mudou muitíssimo, porque agora se ocupam muito mais da figura de Eva Perón, que transcende principalmente como era como pessoa", apontou. Passados dezenas de anos desde a morte de Evita, María Eugenia não esquece a imagem do então poderoso general Perón se despedindo de sua esposa. "Perón chorou como não tinha visto chorar nenhum homem na minha vida", concluiu.

Epílogo

Evita Perón ainda hoje é venerada por milhões de pessoas. Continua a ser um mito poderoso na Argentina.

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