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Brasil DANIEL MAURICIO

Posse virtual do novo membro da Academia Poética Brasileira, Cadeira (56) Olinto Simões

Todos os direitos reservados à Academia Poética Brasileira

16/09/2021 às 11h56 Atualizada em 18/09/2021 às 07h50
Por: Mhario Lincoln Fonte: Divulgação
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ML, Luciah e Mauricio
ML, Luciah e Mauricio

 

POSSE DE DANIEL MAURÍCIO

Edomir Martins de Oliveira, vice-presidente executivo nacional da Academia Poética Brasileira:

A Diretoria da Academia Poética Brasileira – APB, vem dar as boas-vindas ao novo confrade Daniel Maurício, dizendo da sua alegria por ter esse talentoso poeta ao nosso lado, ele que nascido em 08.05.1968 em Jaguariaíva-PR, filho de Francisco Mauricio e Olinda Brisola Mauricio, logo nos primeiros momentos de sua vida literária, teve seu nome vinculado ao Centro de Letras do Paraná, e Membro da Academia Virtual Internacional de Poesia, Arte e Filosofia – AVIPAF. O seu amor pela cultura levou-o a conquistar o título de membro da Academia Brasileira de Letras e Artes, além da Academia Biblioteca Mundial de Letras y Poesia, e Academia de Letras do Brasil – Seccional do Rio Grande do Sul, além de fazer parte da Comissão de Serviços ao Associado do Centro de Letras do Paraná. É também graduado em Letras – UFP; Administração de Empresas – FESP; Direito – FARESC possuindo quatro cursos de pós-graduação. É auditor de Tributos Municipais de Finanças da Prefeitura Municipal de Curitiba. Autor dos seguintes livros: Mosaico de Sentimentos, Cacos e Retalhos, Gotas Poéticas e Origamis de Palavras que serão lançados em setembro próximo. Participou como coautor em 25 antologias/coletâneas; vencedor do concurso Poemas Curtos em 2014, Prêmio Marilda Confortin, 205, Prêmio Alice Ruiz em 2016, promovido pelas Prefeitura Municipal de Curitiba. Participou de exposições de poesias na Argentina e Colômbia. Carrega ainda em sua bagagem literária o título de Cidadão Benemérito de Jaguariaíva - PR.

Todos esses títulos, conquistados por mérito próprio e reconhecimento ao seu valor, é um nome que sem dúvida esparge sua luz por onde passa e toma acento. 

A família de Mauricio e o Prof. Edomir.

É, pois com imensa alegria que lhe damos as boas-vindas confrade, dizendo-lhe que nos sentimos felizes com sua presença entre nós.

Ao tomar assento neste Sodalicio, na Cadeira de número 56, paraninfada pelo inesquecível Olinto Simões, você está participando de um seleto grupo de intelectuais que leva o brilho de sua inteligência àqueles que o lerem. Você agora é de nossa Academia, que sem dúvida, também a fará brilhar ainda mais.

  Nossas cordiais saudações,

Edomir Martins de Oliveira, Vice-Presidente Executivo Nacional da APB 

Na sequência, a poeta Luciah Lopez, da seccional do Paraná,  receberá o novo imortal

ACADEMIA POÉTICA BRASILEIRA

Discurso de Recepção ao Acadêmico Daniel Maurício

Sr. Daniel Maurício,

Convidada pelo nosso Presidente Mhario Lincoln, para receber-vos como acadêmico desta Academia Poética Brasileira, entidade sem fins lucrativos, sendo uma das primeiras a utilizar o mundo virtual como meio de divulgação das artes em geral, tanto no Brasil como no exterior. Esta academia conta com apoio midiático da Revista Acervum , da plataforma Facetubes.com, Revista Nacional da Academia Poética Brasileira, da Acadêmica Editora, da TV e da Radioweb. Hoje, mais do que nunca, quero parabenizá-lo em nome de todos os confrades e confreiras, e dizer de nossa satisfação em tê-lo conosco. Seja bem-vindo, Muito contribuirá com os objetivos deste Sodalício.

Luciah Lopez

Membro Efetivo da Academia Poética Brasileira

Cadeira de Número 010, Patrono Cruz e Souza

Novo imortal APB, poeta Daniel Mauricio.

A PALAVRA DO EMPOSSANDO

Ilustríssimo Sr. Dr. Mhario Lincoln, mui digno Presidente da Academia Poética Brasileira, 

Ilustríssima Sra. Dra. Clevane Pessoa Araujo, mui digna Vice-presidente Nacional da Academia Poética Brasileira,

Ilustríssimo Sr. Dr. Edomir Martins de Oliveira, mui digno Vice-Presidente Executivo da Academia Poética Brasileira,

Ilustríssima Poeta e Confreira Luciah Lopez,

Senhores, Senhoras, confrades e confreiras,

É com imensa alegria que hoje dirijo-me aos senhores para externar a minha gratidão a Deus, ao Presidente Mhario Lincoln e a todos os confrades e confreiras aqui presentes, neste momento único da minha vida.

Recebi com muita honra a notícia da escolha do meu nome para ocupar a cadeira de nº 56, desta conceituadíssima e atuante Academia, tendo como Patrono o grande mestre Olinto Simões.

No dia 31 de março de 2018, tive o prazer de assistir a posse de ingresso de Olinto Simões, nesta Academia, que ocorreu na Associação Cristã de Assistência Social – ACRIDAS. Na ocasião Olinto Simões, como sempre, fez o seu discurso comparando as semelhanças da sua vida e carreira com a de Olavo de Carvalho o qual escolheu como seu patrono.

Olinto Simões foi, portanto, o primeiro ocupante fundador da Cadeira 56, a qual hoje tenho a honra e a responsabilidade de ocupar. 

Falar sobre Olinto Simões não é tarefa fácil. Carioca de nascimento, mas curitibano de coração. Foi professor em sala de aula e na vida de todos nós, que silenciávamos para ouvi-lo com atenção e reverência. Economista, parapsicólogo, filósofo, poeta, ensaísta, teatrólogo, carnavalesco, autodidata e sobretudo um grande crítico e polêmico. Adorava explicar a origens das palavras, contando histórias. 

Com ele podia-se passar horas e horas falando sobre literatura, filosofia, educação, poesia e temas humanísticos.

Costumava falar que sua principal obra chamava-se Estrutura do Convívio Social no Âmbito Profissional e Meio Acadêmico, publicada em 1983, onde já se vislumbrava o caos que estava se instalando na Educação Brasileira.

Em 03/05/2017 recebeu o título de Cidadão Honorário de Curitiba, em reconhecimento pelos relevantes serviços prestados na área cultural da Capital.

Posto que já era imortal, em 01/04/2021 cumpriu a sua missão terrena e concretizou as palavras ditas no final do seu discurso de posse:

"Não importa o nome que me deram.

O que percebo finalmente, é a realidade,

Não tenho limites, princípio, nem fim...,

Eu simplesmente...,

..., SOU...,

EU..., "EXISTO"! (...)"

Desta forma, Olinto Simões continuará existindo, agora como meu patrono da Cadeira 56 da Academia Poética Brasileira.

Com muito carinho e respeito acompanho desde a fundação desta magnífica Academia, os trabalhos desenvolvidos pelo Presidente Mhario Lincoln e por grande parte dos Acadêmicos aos quais admiro.

Assim, ingressar nesta Academia tornou-se um sonho que hoje tive a graça de realizar.

Costumo dizer que: Sonhos/São projetos desenhados/Com a alma.

E é com o coração e alma que assumo o compromisso de continuar honrando o nome desta Casa, desta Família APB.

Sonhar, para um menino que nasceu em Jaguariaíva, em 08/05/1968, filho de ferroviário, estudante de escola pública, é um verbo que aprendi a conjugar desde cedo.

Fiz curso Técnico em Contabilidade e Magistério, colando grau no mesmo dia nos dois cursos.

Depois vindo para Curitiba com uma mala de roupas, poucos livros e muitos sonhos fiz o curso de Letras na Universidade Federal do Paraná, exerci o magistério por três anos, mas o “menino sonhador” continuava vivo dentro de mim. Acabei fazendo o curso de Administração de Empresas, quando passei no concurso para Auditor Tributário. Mas a “fome” pelo saber ainda ardia e assim também fiz o curso de Direito.

Mas para crescer profissionalmente não bastaram estes cursos. E lá foi novamente o menino para os bancos das faculdades. Resultado? Mais quatro cursos de Pós-graduação concluídos com sucesso.

Mas no meio de tudo isso, a poesia sempre foi minha companheira, minha válvula de escape e meu refúgio.

E de repente as poesias começaram a se avolumar e criar vontades próprias, saindo das minhas gavetas exclusivas e indo pousar nos livros para o mundo. Surgiram, então, Mosaico de Sentimentos, Cacos e Retalhos, Gotas Poéticas, Origamis de Palavras, Palavras de Cheiro, Alma Lírica e participação em mais de vinte e cinco Antologias Coletivas.

Assim, os poucos livros que o menino trouxe na mala, multiplicaram-se ao longo dos anos. 

Ah, mas nem tudo foi perfeito como um conto de fadas. O menino teve que aprender a conjugar tantos verbos em momentos de alegria e de tristeza, adotando como lema a seguinte poesia: Tentaram me podar/Não sabiam eles/Que eu era um bonsai.

  No ano de 2019, tive a honra de receber o título de Cidadão Benemérito de Jaguariaíva. 

Mas mesmo fazendo parte de diversas Academias e Agremiações Culturais, o sonho de ingressar na APB continuava vivo, ardendo como brasa no meu peito. 

Portanto, para mim, este é um momento de júbilo, onde o menino que sonhava, torna-se um imortal pela Academia Poética Brasileira. É como se o menino estivesse colorindo o projeto que foi desenhado pela alma – meu sonho, minha realização.

Cordiais saudações,

Daniel Mauricio   

PALAVRA DO PRESIDENTE

Caro confrade Daniel, agora empossado.

O conforto é imenso quando tenho a certeza dos benefícios que a APB receberá com seu ingresso. Um poeta-soldado das letras, um militante do bem, cuja contribuição se amealhará aos objetivos da APB: levar mais longe o conhecimento, dividindo-o e traduzindo-o através das muitas línguas do coração.

Principalmente, porque as marcas indeléveis que essa Cadeira de nº 56 traz, são perceptíveis somente àqueles que nutriam paciência e respeito ao titular de antanho.

Destarte, desejo-lhe toda a felicidade do Mundo, lembro-lhe as palavras do grandioso Eduardo Portela no discurso de posse na ABL:

"(...) o intelectual, o trabalhador intelectual, é a ponte sólida que liga e mistura o homo sapiens ao homo faber (...)." 

E com essa super inteligência que Deus concedeu a Portela, que, no mesmo discurso e diante de uma plêiade de intelectuais maiores, ele teve a coragem de condenar aqueles que usam de sua capacidade de pensar para locupletação pessoal: 

"(...) o intelectual sacralizado, na figura do profeta ou do prestidigitador, (é) de uma insensatez inaceitável (...)".

Esse, portanto, Daniel Maurício, é o nosso culto. Nossa linha mestra: fazer cultura para a coletividade. Doando-se à integralização do saber do outro.

Nessa minha luta, incorporei literalmente o que li nas páginas de Johnny De Carli: para realmente tornar-se um imortal é preciso dividir o conhecimento, compartilhando a sabedoria pessoal.

Desta forma, caro Mauricio, amigo, vês-se que nem só as academias concedem o título de imortalidade às obras do acadêmico (nunca ao acadêmico), mas ao conhecimento do acadêmico. Sendo assim, todos aqueles que se dispuserem a dividir guilhões de sabedoria, com toda certeza, também serão imortais. E você já agia dessa forma, ao disponibilizar exemplos de vida sábia e culta a quem lhe lê (ou convive) todos os dias.

Seja bem-vindo, pois a APB apenas, reforçará esse legado, na divisão do pão da alma poética.

Curitiba, 16.09.2021

Mhario Lincoln

Presidente da Academia Poética Brasileira

 

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