por EUGES LIMA ([email protected])
No dia 13 de junho, completam-se quatrocentos anos da criação do Estado Colonial do Maranhão. No último dia 11, por meio de um e-mail, reenviado da Sociedade de Geografia de Lisboa com um convite para uma Conferência Virtual: “No IV Centenário da Fundação do Estado do Maranhão”, a ser proferida pela Sra. Professora Doutora Maria Madalena Pessoa Jorge Larcher, reenviado pelo historiador e confrade português, professor Doutor Eurico Dias, membro dessa Sociedade. Assim, fui lembrado dessa importante efeméride para história maranhense, que me parece que é esquecida pelos maranhenses, mas lembrada pelos portugueses.
Em 1621, o Rei Felipe II de Portugal e Felipe III da Espanha, criou o Estado do Maranhão, como uma unidade colonial separada do restante do Brasil, ligada diretamente às ordens de Portugal e Espanha, ressaltando que nesse período, Portugal vivia sob a égide da União Ibérica (1580/1640), sob o domínio espanhol. O Estado do Maranhão compreendia toda parte norte do Brasil, onde hoje, estão os estados do Ceará, Piauí, Maranhão, Pará, Amazonas, Amapá e Roraima.
A criação do Estado do Maranhão nesses primeiros decênios do século XVII, além da facilidade de comunicação marítima com a Europa, mais que Salvador na Bahia, está inserida no contexto da União Ibérica, como foi enfatizado, onde a colonização do norte do Brasil, depois da expulsão dos franceses, estava dando seus primeiros passos. Portanto, era uma questão estratégica para a Espanha a ocupação e desenvolvimento dessa região para evitar possíveis novas invasões de países europeus, pois o norte brasileiro, ou seja, o Maranhão e o Pará eram portas de entradas para as cobiçadas minas de ouro do Peru, o famoso “El Dourado”.
É nesse período, que estão chegando as primeiras levas de colonizadores açorianos no Maranhão, inclusive, o ano de 1621, marca o momento da segunda leva desses colonos para a Capitania do Maranhão, cerca de 250, trazidos por Jorge de Lemos Bittancourt e Antonio Ferreira Bittancourt. Vieram para cá, inicialmente, na primeira leva (1619), 95 casais de açorianos.
O primeiro governador do Estado do Maranhão foi Francisco de Albuquerque Coelho de Carvalho, que foi nomeado em 1623, porém, só tomou posse do cargo três anos depois, em 1626, pois tinha ficado em Pernambuco para ajudar na expulsão dos holandeses da Bahia. Para fomentar o povoamento da região, durante seu governo, Coelho de Carvalho, criou três capitanias hereditárias no Estado do Maranhão, como Tapuitapera (Alcântara); Cametá e Gurupi ou Caité. O Estado do Maranhão com essa denominação durou até 1654, depois passou a se chamar Estado do Maranhão e Grão-Pará até 1751, quando é invertido o nome para Estado do Grão-Pará e Maranhão.
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