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ViceVersa Especial com o maranhense Osvaldo Pereira Rocha, sua vida, suas obras

Membro titular da Academia Maçônica Internacional de Letras – AMIL, cadeira nº A19/07, em Lisboa – Portugal.

31/05/2021 17h05 Atualizada há 2 semanas
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Por: Mhario Lincoln Fonte: facetubes.com.br
Osvaldo Rocha e Mhario Lincoln
Osvaldo Rocha e Mhario Lincoln

 

VICEVERSA

Mhario Lincoln/Osvaldo Rocha

1 MHL – A sua produção literária é vasta. Fale-me sobre isso. Qual a sua melhor obra?

Osvaldo Pereira Rocha: 23 livros e 03 cadernos especiais. Difícil dizer, pois o escritor quando lança um livro é como se tivesse nascido um filho seu. Mas a crítica escolheu ‘Rotary, Maçonaria, Poder Marítimo – Crónicas’, em 2003.

 

2 MHL – A maçonaria é um dos pilares importantes em sua vida. Verdade?

Osvaldo Pereira Rocha: Sim. Fui Iniciado Maçom em 07/08/1968 e Instalado no Grau 33, Grande Inspetor Geral da Ordem, em 20/03/2010, coincidentemente dia do meu aniversário. Venerável Mestre da Loja de Estudos e Pesquisas Afonso Augusto de Morais; Grão-Mestre Adjunto e, em seguida, Grão-Mestre do Grande Oriente Autônomo do Maranhão – GOAM, hoje Grande Oriente do Estado do Maranhão – GOEMA. Neste cargo eletivo fundador da Loja Obreiros da Arte Real, em Cantanhede – MA; Conservei a sede da supracitada Obediência Maçônica e auxiliei todas as Lojas jurisdicionadas; fui fundador e Vice-Presidente da Academia Maçônica Maranhense de Letras, cadeira nº 8; fundador e patrono da Cadeira nº 1 do Instituto Histórico da Maçonaria Maranhense, sendo eleito seu Presidente por dois mandatos consecutivos; Fundador da Academia Maçônica de Ciências, Letras e Artes da Confederação Maçônica do Brasil; Membro titular da Academia Maçônica Internacional de Letras – AMIL, cadeira nº A19/07, em Lisboa – Portugal, Diploma recebido em 2007, quando agradeci e saudei o Patrono da aludida cadeira, José do Patrocínio.

Osvaldo Pereira Rocha.

3 MHL – Sobre os grandes ensinamentos recebidos na Maçonaria.

Osvaldo Pereira Rocha: São três, ou seja, Amar a Deus, a Pátria e a Família; Primar pela Liberdade, Igualdade e Fraternidade e Praticar, sempre que possível, a caridade.

4 MHL – O que o senhor pode definir como Amor, Caridade e Esperança?

Osvaldo Pereira Rocha: a) Amor - a prova inconteste é o fato de Deus-Pai nos haver enviado o seu próprio filho unigênito, Jesus Cristo, Deus Filho, para morrer na cruz e perdoar os nossos pecados. Forte afeição; b) Caridade – é a maior virtude fortalecida pela Encarnação e nos é infundida pelo batismo. É a bondade do ser humano para com seus semelhantes, é sinônimo do amor e c) Esperança – sentimento de quem vê como possível a realização de um desejo, ou seja, de uma coisa boa. Tenho fé e esperança em Deus que recuperarei minha saúde e, assim, alcançarei meu objetivo.

5 MHL – Quais as principais comendas que o senhor recebeu ao longo de sua vitoriosa carreira em vários setores da vida pública?

Osvaldo Pereira Rocha: Medalha e Diploma Amigo da Marinha; Medalha e Diploma Mérito Tamandaré, ambos pela Marinha do Brasil; Leme da Amizade e Honra ao Mérito, os dois pela Capitania dos Portos do Maranhão (MB). Honorífico Infante e Legionário, ambos pelo Exército Brasileiro (24º BC – Batalhão Barão de Caxias, hoje 24º BIS); Medalha Timbira do Mérito Maçônico, Diploma de Maçom Benemérito, ambos pelo GOAM; Diploma de Acadêmico Titular da Academia Maçônica Internacional de Letras _AMIL; Título de Companheiro Paul Harris, pelo Rotary International – RI e Mérito Distrital, pelo Distrito 4490 (Maranhão, Piauí e Ceará), do RI; Diploma e Medalha pelo ‘IL COMITATO DEI DIRITTI UMANI DELLE ITALIA WEB’ – GLOBALE DEI DIRITTI UMANI, em 2009; Título de Colaborador Honoris Causa, expedido pelo Portal Mhario Lincoln do Brasil, em 2010; Títulos de Personalidade do Ano de 2001 a 2005, por Edison Lobão Filho, Pedro Freire, Martha Rocha e Flor de Lys e Prêmio Melhores do Ano – Personalidades Vips, em 2019, pela Colunista Social do Jornal Pequeno, Rosenira Alves.

 

Osvaldo Rocha/Mhario Lincoln/

1 – Osvaldo Pereira Rocha: POR QUE O AMIGO, SENDO ADVOGADO E JORNALISTA, PREFERIU O EXERCÍCIO DO JORNALISMO E NÃO DA ADVOCACIA?

MHL – Na verdade, meu amigo, é muito bom ter você aqui neste Viceversa Especial. Mas, não houve preferência nesse caso. É uma longa história. Eu já trabalhava como jornalista (desde os 14 anos). Porém, para seguir uma tradição da família do meu pai e com possibilidades de vir a trabalhar com ele, decidi fazer Direito. Minha carreira como advogado foi significativa para mim. Integrei a Unidade Setorial de Assistência Jurídica da SEFAZ-MA, escrevi dois livros na área, fato que acabou me levando para a Academia Maranhense de Letras Jurídicas. E isso muito me honra. Acho que militei na área por uns 15 anos de minha juventude. Sempre em paralelo com minhas atividades jornalísticas. Sem prejuízo nem de uma, nem de outra. Foi um período muito bom. Você participou muito de nossas atividades nesse período.

Mhario Lincoln.

3 – Osvaldo Pereira Rocha: O CARO AMIGO TEM SE DEDICADO MAIS À POESIA? ESSA, NÃO É UMA PRÁTICA DIFICIL? É VERDADE QUE HOJE NÃO É PRECISO MAIS RIMAR, OU SEJA, A RIMA É DISPENSÁVEL?

MHL – A Poesia Moderna tornou a vocação e o talento lírico um pouco mais abrangente e mais livre. Bem diferente da época em que os poetas se vinculavam de forma rigorosa à escola parnasiana. Muitos brasileiros embarcaram nessa tendência poética entre 1880 e 1920. Tinha como membro exemplar o nosso poeta Olavo Bilac, dono de claras referências greco-romanas. No fundo, quem praticava poesia parnasiana admitia que não só a inspiração era suficiente, mas a lapidação da palavra, com uma explícita obsessão pela forma, pela perfeição rítmica, pela métrica fixa. Ninguém naquela época imaginava escrever uma poesia com elevado cunho sentimental, através de versos livres. O parnasianismo era, no meu entender, um movimento muito estético. Em São Luís, tudo começou a mudar com exuberância, com vários movimentos jovens surgidos na década de 70, inclusive, depois, com o Antroponáutica, que tinha como divisor de águas a poesia de Tribuzi.  Essa ruptura, no entretanto, não apagou o histórico da poesia clássica, rimada e metrificada. No Brasil ainda existem grandes poetas que usam esse estilo para produzirem suas obras. São importantes para o contexto. Todavia, não vejo como fundamental a rima. Mas sim, a ideia, o desenvolvimento, o resultado da entrega da mensagem poética. Um dos poemas mais célebres de Drummond – “No Meio do Caminho”, - publicado em 1928, retrata uma singularidade significativa.  Uma mensagem incomum. “No meio do caminho tinha uma pedra/tinha uma pedra no meio do caminho/ tinha uma pedra/no meio do caminho tinha uma pedra”. Ou mesmo o “Poeminha do Contra”, do grandioso Mario Quintana, uma das composições mais populares, que se destaca pela mensagem, não pela rima: "Eles passarão.../Eu passarinho". Forte e eficaz.

4 – Osvaldo Pereira Rocha: QUANTOS LIVROS VOCÊ JÁ ESCREVEU E LANÇOU, ALÉM DO ‘INA – A Violação do Sagrado'? É VERDADE QUE ESTE IMPORTANTE LIVRO TEVE LANÇAMENTO INTERNACIONAL?

MHL- Sim! Na 3ª Edição Bilíngue (esgotada), impressa nos anos 2000, foi distribuída em vários países, onde a língua inglesa tinha certa influência. O livro INA, que você fez parte e me deu uma colaboração incomensurável, acabou me catapultando para o mercado internacional de literatura técnica. Porém, em meio à algumas turbulências profissionais e políticas entre 2002 e 2004, acabei - por um erro grave de concepção - deixando de lado essa minha carreira promissora. Meu romance O MARIA CELESTE ficou sem terminar e arquivados ficaram outros projetos: uma peça de Teatro, dois livros de Poesia, um livro de Prefácios (Resenhas), entre outros. Mas, a partir da pandemia, em 2020, retomei todos os trabalhos estancados. Pretendo terminá-los em dois anos. 

5 – Osvaldo Pereira Rocha: VOCÊ ESCREVEU ALGUMA COISA SOBRE SEU SAUDOSO AMIGO MÁRIO FLEXA RIBEIRO?

MHL - Sim. A morte de Mário Flexa Ribeiro me deixou bem triste. Era um amigo e meu padrinho literário. Você se lembra bem como ele se esforçou para fazer o lançamento do “INA- A Violação do Sagrado” à beira das volumosas águas do Itaqui, numa festa muito bonita, com a presença de muita gente importante no nicho empresarial marítimo, sociedade civil e autoridades constituídas. Foi um dos lançamentos mais originais que se tem notícias no Maranhão. Um livro falando sobre um acidente com um navio que prestava serviço à então Vale do Rio Doce e o lançamento da obra às portas dos moles de atracação desse navio, o terceiro maior graneleiro sólido do Mundo: Hyundai New World. Foi um acontecimento único. Aqui, aproveito para agradecer, de público, também, o seu valoroso empenho.

6 – Osvaldo Pereira Rocha: O SEU PRÓXIMO LIVRO TEM LANÇAMENTO PREVISTO PARA QUANDO?

MHL - Como falei anteriormente, são várias obras engavetadas. Espero terminá-las em dois anos. Mas devo lançar ainda neste 2021 minha primeira revista em quadrinhos, dentro do conceito chamado de Literatura Fantástica. Uma HQ cujo argumento tem como base um conto meu, “Vampiros de Areia”. A revista foi produzida e lançada como E-BOOK pela editora nacional PALAVRAEVERSO, cujo braço HQ chama-se MONOCROMMO. Por outro lado, a Associação Maranhense de Escritores Independentes (AMEI) acabou favorecendo as condições necessárias para a impressão física da revista. Deve ficar pronta no final de julho/21, quando acontecerá o lançamento oficial. É a minha estreia no universo dos quadrinhos.

 

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