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Inédito: poeta e escritora Maura Luza Frazão faz 'Spina', sobre a "Bula dos Sete Pecados"

O livro, ainda inédito, é de Mhario Lincoln

17/01/2022 às 08h25 Atualizada em 17/01/2022 às 10h17
Por: Mhario Lincoln Fonte: Maura Luza Frazão
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Mhario Lincoln & Maura uza Frazão
Mhario Lincoln & Maura uza Frazão

Nota de Mhario Lincoln: "Sem dúvida, um belo e incomensurável presente. Esse, abaixo, é um "Colar de Spinas", elaborado com muito carinho e inteligência pela escritora, poeta e professora Maura Luza Frazão. Algo realmente inédito, até hoje, desde a criação da lírica Spina, no Brasil. E o que é a poesia em forma Spina? O SPINA é um poema de duas estrofes, sendo a primeira estrofe composta por três versos com três palavras em cada verso e iniciada obrigatoriamente com uma palavra trissílaba: pa/la/vra/. Ob/ser/vo/. A segunda estrofe tem cinco versos com cinco palavras em cada, e não há nela a exigência da trissílaba. Até aí, tudo bem. Mas, o mais difícil é o 'colar de Spina". Muito mais quando é temático. E Maura Luza Frazão fez esse colar com base no que leu no livro "A Bula dos Sete Pecados". Com certeza, ainda mais difícil. Quer ver as regras do "Colar de Spina"? Anote: "O Colar de Spina é constituído por um único título, o primeiro, e ele terá que fazer referência ao assunto (conteúdo) abordado nos oito Spinas que formarão o Colar. Os Spinas precisam ser numerados e com espaço entre um e outro. A primeira  palavra do segundo Spina deverá ser uma trissílaba retirada da segunda estrofe do texto anterior, e assim se sucederá até o último. O último Spina, além de ser iniciado por uma acepção trissílaba retirada de um dos versos da segunda estrofe do Spina anterior, sua última rima deverá ser a palavra trissílaba, que começou o primeiro Spina do Colar".

Como se vê e lê, Maura Luza Frazão merece todos os elogios. De minha parte, meu agradecimento sincero por este trabalho inédito que marca uma nova e importante fase na literatura brasileira. O 'Spina' veio pra ficar e sua representante maior, sem dúvida, é Maura Luza. Parabéns!

COLAR DE SPINAS

UM OLHAR POÉTICO SOBRE A INSPIRADORA 

OBRA "A BULA DOS SETE PECADOS"  DE MHÁRIO LINCOLN.

I

Maura Luza Frazão e o livro. 

Pecados versus antídoto,

Ou seriam absolvições?

Uma indelével incumbência.

 

Meus olhos ávidos mergulharam nas

páginas enriquecidas de sublime ensaio

regado a memórias. Quanta sapiência!

Linhas tecidas com capciosas mensagens,

Ou seriam nas entrelinhas? Excelência!

II

Páginas de “Releituras” 

em amargas colheitas

versus “Estranhas frutas”. 

 

Envolvida me vi pelas conjecturas

de uma alma enobrecida, reações

advindas das amargas correntes, lutas.

Decantada em versos, prosas, sabores

sangrentos, marcados por árduas labutas.

III

Sabores poéticos reverberando

em liberdade desmistificada...

"Sem pensamentos levianos”. 

 

Impressionante seu olhar de erudita

despido de prepotência, orgulho ou

preconceitos. Uma dádiva dos anos

vividos em meditações. Daí, senti-me

agraciada. Um convite sem enganos.

IV

Convite poético inspirador

perceptível nas entrelinhas, 

amores, anseios, tentações.

 

Fascinante passeio em cenário lírico

bucólico, empreendi ao me aventurar

pela história escrita, narrada. Emoções

retiradas das páginas literárias, outrora

decantadas em fábulas, odes, canções.

V

Cenário poético imaginário

repaginado em fascinante

celebração, lirismo latente.

 

A poeticidade de Mhário Lincoln

não cabe definição, uma iguaria

de fino trato, elucubracão pungente.

Quanto mais me aprofundava, presença

sutil sentia, uma inspiração ardente.

VI

Presença maranhense na

literatura brasileira, Mhário

Lincoln, ícone jornalístico.

 

Ilustre erudita poético singular, destaca-se 

por seus dons, promovendo verdadeira 

ebulição no universo literário publicístico.

Visionário por natureza! Nasceu agraciado

de incrível percepção, intrinsecamente holístico.

VII

Singular ornamento literário

pincelado em conjecturas

poético filosóficas. Rendi-me.

 

"Instinto ou loucura" envolvem meus

sentidos em "Metamorfose" ao pousar

meus olhos naquela "Lagarta". Prendi-me

em "Suspiros de Agonia" orvalhando

"Ode a Pandora”, “Amantes". Transcendi-me.

VIII

Lagarta, borboleta, casulo,

remetem a transformação.

Mudanças, amplos significados.

 

Lembranças de amores, amantes, segredos, 

pulsantes sentires, "Saudades, que nada”.

Arquétipo cigano revelando desejos marcados,

elevando a temperatura desse apetitoso

cenário místico de incandescentes pecados.

 

Maura Luza Frazão. São Luís. MA/Brasil.

 

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