Um pouco da obra de Elany Morais
UMA ESTRELA NA CONSTELAÇÃO DO CÉU LITERÁRIO MARANHENSE
Wybson Carvalho, poeta e membro da Academia Caxiense de Letras
Sim, este livro é a retratação concretizada ao que já fora profetizado há muitos anos por um sábio escritor caxiense, Teodoro Ribeiro Júnior, que, ao escrever a letra do Hino de sua cidade, dissera: “Clara estrela no céu maranhense”.
Mas o sábio autor àquele tempo já fazia referência a esta obra, como a luz dessa dimensão celestial brilhante, agora, pela professora e escritora, Elany Morais, que dá alma literária às trinta e seis aprazíveis paisagens descritas de tempo, no gênero da crônica, em simplicidade e generosidade à perfeita estética criadora de textos, ricamente acrescida de acurada beleza imagética e fidelidade temporal às temáticas nelas – nas crônicas – abordadas na diversidade de conhecimento à leitura.
Elany Morais exprime experiência ao lidar com a boa criação textual, brindando a quem nelas – nas crônicas – viajar à maravilhosa inspiração da cronista que as criou em obediência à fidedigna arte de escrever percepções e sentimentos.
Em sua alma de vida, a autora é uma criatura alada, circunstanciada aos mais altos voos corajosos, a visitar alturas possíveis da arte, de se fazer e ser exímia autora em seu tempo.
Elany Morais experimenta esse gênero de autenticidade e competência de oferecer uma linguagem artístico-cultural à literatura advinda do espírito criativo de quem escreve, compartilhando conhecimentos e experiências.
Essas são minhas convictas impressões às crônicas deste livro de tão singela e maravilhosa criação artística. Mas afirmo àquela e àquele que lê-las e relê-las que ambos serão brindados com um brilho próprio da cronista, e, sobretudo, encontrará um fascinante cunho literário, irmanando simplicidade e beleza numa prazerosa leitura à boa literatura caxiense da contemporaneidade.
Ao lê-las, eu fui, abreviadamente, capaz de com elas aprender, apreender e, sobretudo expressar uma fiel opinião, digna de minha sinceridade, a esta obra, que enriquece muitíssimo a produção textual artisticamente criativa da professora, escritora poeta e cronista Elany Morais. É, portanto, uma obraque marcará sua imprescindível estada entre as estrelas afixadasem iluminada constelação do céu literário maranhense.
POR QUE NÃO MELHORAMOS?
*Elany Morais
Muitos homens/mulheres e pouca humanidade. Há tantas complicações para coisas simples. Por que não melhoramos? Entre evolução e degradação, por que a segunda opção? Não é fácil crescer? A ordem social está em desordem. Não sei como findará o restante do capítulo dessa história. Parece que nos restam apenas ódio, medo e morte.
Quem ainda tem lista de boas intenções? Quando nasci, nunca me disseram que haveria guerra. Acho que me enganaram. Trouxeram-me para um mundo de cabeça para baixo. Perdoem-me a irritação, porém, até a Natureza está irritada com a desordem da ordem.
Carlos Drummond de Andrade dissera que não distribuiria entorpecentes e cartas suicidas, certamente, por saber que muitos fariam isso em seu lugar. Ainda há sonho fecundo? Hoje, ser moço moderno é falar palavrão de arma na mão, mas é preciso viver com os homens, sem assassiná-los, do contrário, será preciso ter coragem para anunciar o FIM DO MUNDO.
O QUE DEVEMOS SER
Creio que muitos querem ser um acontecimento na vida de um ou de outro. De alguma forma, temos que ser algum tipo de acontecimento. Entre tantos acontecimentos que podemos ser, o deslumbramento é um. Não sei se consigo deslumbrar meus semelhantes ( sou uma pessoa muito falhada, no trato com as pessoas), mas, geralmente, vivo deslumbrando-me com o outro. Constantemente sou seduzida. Algumas pessoas, quando estão diante de mim, as vejo como um prolongamento da poesia. Eu mesma me considero um mistério na relação física com os outros. Por fora, sou lago sereno, quase indiferente, mas por dentro, estou pintando tudo, com as cores mais vibrantes e perfeitas do arco-íris.
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* Elany Morais é funcionária pública- SEDUC-MA. poeta, cronista, escritora, autora de "O Mundo em Dois Tempos", "Muitas de Mim" e "Luz e Sombra".
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