
Nosso até logo
Mhario Lincoln*
Acredito na Imortalidade das Obras. Homenagem a Claudio Marcio Barbosa, (BH) Mônica Raouf, (RJ) Samuel Barreto e Helena Leite (MA), Francisco Elíude, (SP), a consulesa de Portugal Carmo Vasconcelos e Olinto Simões (Paraná).
Caros confrades e confreiras,
A morte é algo explicado ortograficamente, em definição eclética ou religiosa. Mas o que seria realmente a morte? Ou melhor, a morte de alguém tão querido, amado e integrante do dia-a-dia de cada um de nós? No dicionário comum, a morte é encarada como ‘deixar de viver’, ‘falecer’, ‘acabar’, e, absurdamente, ‘cair no esquecimento’.
Não consigo entender o porquê de acontecências iguais a essa. Chego-me a recusar meu aceite à finitude da matéria, em função do conviver, do olhar, do abraçar, de ouvir o riso, o conselho. Difícil nos acostumarmos com a ideia de ‘deixar de viver’, como preceitua o Dicionário da Língua Portuguesa.
Então pergunto-me: estou pronto para aprender a morrer – como dizia Montaigne – ou pronto para assistir ao falecimento de quem gosto? Ou ainda, deixar que memórias e afetos, caiam no esquecimento?
Difícil desarguir os mistérios da morte. Todavia, tento entender as palavras de Ovídio, poeta romano: “Tudo em nós é mortal. Menos os bens da inteligência”.
E os confrades e confreiras, imortalizados pelas obras produzidas nunca cairão no esquecimento. Nem mesmo daquele leitor anônimo, abrindo um livro ou lendo um verso, ou textos produzidos por eles.
Tenho a total consciência em afirmar: a morte não consegue acabar com a lembrança. Por isso, a partida, nunca será vitória dela.
Caros confrades e confreiras.
Como presidente da Academia Poética Brasileira, instituição a que pertencem nossos brilhantes colegas, reforço o pensamento de Rui Barbosa, ao pronunciar seu magistral discurso de despedida à Machado de Assis:
“A morte não extingue: transforma; não aniquila: renova; não divorcia: aproxima”.
Amém!
Mhario Lincoln
Presidente da Academia Poética Brasileira.
Sobre o projeto, escreveu Claudio Babrosa: "SobreMesa"
Alimento para o corpo e para alma
Obra poética em arte de Adão Rodrigues.
"Diante das condições que o mundo vive temos que mudar nossos hábitos e atitudes em especial no que se refere às condições sanitárias, perante isto, nós do restaurante Dona Preta eliminamos os forros de mesa em pano e não usaremos os forros de papel evitando produzir lixo preocupados também com Meio Ambiente, procurando facilitar a limpeza e higiene das mesas para conforto e segurança, criamos um projeto lúdico aplicando no tampo da mesa artes plásticas e poesia procurando oferecer algo mais ao nossos clientes e amigos e mantendo a nossa prática de apoiar e criar projetos artísticos e culturais por valorizar a arte e o artista". (Cláudio Márcio).
Última entrevista de Claudio Márcio Barbosa à VídeosTV do facetubes.com.br
A POESIA PARA CLAUDIO MÁRCIO
A UM ANJO
(Para Claudio Márcio Barbosa)
Eu não imaginava
a despedida de um amigo
trazer dor tão profunda
Talvez porque há amigos
que sejam família
irmão eleito no tempo adulto
membro encontrado em outro seio
Nada fácil despedir
daquele sorriso
da doçura no olhar
da solidariedade nas ações
Só conforta saber
que nesse tempo de Terra
um anjo esteve entre nós
e fomos escolhidos a conviver
e com ele tanto aprender
(Biláh Bernardes).
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Poema ABRAÇO, de Cláudio Márcio Barbosa. Interpretação e imagens: Diva Carvalhar. Ilustração: Beto Lino. Música: Tema para Egberto. Autor e Violão: Beto Lino. Percussão: Márcio Batista. Realização: Janela Produções. (Enviado por Biláh Bernardes).
Homenagem de Fátima Sampaio, poeta e escritora mineira, ao confrade Claudio Márcio Barbosa.
O céu nos dias de outono é sempre muito azul.
O sol brilha forte e claro. Mas, hoje foi diferente. O céu do domingo amanheceu nublado, cinzento e frio contrariando a previsão.
Cadê aquele brilho ???
Foi-se com nosso amigo.
Ele passou por aqui como um raio de luz rápido e certeiro com seu sorriso marcante.
Riscou e marcou a vida de todos que passaram por ele.
Envolvendo a todos com sua luz
nas noites mais sombrias e dolorosas de cada um.
Ao seu lado tudo era dia !!!
Agora, é hora de agradecer.
Agradecer a Deus por ter lhe conhecido.
Agradecer por sua passagem iluminada.
Agradecer por nossos passos terem
se esbarrado nesta caminhada.
Vai, amigo...
Risque o céu com sua luz. E, não apague o rastro.
Assim, será mais fácil nosso reencontro.
Mín. 13° Máx. 20°