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Especiais HOMENAGEM PÓSTUMA

Uma homenagem aos amigos, confrades e confreiras, que subiram os degraus da imortalidade

Obrigado por sua poesia que salvou muitas vidas, Claudio, através do ALÔ VIDA. OUVIR SALVA!

03/05/2021 10h37 Atualizada há 5 dias
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Por: Mhario Lincoln Fonte: Mhario Lincoln
Nós acreditamos da Imortalidade da Obra.
Nós acreditamos da Imortalidade da Obra.

Nosso até logo

Mhario Lincoln*

Acredito na Imortalidade das Obras. Homenagem a Claudio Marcio Barbosa, (BH) Mônica Raouf, (RJ) Samuel Barreto e Helena Leite (MA), Francisco Elíude, (SP), a consulesa de Portugal Carmo Vasconcelos e Olinto Simões (Paraná).

 

Caros confrades e confreiras,

A morte é algo explicado ortograficamente, em definição eclética ou religiosa. Mas o que seria realmente a morte? Ou melhor, a morte de alguém tão querido, amado e integrante do dia-a-dia de cada um de nós? No dicionário comum, a morte é encarada como ‘deixar de viver’, ‘falecer’, ‘acabar’, e, absurdamente, ‘cair no esquecimento’.

Não consigo entender o porquê de acontecências iguais a essa. Chego-me a recusar meu aceite à finitude da matéria, em função do conviver, do olhar, do abraçar, de ouvir o riso, o conselho.  Difícil nos acostumarmos com a ideia de ‘deixar de viver’, como preceitua o Dicionário da Língua Portuguesa.

Então pergunto-me: estou pronto para aprender a morrer – como dizia Montaigne – ou pronto para assistir ao falecimento de quem gosto? Ou ainda, deixar que memórias e afetos, caiam no esquecimento?

Difícil desarguir os mistérios da morte. Todavia, tento entender as palavras de Ovídio, poeta romano: “Tudo em nós é mortal. Menos os bens da inteligência”.

E os confrades e confreiras, imortalizados pelas obras produzidas nunca cairão no esquecimento. Nem mesmo daquele leitor anônimo, abrindo um livro ou lendo um verso, ou textos produzidos por eles.

Tenho a total consciência em afirmar: a morte não consegue acabar com a lembrança. Por isso, a partida, nunca será vitória dela.

Caros confrades e confreiras.

Como presidente da Academia Poética Brasileira, instituição a que pertencem nossos brilhantes colegas, reforço o pensamento de Rui Barbosa, ao pronunciar seu magistral discurso de despedida à Machado de Assis:

“A morte não extingue: transforma; não aniquila: renova; não divorcia: aproxima”.

Amém!

Mhario Lincoln

Presidente da Academia Poética Brasileira.

 

 

Obra de Adão Rodrigues.

Sobre o projeto, escreveu Claudio Babrosa: "SobreMesa"   

Alimento para o corpo e para alma

Obra poética em arte de Adão Rodrigues.

"Diante das condições que o mundo vive temos que mudar nossos hábitos e atitudes em especial no que se refere às condições sanitárias, perante isto, nós do restaurante Dona Preta eliminamos os forros de mesa em pano e não usaremos os forros de papel evitando produzir lixo preocupados também com Meio Ambiente, procurando facilitar a limpeza e higiene das mesas para conforto e segurança, criamos um projeto lúdico aplicando no tampo da mesa artes plásticas e poesia procurando oferecer algo mais ao nossos clientes e amigos e mantendo a nossa prática de apoiar e criar projetos artísticos e culturais por valorizar a arte e o artista". (Cláudio Márcio).

Última entrevista de Claudio Márcio Barbosa à VídeosTV do facetubes.com.br

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Conceição Moreira, MHL, Clevane Pessoa, Biláh Bernardes e Livia Tucci.

A POESIA PARA CLAUDIO MÁRCIO

A UM ANJO

(Para Claudio Márcio Barbosa)

Eu não imaginava

a despedida de um amigo

trazer dor tão profunda

 

Talvez porque há amigos

que sejam família 

irmão eleito no tempo adulto

membro encontrado em outro seio

 

Nada fácil despedir 

daquele sorriso  

da doçura no olhar  

da solidariedade nas ações 

 

Só conforta saber 

que nesse tempo de Terra

 um anjo esteve entre nós 

e fomos escolhidos a conviver 

e com ele tanto aprender

(Biláh Bernardes).

*************

 

Poema ABRAÇO, de Cláudio Márcio Barbosa. Interpretação e imagens: Diva Carvalhar. Ilustração: Beto Lino. Música: Tema para Egberto. Autor e Violão: Beto Lino. Percussão: Márcio Batista. Realização: Janela Produções. (Enviado por Biláh Bernardes).

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MHL, Fátima Sampaio, Claudio Márcio Barbosa e Tânia Diniz.

Homenagem de Fátima Sampaio, poeta e escritora mineira, ao confrade Claudio Márcio Barbosa.

 

O céu nos dias de outono é sempre muito azul.

O sol brilha forte e claro. Mas, hoje foi diferente. O céu do domingo amanheceu nublado, cinzento e frio contrariando a previsão.

Cadê aquele brilho ???

Foi-se com nosso amigo.

Ele passou por aqui como um raio de luz rápido e certeiro com seu sorriso marcante.

Riscou e marcou a vida de todos que passaram por ele.

Envolvendo a todos com sua luz

nas noites mais sombrias e dolorosas de cada um.

Ao seu lado tudo era dia !!!

Agora, é hora de agradecer.

Agradecer a Deus por ter lhe conhecido.

Agradecer por sua passagem iluminada.

Agradecer por nossos passos terem

se esbarrado nesta caminhada.

Vai, amigo...

Risque o céu com sua luz. E, não apague o rastro.

Assim, será mais fácil nosso reencontro.

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