O FACETUBES E A CULTURA NACIONAL
DE DIONE M.S.ROSA
Fiquei extremamente honrada com o convite da entrevista que integra o vídeo “Maiêutica”. Naquele especial momento, apresentava ao nosso caro presidente Mhario Lincoln da APB – Academia Poética Brasileira –, minha personagem e do escritor Adriano Siqueira, a Vampirelle (Isabelle Aguilar), uma vampira moderna que tem várias histórias contadas nos livros em que faço parte como coautora.
A entrevista concedida naquela ocasião foi uma oportunidade ímpar de falar de assunto que é parte da minha alma. Creio que muita gente não compreende minha relação com vampiros e com monstros. Por que dessa paixão na escrita? Na verdade é a reverberação das histórias ligadas a eles que me trouxeram olhar mais acurado sobre mim mesma.
Acredito que somos seres duais, de luzes e de sombras. Não podemos esquecer que a luz não existe sem a sombra, mas também que muita luz, se muito intensa, cega; então penso que devemos reverenciar o fenômeno da luz, mas não podemos descuidar da sombra. Penso que entender os processos relativos aos nossos monstros internos é que lançam luzes para as transformações necessárias na busca por ser um ser humano melhor.
Meu interesse pelas histórias de vampiros e de monstros vêm da infância. Jamais tive pesadelos e nem fiquei impressionada com os filmes do Christopher Lee ou tive medo da leitura dos gibis de terror. Entretanto, somente na fase adulta é que decidi escrever sobre literatura fantástica, especialmente a gótica. Passei a escrever histórias de belas e feras, talvez muito próximas ao estilo de contos de fadas gótico, explorando os conflitos que esses seres míticos e monstruosos mantinham com suas amadas e com a sociedade.
Nessas descobertas, um autor brasileiro, que já me chamava a atenção na poesia, encantou a minha alma: Álvares de Azevedo, notável escritor da segunda fase do Romantismo. Descobri em sua prosa precursora do gótico brasileiro um universo de emoções. Foi muito gratificante trabalhar, no Mestrado, com Noite na taverna; agora no doutorado, o trabalho é sobre O Conde Lopo, que ainda está em estudo. Emulando ou não Lord Byron, Álvares de Azevedo foi além, criando sua maneira própria de dialogar com os poetas do mundo, através da inúmeras epígrafes citadas em suas obras, sinalizando para uma poética universal.
O macabro e o vampírico estão presentes na prosa de Álvares de Azevedo, o qual criou monstros reais e usou-os para denunciar a falsa moral burguesa da época. Rebelde, irônico e sarcástico soube fazer bom uso dessa estética para criticar o social.
É de se concluir que a literatura, o cinema ou qualquer outra forma de arte não são meros objetos de entretenimento, mas vislumbram questões muito mais profundas e questionamentos muito mais instigantes e reveladores para o conhecimento de si e dos outros.
VÍDEO BÔNUS
EDUCAÇÃO Maranhense Sharlene Serra integra a programação da Bienal Internacional do Livro de São Paulo 2026
EXCLUSIVO Euclides Moreira Neto: “DESFILE DO DIA DA RAÇA E O 7 DE SETEMBRO”
MUSICA É VIDA Chiquinho França levou “Fissura” a Brasília, no Clube do Choro, território de encontro da música brasileira
SETEMBRO SETEMBRO AMARELO: “ATENÇÃO! SINAL AMARELO”
MUNDO NOVO “OBRAS LITERÁR(IA)S?”, crônica do professor e membro APB-MA, José Neres.
Mohana e Cassas “PLENITUDE HUMANA”: O LIVRO EM QUE JOÃO MOHANA COLOCOU O HOMEM DIANTE DE SI MESMO Mín. 13° Máx. 26°
Mín. 10° Máx. 17°
ChuvaMín. 7° Máx. 11°
Chuvas esparsas
Marco Neves De Homero ao autoclismo português: 3000 anos de grego
Esmeralda Costa ACLC celebra cinco anos de existência cultural e escreve página histórica
Coronel Carlos Furtado FALMA: unidos, conquistamos espaço para a literatura maranhense
Academias Brasil/Exterior Coirmãs JOÃO AURÉLIO DO VALE: “ENQUANTO HOUVER QUEM CARREGUE ESSA BANDEIRA, A HISTÓRIA DO MEU PAI NÃO IRÁ MORRER”